terça-feira, 16 de Setembro de 2008

«Ílhavo na rota dos grandes veleiros»

"A Regata dos Grandes Veleiros trará a Ílhavo alguns dos maiores veleiros do mundo. O Porto de Aveiro assegura que o normal funcionamento não será afectado."

«No terceiro fim-de-semana deste mês, Ílhavo será palco do maior evento náutico alguma vez acontecido na região, ao participar na Regata Comemorativa dos 500 anos do Funchal, que coloca o concelho como a “paragem do meio”, constituindo um eixo de ligação entre a cidade madeirense e Falmouth, na costa sudoeste de Inglaterra. A Regata, onde vão participar alguns dos maiores veleiros do mundo, provenientes de 13 países, vai usar a mesma rota comercial que as embarcações tradicionais do passado usavam para cruzar o Atlântico Norte. De acordo com Ribau Esteves, presidente da Câmara de Ílhavo, esta participação contribui “de forma decisiva” para a promoção e afirmação do município como destino privilegiado para os amantes do mar. Em termos estratégicos, e porque no município “o mar é tradição”, a passagem da Regata é uma forte aposta cultural e económica que se baseia na sua condição geográfica. Ao mesmo tempo, é um passo rumo à “internacionalização”, garante. A vontade de fazer passar a Regata por estas paragens era grande e Ribau Esteves revela que, das primeiras abordagens à organização da Regata, a Sail Training International, até aos dias de hoje, “foram cerca de quatro anos de trabalho” e que conseguiu fazê-la coincidir com a festa da Nossa Senhora dos Navegantes e com a comemoração dos 200 anos da abertura do Porto de Aveiro e os 110 anos da restauração do município de Ílhavo. Com um orçamento de 350 mil euros, o evento tem receita garantida de 150 mil. A Administração do Porto de Aveiro é o parceiro oficial e institucional da autarquia ilhavense deste evento, cujo terminal norte funcionará como ponto de estacionamento.
Movimento portuário não será afectado
José Luís Cacho, presidente da Administração do Porto de Aveiro, acredita que o espaço tem todas as condições para receber um evento de tais dimensões e que não perturbará o normal funcionamento. “Estão a ser tomadas todas as medidas para que tudo corra normalmente”, assegura o responsável pela instituição portuária. A este propósito, Ribau Esteves refere que o porto poderia ainda receber mais navios de grande porte, caso fosse necessário, já que estão reunidas “as condições técnicas”. Com a náutica de recreio em expansão, o autarca aproveitou a conferência de apresentação da Regata para anunciar a criação de um Fórum Náutico do Município, constituído por 17 entidades ligadas à água. Na Regata, circularão perto de duas mil pessoas e participam 20 embarcações, sendo que 11 pertencem à classe A. Os navios estarão abertos ao público e o novo Jardim Oudinot terá animação. O programa diário inclui ainda baptismos de mergulho, parede de escalada, insufláveis para crianças, parque de diversões e mostra de artesanato.»
Cláudia Carneiro, in [Diário de Aveiro]

sexta-feira, 12 de Setembro de 2008

Regata Internacional “Tall Ships” com chegada no início de Outubro ao Funchal

Grandes veleiros em prova
«Ao final da manhã de amanhã (sábado, dia 13) partirão de Falmouth, a Sul do Reino Unido, os grandes veleiros que participarão na Regata “Tall Ships — Funchal 500 Anos”, marcada para início de Outubro. Os navios dirigem-se, depois, para Ílhavo, em Aveiro, onde cumprem a 1.ª parte da ligação, com chegada prevista para dia 20. Depois de três dias em território nacional, as embarcações empreendem a 2.ª e derradeira parte da viagem, rumo ao Funchal, onde devem atracar por volta do dia 2 de Outubro.

Inserida nas comemorações dos 500 Anos da Cidade do Funchal, a Regata Internacional dos Grandes Veleiros do Mundo, assim como o Festival do Mar, eventos agendados para o início de Outubro, entrou em contagem decrescente. De 2 a 5 do próximo mês, a presença destes autênticos “embaixadores das Nações Marítimas” na Madeira promete suscitir grande interesse, num programa que teriminará com uma parada naval, na baía do Funchal, no dia 5.
Confirmadas estão já as presenças dos seguintes navios de “classe A”: Creoula (Portugal), Alexander Von Humbdolt (Alemanha), Astrid (Holanda), Capitan Miranda (Uruguai), Cuautemoc (México), Kaliakra (Bulgária), Mir (Rússia), Pogoria (Polónia), Sedov (Rússia), Pelican (Reino Unido) e Shabab Oman (Omã). No porto do Funchal irão, ainda, atracar um veleior de classe B, quatro da classe C e três da classe D.
Feitas as contas, no início de Outubro, no belo anfiteatro da capital madeirense estarão mais de 1.200 tripulantes, sendo que partirão da Região 25 “trainees” rumo a Falmouth e 31 rumo a Ílhavo, estando os mesmos já divididos pelos grandes veleiros presentes na Regata Internacional. O evento será um dos pontos altos das celebrações do 5.º centenário da Cidade do Funchal e relevará a importância da mais antiga cidade do Novo Mundo enquanto urbe virada para o mar e com grandes tradições marítimas. De Falmouth a Ílhavo são cerca de 630 milhas náuticas su-sudoeste, e depois até ao Funchal, igual distância (630 milhas náuticas) sudoeste em mar alto, em duas etapas que pontuam para a classificação final...»

Vasco Sousa, in [Jornal da Madeira]

quinta-feira, 11 de Setembro de 2008

«Regata junta 21 veleiros de 13 países»

«É a aposta num evento que durante quatro dias vai dinamizar e colocar Ílhavo no centro das atenções. A Câmara investiu cerca de 350 mil euros na Regata dos Grandes Veleiros, que marca presença no município, entre os dias 20 e 23 deste mês. São 21 navios, de 13 países, que vão estar ancorados no Terminal Norte do Porto de Aveiro, entre eles o navio russo Sedov, o maior da sua classe (o Creoula é o único veleiro português).
Mas esta aposta na regata, que conta com 150 mil euros de receitas directas já obtidas, é também a pensar no desenvolvimento da região. Ribau Esteves, presidente da Câmara de Ílhavo, acredita que o futuro passa, entre outras coisas, pela aposta na náutica de recreio. "Estamos convictos de que o futuro da região passa por aí. Uma área que vai ter um papel muito importante na nova Região de Turismo do Centro. E aqui, a delegação de Aveiro terá um papel liderante no desenvolvimento deste produto turístico", acrescentou.
Nesse sentido, está a ser criado o Fórum Náutico de Ílhavo, uma plataforma institucional que engloba 15 entidades. O objectivo é debater e tentar encontrar soluções de futuro que possam ajudar a dinamizar a náutica na região.
Ainda no âmbito da regata, que tem como parceiro o Porto de Aveiro, está a ser criada "uma 'cidade' entre o Jardim Oudinot e o Terminal Norte para garantir condições às 2000 pessoas que chegam nos navios e a quem os visita", garante Paulo Costa, vereador. A Câmara irá disponibilizar centros de apoios às tripulações, chuveiros, um posto dos CTT, entre outras necessidades.»
Por Paula Rocha, in [Jornal de Notícias].

terça-feira, 29 de Julho de 2008

«Jovens estudantes tornam-se marinheiros por seis dias»


(CREOULA no Tejo, a caminho do Alfeite, em 26 de Julho de 2008, no regresso da viagem de treino de mar a que se refere a presente notícia - Fotografia de Luís Miguel Correia)

«Universidade. Iniciativa põe ibéricos a pensar o mar, a bordo de um navio», por ANA BELA FERREIRA

«Depois de seis dias preenchidos pela "rotina das sensações" e em que "muitos mundos se cruzaram num espaço de apenas 67 metros", chegou ontem à Base Naval do Alfeite, em Almada, o navio Creoula, trazendo a bordo os instruendos e instrutores do último curso da Universidade Itinerante do Mar 2008 (UIM). A experiência é descrita pelo director do último de três cursos da UIM a bordo, Fermín Rodriguez, que considera ter assistido a "uma verdadeira irmandade entre portugueses e espanhóis".

A missão começou a 30 de Junho e terminou ontem, mas repartiu-se por três equipas diferentes com 40 alunos cada. Os jovens portugueses e espanhóis, maioritariamente universitários, percorreram a costa atlântica portuguesa, espanhola e francesa. A terceira edição da UIM teve por tema "Energia, Ambiente e Mar". O Creoula partiu do Porto rumo a Avilés, no norte de Espanha, onde fez escala e partiu novamente em direcção a Rouen (França). Aqui, os jovens marinheiros puderam participar numa concentração de veleiros, que só acontece a cada cinco anos, e sentir o apoio dos emigrantes portugueses. "Fizemos a troca de alunos em Rouen e foi emocionante ver como os miúdos se tinham apegado uns aos outros e como choravam na despedida", recorda o comandante do navio Creoula, João Silva Ramos. Depois desta mudança, os jovens participantes partiram rumo a Ferrol (Espanha). Daqui seguiu um novo grupo em direcção a Viana do Castelo e depois a Lisboa (à base do Alfeite). Mas a viagem nem sempre foi um agradável passeio. Além dos jovens terem a responsabilidade de ajudar nas tarefas de rotina do navio, houve ainda momentos menos calmos durante a navegação. A travessia do Canal da Mancha ficou marcada por alguma turbulência. Durante 24 horas os jovens não tiveram acesso ao exterior do navio e as tarefas por eles desempenhadas foram suspensas. "Mas ninguém se assustou", garante o comandante, orgulhoso da sua tripulação.»

Fonte: [Diário de Notícias], edição de 27 de Julho de 2008.


Fotografia de Luís Miguel Correia. Direitos reservados (copyright)

segunda-feira, 28 de Julho de 2008

«La bandera de Asturias ondea entre veleros de leyenda»

«La Universidad Itinerante de la Mar (UIM) participó, a bordo del «Creoula», en la mayor concentración de grandes veleros de todo el mundo, en Rouen (Francia)

Cientos de personas, posiblemente más de un millar, acudieron al puerto francés de Rouen, el pasado día 11, por la tarde, para dar la bienvenida a los estudiantes españoles y portugueses que llegaban a bordo del buque escuela «Creoula», de la Marina lusitana, muchos de ellos, asturianos. El emblemático velero acudía a la cita obligada que cada cinco años se celebra en este puerto, que está situado a 120 kilómetros de la desembocadura del río Sena. Y es que «la Gran Parada», «la Gran Armada de la Paz» o «la Armada del Siglo», que son los nombres con los que se conoce esta concentración náutica, reúne a los mayores veleros de leyenda de todo el mundo en apenas una semana. Para los amantes de «las catedrales de lona», como también se conoce a estos grandes buques, no hay un espectáculo igual en todo el mundo. Además, en esta gran parada ondearon, por primera vez, banderas asturianas, desde un velero participante, que estuvieron agitadas al viento por los estudiantes de Oviedo, Gijón y Avilés. Los veleros que participan en esta concentración -medio centenar-, que hasta ayer conmemoró la toma de la Bastilla, fueron contemplados por casi cinco millones de personas de diferentes países de Europa que no quisieron perderse este espectáculo. El «Creoula», de líneas airosas y aparejado de goleta, fue el último velero en acudir a los Grandes Bancos (Terranova) a pescar bacalao, en el año 1970. Ahora es toda una leyenda sobre las olas. Su historia, igual que su estampa, no pasó inadvertida para los miles de visitantes que se acercaron a Rouen. Para muchos de ellos era, sin lugar a dudas, el barco más bonito de todos ellos. El «Creoula» atracaba con alumnos de la Universidad Itinerante de la Mar (UIM), después de la travesía más dura que tuvo este velero de cuatro mástiles desde que navega para este proyecto, que está participado por las universidades de Oviedo y de Oporto y que está operado por el CeCodet, según aseguró su comandante, João Silva. Pero pocas personas de las que estaban saludando en el muelle eran conscientes, primero, de las esperanzas que habían puesto los jóvenes navegantes en esta aventura; después, de los muchos sufrimientos que había superado, y, finalmente, de las grandes adversidades que supieron superar con un optimismo a prueba de los mayores temporales. ¿Los mareos? Muchos y, en algún caso, difíciles de soportar. Pero todos fueron olvidados cuando el «Creoula» entró en el canal de la Mancha. El temporal amainó, el buque dio popa al viento y la vida a bordo del viejo velero recobró su normalidad. ¿Una locura? En absoluto. ¿Por qué? Porque, a estas alturas, ya nadie puede cuestionar que cuanto más loca es la aventura, más cuerdo es el aventurero. La del «Creoula» no fue una excepción, y así lo certificaron sus intrépidos y sufridores navegantes. Los jóvenes estudiantes que navegaron en medio de un golfo de Vizcaya que los saludó con olas de 7 y 8 metros de altura y con vientos de casi 80 kilómetros por hora y escoras que superaron, en ocasiones, los 40 grados lo pueden certificar. En el comedor, los platos salían volando de las mesas para estrellarse contra las de al lado; algo tan sencillo como ducharse requería de un gran esfuerzo de piernas y brazos para compensar los intensos balances, y no digamos nada para los que les tocaba guardia en el timón. Para estos últimos, la rosa de los vientos giraba sin cesar y mantener el rumbo se les presentaba como una empresa imposible. Pero con todo pudieron los jóvenes tripulantes, y ése debe de ser su gran orgullo. Tomaron como propios los eternos valores de la navegación a vela: sacrificio, trabajo, compañerismo y audacia, y todos ellos les permitieron llegar a buen puerto. Para el entusiasta jefe de la expedición, el concejal de Cultura del Ayuntamiento de Avilés, Román Álvarez, esta experiencia permitió a los jóvenes navegantes «salir crecidos en el sentido de ser más responsables y desarrollados como personas, y valorando mucho la importancia que tiene el trabajo en equipo en condiciones adversas». La más joven de la tripulación, con sólo 15 años, fue la valenciana Laura Martínez, que calificó la dura experiencia como «la mejor del mundo». Quiere estudiar Ciencias del Mar y asegura que desea seguir navegando con la UIM en el «Creoula». Igual que a la avilesina Cristina Rodríguez, de 16 años, que sostiene que la experiencia de convivir en medio de un gran temporal con sus compañeros les aportó a todos grandes satisfacciones, por el compañerismo que afloró durante los momentos más difíciles. La enfermera tinetense Ana Fernández Feito, que realiza su doctorado en avances en medicina y que por primera vez se hacía a la mar, aunque calificaba esta experiencia de «más dura de lo que pensaba», no dudaba en asegurar que estaba dispuesta a repetirla. ¿Lo que más le llamó la atención? «Además de la navegación, la capacidad que demostramos todos de relacionarnos entre personas de diferentes países y de formaciones académicas muy dispares». Uno de los más sorprendidos por la respuesta de los jóvenes tripulantes fue precisamente el que tiene más experiencia, casi 40 años a sus espaldas, Agustín Saralegui, que quedó maravillado por «lo bien que respondieron los más jóvenes, y que, además, nunca habían salido a navegar, porque seis días con mala mar son muchos». En términos similares se manifestó Gonzalo Falcón, con una experiencia de nueve meses a bordo del buque escuela español «Juan Sebastián Elcano», que destacó «el modelo de convivencia» entre los jóvenes y la tripulación. A Jesús Eloy Alonso, de Piedras Blancas (Castrillón), le sorprendió la capacidad de adaptación de todos los jóvenes a condiciones tan adversas. «Pero si la cara dura de la navegación fue ésta, la amable tiene que ser maravillosa», sentenció el estudiante de Forestales. Para el catedrático de Genética de la Universidad de Oviedo, Miguel Ángel Comendador, que navegó como profesor de mar, gracias a la relación que tuvieron los jóvenes españoles y portugueses, se mantuvo en todo momento la disciplina del barco. Y Tomás Cortizo, catedrático de Geografía, considera que ésta fue una ocasión para poner en práctica una virtud que es la generosidad «y, en muchas ocasiones, la han practicado». Objetivo cumplido.»

Fonte: [La Nueva España], 15 de Julho de 2008

«El buque escuela «Creoula» arriba a Avilés»

«A lo largo del mes de julio el velero luso hará escala en los puertos de Rouan, El Ferrol y Lisboa y será un aula abierta al mar
La dársena de San Agustín del puerto de Avilés recibió ayer a las once y media de la mañana al buque escuela «Creoula» de la Marina portuguesa, procedente de Lisboa. Este velero, construido en 1937, acogerá durante todo el mes de julio las actividades de la Universidad de la Mar, que este año girarán en torno a la energía, el medioambiente y la mar. En su segunda visita a la villa aviselina, los miembros de la tripulación portuguesa, así como los participantes en los cursos tuvieron la oportunidad de disfrutar de una tarde repleta de actos, siempre con el trasfondo de la mar y su capacidad para unir a los pueblos. Este año, los cursos se dividirán en tres etapas marítimas. La primera de ellas, con inicio el próximo jueves, día 3 de julio, zarpará con destino a Rouan (Francia) donde tomará partida en la gran parada naval que allí se celebra. A las tres de tarde, los participantes en los cursos y sus instructores se congregaron en la dársena, situada en la margen derecha de la ría, para ser recibidos por la tripulación del «Creoula». Poco a poco fueron embarcando en el velero portugués para conocer cuáles serán sus camarotes a lo largo del curso. Este verano, la tripulación está integrada por ciudadanos españoles y portugueses procedentes de diversos ámbitos profesionales. A continuación, la comitiva se desplazó, a las seis de la tarde, hasta el Consistorio avilesino, donde fue calurosamente recibida por la alcaldesa Pilar Varela. La regidora pronunció un discurso donde el mar y los postgrados impartidos en Avilés fueron protagonistas absolutos. «Desde el año 2000, el Ayuntamiento está impulsando una red entre ciudades del arco atlántico. Avilés no sería nada sin su ría. Por fin, en Avilés se están desarrollando importantes proyectos de formación e investigación. La Universidad de Oviedo ya tiene su casa en Avilés. Los principales proyectos son los postgrados. La Universidad de la Mar forma parte de estos proyectos. Esta iniciativa no sería posible sin la inestimable colaboración de la Marina portuguesa que participa con su buque escuela "Creoula"», afirmó.
Isabel Sousa Pi, encargada de la Universidad Itinerante de la Mar, agradeció la agradable bienvenida recibida y cedió la palabra a José Antonio Cecchini Estrada, vicerrector de extensión universitaria, que destacó la actividad docente de la Universidad de la Mar, iniciativa de las universidades de Oviedo y de Oporto. El almirante Pereira de la Marina portuguesa fue el encargado de poner fin a los discursos resaltando el carácter de amistad y camaradería que acompaña a los cursos de la Universidad de la Mar. Quizá el momento más emotivo de la jornada fue la ofrenda realizada ante la estatua de Pedro Menéndez de Avilés, «El Adelantado de La Florida», hijo ilustre de esta villa que vive de cara al mar, navegante por excelencia y conquistador de La Florida. La Banda de Música local y una banda de gaitas acompañaron el homenaje interpretando los himnos de Portugal, de España y el de la Alegría, símbolo de la unidad europea. Durante el acto se recogieron las dos banderas azules con las que ha sido galardonado este proyecto universitario. De nuevo en el puerto, los asistentes fueron partícipes del izado en el «Creoula» de una de las banderas azules y asistieron a un acto literario en el que se presentó el libro «Las Campañas de la UIM. Conocimiento y aventura». Como colofón a la jornada, a las nueve de la tarde tuvo lugar una recepción en el velero.»

Fonte: [La Nueva España], em 1 de Julho de 2008

quarta-feira, 23 de Julho de 2008

«Universidade Itinerante do Mar faz escala em Viana do Castelo»

(Fotografia retirada do blogue [Caminho Azul])


«Esta terça-feira, 22 de Julho, pelas 18h00, faz escala no porto de Viana do Castelo o navio de treino de mar Creoula que acolhe este ano a Universidade Itinerante do Mar, uma plataforma de cooperação europeia dirigida a estudantes universitários e pré-universitários. O programa, que conta com o apoio da UA, tem como tema a “Energia, Ambiente & Mar” e integra momentos de formação em terra e a bordo do navio. O Creoula desembarca em Lisboa (Portugal), a 26 de Julho.


A UIM, cuja primeira edição decorreu em 2006, tem como objectivo aproximar do mar estudantes de várias origens, levando-os a descobrir o valor do trabalho em equipa e a partilha de dificuldades e de projectos, enquanto participam em todas as tarefas da navegação a bordo e visitam diferentes portos. O programa tem como tema específico de formação “Energia, Ambiente & Mar”, com ênfase na implicação das questões da energia no desenvolvimento sustentado e no mar como fonte de energia e rota de transporte. Contribuir para uma maior divulgação de actividades de investigação e ensino relacionadas com o mar é uma das principais motivações que impulsionaram a UA a apoiar esta iniciativa, que se enquadra perfeitamente no seu contexto formativo, educativo e investigativo.

A ligação da UA a este projecto acontece, por isso, com naturalidade, paralelamente à sua oferta alargada de formação na área do mar e à sua actividade de investigação nos vários domínios científicos que se dedicam ao estudo deste meio. A UA oferece uma formação bastante alargada na área do mar, com duas licenciaturas em Ciências do Mar e Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, três mestrados em Ciências do Mar e das Zonas Costeiras, Meteorologia e Oceanografia Física e Biologia Marinha e dois programas doutorais em Ciências do Mar e do Ambiente (conjuntamente com a Universidade do Porto) e em Física - especialização em Oceanografia (conjuntamente com a Universidade do Porto e Universidade do Minho). Efectua, também, investigação relevante nesta área, através do Laboratório Associado Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), que tem por missão fundamental desenvolver investigação na área do Ambiente Costeiro e Marinho, entendido de uma forma integrada envolvendo a atmosfera, a biosfera, a hidrosfera e a litosfera.

Para além da UA, a edição deste ano conta com a organização das Universidades de Porto e de Oviedo, abrangendo 126 estudantes, portugueses e espanhóis. A UIM 2008 estrutura-se em três cursos, o primeiro de 30 de Junho a 11 de Julho, o segundo de 11 a 20 de Julho e o terceiro de 20 a 26 de Julho, integrando cada um deles as componentes de formação em terra (Academia), no mar e de trabalho final e diário de bordo.

A componente de Academia é a primeira componente de realização do Projecto e abrange seminários para apresentação das principais temáticas que organizam o tema central objecto da formação, sessões de preparação para os trabalhos de grupo, com vista à integração e à organização do grupo de alunos e ao lançamento dos Projectos de Mar, sessões de preparação para a navegação e vida a bordo.

A formação no mar decorrerá a bordo do navio de treino de Mar Creoula, operado pela Armada Portuguesa, que se encarregará de assegurar as condições de navegação e de segurança a bordo. Durante esta fase os alunos serão organizados em grupos e cumprirão todas as actividades necessárias à vida a bordo como vigia, navegação, limpeza, cozinha, etc. de acordo com o regime de quartos, as quais serão complementadas com outras actividades de carácter formativo, a organizar em conformidade com as condições de navegação, e com o registo do diário de bordo. O diário de bordo será elaborado segundo a tradição da marinha a que se acrescentará uma dimensão de crónica pessoal para registo das principais aquisições da formação e das vivências e impressões relativas ao curso. O programa completo da UIM 2008 pode ser consultado [AQUI].»

Fonte: [CiênciaPT]

segunda-feira, 7 de Julho de 2008

«França: Navio português «Creoula» vai atracar em Rouen»

«Entre 9 e 14 deste mês, o navio português «Creoula», vai estar atracado no porto de Rouen, em França, para participar na Parada Naval, juntamente com centenas de navios de vários países. De acordo com informações da Marinha Portuguesa, o navio estará “aberto a visitas em período a definir”.


Comandado pelo Capitão-de-fragata João Silva Ramos, o «Creoula» é um Lugre Bacalhoeiro de quatro mastros. Construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF em Lisboa, foi lançado à água a 10 de Maio do mesmo ano. Até 1973 efectuou 37 campanhas enquanto bacalhoeiro nos bancos da Terra Nova. Em 1980 foi transformado em Navio de Treino de Mar, função que desempenha a fim de sensibilizar os mais jovens para a importância do mar. Por ano, entre Abril e Setembro, embarcam no navio cerca de 1000 civis, alunos que vivem a experiência de participar no dia-a-dia de um grande veleiro, bem como a sua condução em alto mar.



O “Creoula” é operado pela Marinha Portuguesa, sob a tutela do Ministério da Defesa Nacional. Embarca 52 alunos e tem uma guarnição de 6 oficiais, 6 sargentos e 28 praças.»

Fonte: [Mundo Português], 2008-07-01. Imagens adaptadas a partir do site oficial da [ARMADA 2008].

sexta-feira, 4 de Julho de 2008

«CAPITÃO FRANCISCO CORREIA MARQUES (1930 - 2006)»


«Faleceu no passado dia 2 de Novembro o capitão da Marinha Mercante Francisco Correia Marques, o último comandante do lugre Creoula em campanhas de pesca do bacalhau. Natural de Ílhavo, onde nasceu em 1930, termina em 1949 o seu curso de pilotagem e, em 1953 é já comandante do lugre Adélia Maria, tornando-se no mais jovem capitão da frota do bacalhau. Depois de mais de 28 anos de mar, fez a sua última viagem em 1989. Regressado à sua terra natal começa a trabalhar no Grupo de Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo, recolhendo e catalogando um vasto espólio, de que resultaria a exposição Faina Maior. Em 1996 escreve, em parceria com [Ana Maria Lopes], o livro “Faina Maior, a Pesca do Bacalhau nos Bancos da Terra Nova”. Em 1998 embarca de novo no Creoula, agora como Director de Treino dos jovens portugueses e canadianos durante o projecto “De Novo na Terra Nova” organizado pelos Amigos do Museu Marítimo de Ílhavo.

De 1999 a 2002 é Director do Museu Marítimo de Ílhavo onde dirigiu os trabalhos de transferência do Museu para as suas actuais instalações e da adequação do seu discurso museológico. Ali projectou e executou a réplica de um iate bacalhoeiro, em tamanho natural, que é hoje o principal ícone da exposição permanente daquele museu, numa sala que ostenta hoje o seu nome.

Sempre ligado às coisas do mar eram frequentes as suas visitas à Capitania do Porto de Aveiro e ao Arquivo Central da Marinha em busca de elementos para as suas pesquisas. Participa também, em 2001, no I congresso Internacional da História da Pesca do Bacalhau e escreve «Creoula – A Pesca do Bacalhau no Crepúsculo da Navegação à Vela». Em 2002 é entronizado como confrade da Confraria Gastronómica do Bacalhau e, deixada a direcção do Museu, volta aos corpos sociais do Grupo de Amigos do Museu. Desenvolve então intensa actividade de investigação e divulgação sobre tudo o que respeita à pesca do bacalhau, participando em vários encontros, entrevistas, colóquios e conferências em instituições científicas ou estabelecimentos de ensino; na Escola Naval proferiu também uma brilhante palestra sobre este tema.

Conheci o capitão Francisco Marques em 1996 quando ele gingava dentro de um pequeno dóri com a mesma facilidade com que o comum dos mortais anda a pé... Ainda guardo na memória aquela imagem! Deste primeiro contacto ficou a minha grande admiração por aquele homem que fez o favor de ficar meu amigo. Depois deste encontro inicial, muitos outros houve em que a minha curiosidade sobre a vida do mar dos pescadores do bacalhau o fez perder muitas horas a contar-me histórias da sua longa experiência; com ele aprendi muito do que sei sobre a epopeia da pesca do bacalhau

Por CMG J. A. Rodrigues Pereira, in «[REVISTA DA ARMADA]», edição de Janeiro de 2007

terça-feira, 1 de Julho de 2008

«A Pátria honrae, que a Pátria vos contempla»


«No dia de ontem, feriado do Corpo de Deus, foram vários os madeirenses e turistas que se deslocaram ao Porto do Funchal para verem de perto as diversas unidades navais que integram a Marinha Portuguesa. O Submarino “Barracuda” tem sido uma das principais atracções, sendo já muitos os curiosos que subiram a bordo para apreciarem ‘in loco’ esta embarcação. No âmbito do Dia da Marinha, que se comemora este ano na cidade do Funchal, estão atracadas no Porto funchalense diversas unidades navais, designadamente: o Navio Escola “Sagres”, o Navio de Treino de Mar “Creoula”, o Submarino “Barracuda”, o Navio Patrulha “Cuanza”, o Navio Científico/Oceanográfico “D. Carlos I”, a Lancha de Desembarque “Bacamarte”, a Fragata “Corte Real” e as Corvetas “João Roby” e “Afonso Cerqueira”.A Marinha proporciona ao público uma visita às referidas embarcações, disponibilizando explicações e panfletos com a história e as características de cada unidade naval. Assim, todos os interessados poderão subir a bordo e conhecer ‘in loco’ as diversas embarcações que integram a Marinha Portuguesa.

O Submarino “Barracuda” tem sido uma das principais atracções, sendo muitos os curiosos que o querem visitar. “A visita está a correr com grande entusiasmo da parte do público. Quarta-feira tivemos cerca de 300 visitas. Hoje (ontem) como é feriado a afluência tem sido muito boa”, frisou o 2.º Tenente Pinto. Aquele responsável acrescentou, ainda, que “o submarino é uma das grandes atracções porque é um meio diferente de todos os outros. E aí é que faz a grande curiosidade das pessoas em verem como é que nós vivemos a bordo do submarino”. Paulo tinha acabado de deixar o “Barracuda” quando lhe inquirimos o que ele tinha achado desta visita. “Foi fantástica... nunca tinha tido a oportunidade de ver de perto uma unidade destas, só via submarinos em filmes. Valeu mesmo a pena”, respondeu com um ar satisfeito.

Paralelamente, o Navio Escola “Sagres”, construído em 1937, tem sido outra das embarcações que tem suscitado a atenção do público. Registe-se que só na parte da manhã de ontem, entre as 10h00 e as 12h00, este navio foi visitado por cerca de 725 pessoas. “O público aproveitou o dia de hoje para visitar as diversas embarcações. No caso particular do Navio Escola Sagres, que tem mais de 70 anos e ainda está num estado impecável, as pessoas poderão apreciar todos os pormenores de um navio clássico de vela, nomeadamente os mastros, os amarelos, a zona da ponte, o leme. Enfim, este veleiro tem uma série de atractivos e de história”, salientou o 2º Tenente Ricardo Sá Granja.

Por sua vez, o oficial do Navio de Treino de Mar “Creoula”, Tenente Silva Precioso, referiu que este tipo de eventos aproxima a Marinha da comunidade. “Sentimos que, por vezes, poderá haver algum desconhecimento sobre o que é a missão da Marinha e das Forças Armadas. Portanto, esta é uma das maneiras que nós temos de nos aproximar da comunidade”.

Se ainda não visitou as nove unidades navais atracadas no Porto do Funchal poderá fazê-lo no dia de hoje, das 10h00 às 12h00 e das 14h00 às 18h00, ou amanhã, das 15h00 às 18h00 (excepto Navio Escola “Sagres”)
».

Fonte: [Diário da Cidade], edição de 23 de Maio de 2008.

«Participantes na Regata dos 500 anos do Funchal já são conhecidos»

«Cem instruendos participam na regata de 26 dias, que parte dos Estados Unidos e passa por Ílhavo, em direcção à Madeira.

Os 100 “trainees” (instruendos) seleccionados para participar na regata comemorativa dos 500 anos do Funchal já são conhecidos, numa lista disponibilizada no site da autarquia ilhavense. A regata decorrerá entre 10 de Setembro e 5 de Outubro (26 dias, divididos em duas etapas), procedendo à ligação entre Falmouth (Estados Unidos), Ílhavo e Funchal.
Ribau Esteves, presidente da Câmara de Ílhavo, garante que serão proporcionadas “condições extremamente vantajosas a um total de cem instruendos a bordo das diversas embarcações participantes, oriundos de vários municípios, além do nosso”. Cada um pagará um terço do valor total da viagem, tal como acontecia com a “Experiência Mar Creoula”, o que constitui uma “oportunidade extraordinária”, diz o autarca. No embarque no navio de treino de mar Creoula, apenas participarão os residentes no município de Ílhavo há mais de um ano, tal como nas anteriores edições. A diferença é que, este ano, a iniciativa se insere na regata dos 500 anos do Funchal.
Quatro dias de festa na Gafanha da Nazaré
A regata servirá para comemorar os 200 anos da abertura da Barra de Aveiro, a juntar aos festejos de Nossa Senhora dos Navegantes, ao 60.º aniversário do navio Santo André e aos 110 anos do município ilhavense. A ideia criar um “conjunto de acções de natureza cultural, na envolvência dos cais onde os navios se encontrarão atracados, proporcionando uma ambiência diferente da habitual”, aponta. “Será criada uma feira à volta dos navios, na área do Jardim Oudinot e do Terminal Norte do Porto de Aveiro, com vários espaços de animação, ‘comes e bebes’, música, e folclore, sem querer, obviamente, retirar o protagonismo dos grandes veleiros, que são as figuras principais do evento”, adianta Ribau Esteves.

Esta acção constitui uma aposta importante na promoção do concelho e da região. “A participação do município num evento desta envergadura constitui um imenso atractivo para o nosso turismo, tendo em conta que é a primeira vez que tem lugar nesta região e que receberá gente de dezenas de partes”, sublinha, revelando-se esperançado de que “tudo corra pelo melhor, para que Ílhavo possa passar a pertencer a este circuito da STI - Sail Training International pelo mundo inteiro, e para que integre o itinerário de futuras grandes regatas”.

A prova destina-se, principalmente, a veleiros Classe A, contando já com 14 inscrições. “Não fossem as limitações dos outros dois portos e teríamos seguramente um maior número de embarcações”, revela Ribau Esteves.
Porto de Aveiro recebe maiores veleiros do mundo
A Gafanha da Nazaré é, assim, a primeira localidade em Portugal continental, com excepção do Porto e Lisboa, a entrar na rota dos grandes veleiros. As condições satisfatórias do Porto de Aveiro para a escala de grandes veleiros terão pesado na decisão da STI, entidade organizadora desta prova, na sua selecção. A ideia subjacente foi a selecção de portos com fortes tradições marítimas, mas distintos, e que tivessem, igualmente, um compromisso firme com o treino de vela e a capacidade de providenciar um número significativo de tripulantes aprendizes nas suas comunidades, que pudessem participar. Esta é uma regata de grandes veleiros, de “Tall Ships”, ou seja, de barcos da categoria do Sagres e do Creoula, divididos em várias classes, podendo atingir os 110 metros. O Porto de Aveiro tem, nos seus objectivos, juntar-se à crescente família internacional dos portos “amigáveis no treino de vela”, sendo que, este ano, se transforma num porto de lazer para atrair turismo».

Fonte: [Diário de Aveiro]

«Vinte alunos da UA participam na terceira edição da Universidade Itinerante do Mar»

«O primeiro grupo de alunos da Universidade de Aveiro (UA) partiu esta segunda-feira a bordo do navio de treino de mar Creoula para participar no primeiro curso da terceira edição da Universidade Itinerante do Mar, uma plataforma de cooperação europeia dirigida a estudantes universitários e pré-universitários que conta, este ano, com o apoio da UA.

De acordo com a UAO programa, repartido por três cursos, tem como tema a «Energia, Ambiente & Mar» e integra momentos de formação em terra e a bordo do navio. O Creoula partirá de Avilés (Espanha), a 30 de Junho, fará escala em Gijón (Espanha), a 2 de Julho, Rouen (França), a 9 de Julho, Ferrol (Espanha), a 20 de Julho, Viana do Castelo (Portugal), a 22 de Julho, e desembarcará em Lisboa (Portugal), a 26 de Julho.

A UIM, cuja primeira edição decorreu em 2006, tem como objectivo aproximar do mar estudantes de várias origens, levando-os a descobrir o valor do trabalho em equipa e a partilha de dificuldades e de projectos, enquanto participam em todas as tarefas da navegação a bordo e visitam diferentes portos. O programa tem como tema específico de formação «Energia, Ambiente & Mar», com ênfase na implicação das questões da energia no desenvolvimento sustentado e no mar como fonte de energia e rota de transporte.

Contribuir para uma maior divulgação de actividades de investigação e ensino relacionadas com o mar é uma das principais motivações que impulsionaram a UA a apoiar esta iniciativa, que se enquadra perfeitamente no seu contexto formativo, educativo e investigativo.

A ligação da UA a este projecto acontece, por isso, com naturalidade, paralelamente à sua oferta alargada de formação na área do mar e à sua actividade de investigação nos vários domínios científicos que se dedicam ao estudo deste meio. A UA oferece uma formação bastante alargada na área do mar, com duas licenciaturas em Ciências do Mar e Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, três mestrados em Ciências do Mar e das Zonas Costeiras, Meteorologia e Oceanografia Física e Biologia Marinha e dois programas doutorais em Ciências do Mar e do Ambiente (conjuntamente com a Universidade do Porto) e em Física - especialização em Oceanografia (conjuntamente com a Universidade do Porto e Universidade do Minho). Efectua, também, investigação relevante nesta área, através do Laboratório Associado Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM), que tem por missão fundamental desenvolver investigação na área do Ambiente Costeiro e Marinho, entendido de uma forma integrada envolvendo a atmosfera, a biosfera, a hidrosfera e a litosfera.

Para além da UA, a edição deste ano conta com a organização das Universidades de Porto e de Oviedo, abrangendo 126 estudantes, portugueses e espanhóis. A UIM 2008 estrutura-se em três cursos, o primeiro de 30 de Junho a 11 de Julho, o segundo de 11 a 20 de Julho e o terceiro de 20 a 26 de Julho, integrando cada um deles as componentes de formação em terra (Academia), no mar e de trabalho final e diário de bordo.

A componente de Academia é a primeira componente de realização do Projecto e abrange seminários para apresentação das principais temáticas que organizam o tema central objecto da formação, sessões de preparação para os trabalhos de grupo, com vista à integração e à organização do grupo de alunos e ao lançamento dos Projectos de Mar, sessões de preparação para a navegação e vida a bordo.

A formação no mar decorrerá a bordo do navio de treino de Mar Creoula, operado pela Armada Portuguesa, que se encarregará de assegurar as condições de navegação e de segurança a bordo. Durante esta fase os alunos serão organizados em grupos e cumprirão todas as actividades necessárias à vida a bordo como vigia, navegação, limpeza, cozinha, etc. de acordo com o regime de quartos, as quais serão complementadas com outras actividades de carácter formativo, a organizar em conformidade com as condições de navegação, e com o registo do diário de bordo. Durante o período de navegação realizar-se-ão pequenos workshops a cargo dos Oficiais da Marinha pertencentes à guarnição no NTM Creoula (Marinharia), dos Tutores (temas ligados com as suas profissões, sempre que possível fazendo a ponte com o tema da UIM 2008) e dos Directores (temas relacionados com o tema geral da UIM 2008). Em porto o programa inclui um seminário sobre uma temática relacionada com o tema central da formação ou com a região e uma visita local.

O diário de bordo será elaborado segundo a tradição da marinha a que se acrescentará uma dimensão de crónica pessoal para registo das principais aquisições da formação e das vivências e impressões relativas ao curso. A forma de elaboração do diário de bordo será objecto de tratamento durante a fase de formação em terra. Os alunos prepararão um trabalho final (Projecto de Mar) que será submetido a avaliação, a realizar em grupo, dentro da temática e conforme a organização estabelecida durante a fase de formação em terra.
Carlos Rafael Vieira Rocha, 19 anos, a frequentar o 2º ano da Licenciatura em Ciências do Mar, Mariana Vieira Lima Matias da Rocha, 19 anos, a frequentar o 2º ano da Licenciatura em Meteorologia, Oceanografia e Geofísica, e Ricardo Costa, 26 anos, a frequentar o 2º Ciclo do Curso de Engenharia do Ambiente, são três dos 20 alunos da UA que vão embarcar a bordo do Creoula.

«Muita aventura, experiências novas, muita diversão, mas também muito trabalho e uma participação enriquecedora, tanto a nível pessoal como a nível profissional» é o que procuram os três aspirantes a marinheiro, por isso, as suas expectativas «são elevadas e o desafio bastante atractivo, quer pela sua vertente intercultural, quer pela dinâmica de grupo que se vai gerar perante condições diferentes do seu quotidiano habitual, quer pela possibilidade que oferece de participar em diversos projectos na área da energia, eco eficiência e ciências do mar».

O fascínio pelo mar, pela aventura e exploração, o contacto in loco com actividades formativas e de investigação relacionadas com as áreas da sua formação académica e a busca de oportunidades profissionais foram os incentivos suficientes para se inscreverem num projecto que consideram integrar-se inteiramente no conceito universitário, de comunidade Europeia e de aprendizagem que o novo sistema de Bolonha pretende que se implemente
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Fonte: publicado ontem por [CiênciaPT].

segunda-feira, 30 de Junho de 2008

“Creoula” participa numa Parada Naval em Rouen

«O navio “Creoula” irá atracar no Porto de Rouen, em França, a propósito do evento Armada 2008, no período de 9 a 14 de Julho. Participará na Parada Naval juntamente com centenas de navios de vários países e estará aberto a visitas em período a definir.

O “Creoula”, comandado pelo Capitão-de-fragata João Silva Ramos desde 2006, é um Lugre Bacalhoeiro de quatro mastros. Construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF em Lisboa, foi lançado à água a 10 de Maio do mesmo ano. Até 1973 efectuou 37 campanhas enquanto bacalhoeiro nos bancos da Terra Nova. O navio foi transformado em Navio de Treino de Mar de 1980 a 1986, função que desempenha actualmente a fim de sensibilizar todos os Portugueses para a importância do Mar, embarcando por ano cerca de 1000 civis, de Abril a Setembro.

Os alunos vivem a experiência de participar no dia-a-dia de um grande veleiro, bem como a sua condução em alto mar. É operado pela Marinha Portuguesa, sob a tutela do Ministério da Defesa Nacional. Embarca 52 alunos e tem uma guarnição de 6 oficiais, 6 sargentos e 28 praças.
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Fonte: Comunicado da [Marinha Portuguesa] (2008-06-27)

sexta-feira, 20 de Junho de 2008

«A bordo para perceber a arte de navegar»

Por Sara R. Oliveira

«Navio Creoula preparado para receber 52 tripulantes que aprenderão a traçar a rota, a tirar ventos, a subir e descer velas. A partida está marcada para 23 de Junho.

Partida em Lisboa, passagem por Viana do Castelo, Corunha, Avilés, e regresso a Lisboa. De 23 a 30 de Junho, o navio de treino de mar Creoula, a única embarcação da armada portuguesa que permite civis a bordo, está novamente numa missão especial. "Vinte mil léguas marítimas" é o nome da viagem que permite aos tripulantes entender e experimentar a vida em alto mar. A bordo, estarão 45 marinheiros e 52 curiosos que queiram participar. A Juvemedia tem as inscrições abertas. Os interessados têm de ter 15 ou mais anos e gosto e curiosidade pela navegação. "A ideia é transmitir a arte de navegar aos participantes de uma forma divertida e que se passe um bom bocado", explica Nuno Oliveira, gestor do projecto. Depois de se entrar no último bacalhoeiro, há tarefas e responsabilidades para assumir. "Os 52 tripulantes têm de ajudar na manutenção do navio", afirma. Ou seja, cozinhar, ler o mapa, traçar a rota, tirar os ventos, conduzir o navio, subir e descer as velas, limpar o convés todas as manhãs. Para que os dias não sejam sempre iguais, são formados quatro grupos que de três em três horas mudam de serviço. "Há várias tarefas para que estejam ocupados", diz o responsável. Mas há também tempos de descanso, horas de divertimento e aulas sobre o que interessa saber. Há lições sobre nós e salvamento, simulacros para aprender o que fazer em caso de aflição e ainda aulas de ginástica. Depois de conhecida a tripulação, há outras iniciativas que podem surgir e que não estão no programa. "O Creoula proporciona aos tripulantes uma experiência única de prática marinha e de navegação. Os participantes da viagem fazem parte da guarnição do navio, que é intencionalmente insuficiente, para permitir a participação de todos nas actividades da vida a bordo". Este é o convite da Juvemedia. Segundo Nuno Oliveira, a faixa etária que mais tem embarcado situa-se entre os 20 e os 25 anos. Gente de todo o país. O bilhete custa 450 euros e inclui a viagem em regime de pensão completa, viagem de regresso a Lisboa e seguro de acidentes pessoais.
O Creoula é um lugre de quatro mastros que foi construído no início de 1937 nos estaleiros da Companhia União Fabril (C.U.F.) - que em Setembro de 1961, passou a chamar-se Lisnave - para a Parceria Geral de Pescarias. Este navio foi lançado à água no dia 10 de Maio e efectuou ainda nesse ano a sua primeira campanha de pesca. A embarcação foi construída num tempo recorde de 62 dias úteis. E a sua última campanha na pesca do bacalhau realizou-se em 1973.
Há 10 anos que a Juvemedia, associação cultural sem fins lucrativos fundada em 1988, organiza a viagem a bordo do Creoula como uma forma de dar a conhecer a arte da navegação. Neste momento, a Juvemedia, que orienta a sua actividade para a juventude, tem cerca de quatro mil sócios e conta com o apoio da Secretaria de Estado da Juventude e do Instituto Português da Juventude. A estrutura centra o seu trabalho nas áreas de intercâmbio juvenil, formação, viagens temáticas e projectos culturais. Desde 1997 que publica a única revista em Portugal dedicada à banda desenhada intitulada "JuveBêDê", além do "Juvernal", o órgão oficial da associação. Mais informações: [JUVEMEDIA].»


Fonte: [EDUCARE], 20-6-2008

terça-feira, 17 de Junho de 2008

«Juvemedia propõe “20 mil léguas marítimas” a bordo de um bacalhoeiro»

«A proposta da Juvemedia, Associação cultural sem fins lucrativos, reside na realização de uma viagem a bordo do navio Creoula, de 23 a 28 de Junho, com partida e chegada a Lisboa, com paragens em Viana do Castelo, Corunha e Aviléz.
Trata-se de uma proposta inédita, “umas férias que não vai esquecer”, segundo a Juvemedia, já que serão passadas a bordo de um bacalhoeiro e não de um navio de cruzeiro. A viagem é de 8 dias, e os organizadores prometem muitas surpresas.
Com a classificação de "navio de treino de mar", o Creoula proporciona aos tripulantes uma experiência única de prática marinha e de navegação. Os participantes da viagem, em que se integram 50 jovens, fazem parte da guarnição do navio, que é intencionalmente insuficiente, para permitir a participação de todos nas actividades da vida a bordo. O preço é de 450 euros e inclui viagem no Creoula em regime de pensão completa; viagem de regresso a Lisboa e seguro de acidentes pessoais, para além de muita animação e divertimento.»
Fonte: [Turisver]

domingo, 8 de Junho de 2008

«Creoula partiu novamente para Gorringe»

«O navio Creoula demanda novamente o banco de GorringeTrinta estudantes universitários, biólogos e oceanógrafos partiram numa nova expedição oceanográfica, a bordo do navio Creoula, em direcção ao banco de Gorringe, para estudar a biodiversidade deste local longínquo, a 500 quilómetros da costa portuguesa.

Os investigadores que integram a Lusoexpedição Olympus 2008, que se realiza este ano pela terceira vez, vão centrar a sua atenção sobre as alterações anuais na flora e fauna destas montanhas submarinas, identificação de novas espécies ou possibilidade de usar venenos produzidos por organismos marinhos na biomedicina, refere a organização num comunicado.
A missão, coordenada pelo vice-reitor da Universidade Lusófona, Manuel Pinto de Abreu, passa também pela caracterização de zonas remotas do mar português, quando se aproxima a data para entregar o projecto que vai permitir expandir o território marinho sobre jurisdição portuguesa nas Nações Unidas (2009). O banco de Gorringe é um grupo de montanhas actualmente submersas mas que foram outrora verdadeiras ilhas, abrigando espécies únicas no mundo há muito isoladas dos continentes e das outras ilhas actuais. "Como o impacto humano é muito reduzido devido ao seu isolamento, estes ecossistemas funcionam também como excelentes termos de comparação para a avaliação de outras zonas mais intervencionadas, como as costas de Portugal continental e ilhas", sublinham os organizadores da Lusoexpedição.
A expedição conta com a participação de várias instituições: Universidades Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Universidade Fernando Pessoa, Universidades de Lisboa, do Algarve, de Aveiro e dos Açores, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e University of Amsterdam.»
Fonte: [Ciência Hoje]

sábado, 7 de Junho de 2008

Ciência: Lusoexpedição ruma hoje para mais uma "aventura" no banco de Gorringe

«Lisboa, 06 Jun (Lusa) - Cerca de 30 estudantes universitários, biólogos e oceanógrafos partem hoje numa expedição oceanográfica, a bordo do navio Creoula, em direcção ao banco de Gorringe, para estudar a biodiversidade deste local longínquo, a 500 quilómetros da costa portuguesa.

Os investigadores que integram a Lusoexpedição Olympus 2008, que se realiza este ano pela terceira vez, vão centrar a sua atenção sobre as alterações anuais na flora e fauna destas montanhas submarinas, identificação de novas espécies ou possibilidade de usar venenos produzidos por organismos marinhos na biomedicina, refere a organização num comunicado.

A missão, coordenada pelo vice-reitor da Universidade Lusófona, Manuel Pinto de Abreu, passa também pela caracterização de zonas remotas do mar português, quando se aproxima a data para entregar o projecto que vai permitir expandir o território marinho sobre jurisdição portuguesa nas Nações Unidas (2009).

O banco de Gorringe é um grupo de montanhas actualmente submersas mas que foram outrora verdadeiras ilhas, abrigando espécies únicas no mundo há muito isoladas dos continentes e das outras ilhas actuais.

"Como o impacto humano é muito reduzido devido ao seu isolamento, estes ecossistemas funcionam também como excelentes termos de comparação para a avaliação de outras zonas mais intervencionadas, como as costas de Portugal continental e ilhas", sublinham os organizadores da Lusoexpedição.

A expedição conta com a participação de várias instituições: Universidades Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Universidade Fernando Pessoa, Universidades de Lisboa, do Algarve, de Sveiro e dos Açores, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e University of Amsterdam.

O Creoula sai hoje da base naval do Alfeite e regressa ao mesmo sítio no próximo dia 15 de Junho.»

Fonte: Agência Lusa

terça-feira, 20 de Maio de 2008

Vela ligeira associa-se ao Dia da Marinha

«Numa organização da Associação Náutica da Madeira (ANM), com o apoio da Associação de Vela da Madeira e da Marinha Portuguesa, a baía do Funchal foi palco, no passado fim-de-semana, das regatas para a vela ligeira, que teve a participação de 75 atletas. Com o campo de provas por detrás da Pontinha, vento de Sudoeste com cinco nós de intensidade e vagas inferiores a um metro, foram apenas realizadas duas regatas, das seis do programa. Em termos de classificações, os pódios foram os seguintes: classe Access — 1.º Élvio Barradas, 2.º António Calaça e 3.º António Nóbrega (todos do Clube Naval do Funchal). Optimist Infantil — 1.º Francisco Correia, 2.º José Miguel Moura e 3.º Lourenço Cardoso, todos do CNF. Optimist Juvenil — 1.º Pedro Correia, 2.º Isabel Monteiro, ambos do CNF, 3.º Rúben Fernandes (Iate Clube de Santa Cruz). Laser 4.7 — 1.º António Ornelas, 2.º Simão Galvão e 3.º Bernardo Galriça, todos do CNF. Laser Radial — 1.º Pedro Vasconcelos, 2.º Francisco Câmara, ambos do CNF. Mistral Iniciação — 1.º Miguel Moreira, 2.º João Guilherme Marques, ambos do CNF, 3.º Ana Vera Prada (Centro Treino Mar). Mistral Absoluto — 1.º Rafael Nascimento, 2.º João Nuno Jardim, 3.º Filipe Fraga Gomes, todos do CTM. Snipe — 1.º Nuno Rodrigues (ANM), 2.º Paulo Manso (CNF), 3.º João Carlos Freitas (CTM). Raquero — 1.º Equipa Joana Gonçalves (ANM), 2.º Equipa António Bernardo (CNF). Não se realizaram provas da classe Laser Standard, porque não houve inscritos.
A cerimónia de entrega de prémios está marcada para Sábado, dia 24 de Maio, a bordo do "[UAM Creoula]".

segunda-feira, 19 de Maio de 2008

«Reforço naval do Arquipélago da Madeira no próximo ano - Chefe do Estado-Maior da Armada»

«O chefe do Estado-Maior da Armada garantiu hoje, no Funchal, que a Zona Económica Exclusiva da Madeira será reforçada com meios navais a partir do próximo ano.

O almirante Fernando Melo Gomes, que está no arquipélago no âmbito do programa das comemorações do Dia da Marinha, que este ano decorrem na Madeira, reuniu hoje com os presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regionais, Miguel Mendonça e Alberto João Jardim, respectivamente. "A Zona Económica Exclusiva da Região Autónoma da Madeira justifica plenamente um reforço dos meios navais que deviam existir disponíveis, o que não tem sido possível com circunstâncias que se prendem com o envelhecimento progressivo da nossa esquadra", afirmou. "Espero que no próximo ano possamos rever esta situação quando aumentarmos ao efectivo os novos patrulhas oceânicos que estão em construção em Viana do Castelo", acrescentou.

Realçou que durante o Verão tem sido feito um esforço para reforçar o dispositivo presente nas águas do arquipélago e que o objectivo é "à medida que o programa se vai desenvolvendo colocar duas novas unidades na região".
Instado a comentar a situação conflituosa que em tempos existiu entre o Governo Regional e o Comando Naval da Madeira, Melo Gomes defendeu que "não podem haver relações tensas entre um órgão de soberania e as Forças Armadas", garantindo que são "questões que estão completamente ultrapassadas e que não se repetirão".
Referindo-se ao veleiro "Blaus VII" apreendido, em 2007, nos mares da Madeira na sequência de uma acção de apreensão de mais de 60 fardos de cocaína em alto mar, admitiu que a embarcação, "entregue à Marinha, está a ser muito útil para os treinos dos oficiais e cadetes", sendo uma situação que o depende da "decisão do poder judicial"
Este ano a Marinha comemora o 510º aniversário da chegada de Vasco da Gama à Índia, uma comemoração que está integrada na celebração dos 500 anos da elevação a cidade do Funchal.
O programa, que se prolonga até 25 de Maio, inclui exposições das actividades da Marinha, baptismos de mar a bordo de viaturas anfíbias e de lanchas, realização de actividades náuticas e desportivas e visitas navais a várias unidades, sendo que estarão no Funchal nove embarcações, entre as quais o navio- escola "Sagres", o navio de treino no mar "Creoula", o submarino "Barracuda" e o navio científico "D.Carlos I".
Os concertos pela Banda da Armada no Porto Santo e no Funchal, que fez deslocar à Madeira 90 dos seus executantes, a cerimónia militar e uma demonstração naval a 24 de Maio são pontos altos das comemorações do Dia da Marinha, que este ano decorrem na região.»
Funchal, 19 de Maio de 2008
Fonte: Agência LUSA

quinta-feira, 15 de Maio de 2008

«O Creoula cumpre anos»


«Hoxe hai 71 anos que o Creoula foi botado. Este lugre bacalloeiro foi un dos barcos da Flota branca e hoxe pertence á Mariña portuguesa, facendo labores de buque escola. O [Santa María Manuela], do que xa falamos anteriormente, é xemeo do Creoula, e neste momento segue a bo ritmo a súa recuperación en Aveiro.Para saber máis do Creoula recomendamos visitar o blog [Lugre Creoula de 1937] creado por Raquel Sabino e Luis Miguel Correia, de onde está tomada a foto de arriba, da autoría de Luis Filipe Jardim.»


Publicado por «O Mestre» Sábado, 10/05/2008


A “Espuma“ do NTM “Creoula”


«Registou-se recentemente a morte da mascote do Navio de Treino de Mar “Creoula”, a cadela “Espuma”. A Revista da Armada consagra-lhe hoje estas linhas, porque a “Espuma” fazia parte integrante da guarnição do NTM “Creoula” desde há quinze anos, ou seja, ao longo de quase toda a vida do “Creoula” como Navio de Treino de Mar (relembra-se que esta segunda etapa do navio teve início em 1987.).

Nascida em 30 de Março de 1990 no canil das Avencas – Parede, a “Espuma” foi oferecida pela respectiva proprietária, criadora de cães-de-água, prestigiada raça canina portuguesa que, como o nome sugere, evidencia características de uma particular adaptação à vida do mar com a existência de membranas interdigitais relativamente desenvolvidas, ao mergulhar as narinas ficam bloqueadas evitando a entrada de água para a garganta e os regulares movimentos de cauda, semelhantes aos de uma hélice, de modo a impulsionar o corpo, quando em natação – para além do espesso revestimento de pêlo encaracolado, destinado a conferir-lhe resistência durante as longas permanências na água fria.

A “Espuma das Avencas”, nome de registo, integrou a guarnição do “Creoula” com apenas um mês de idade, e cumpriu desde então no navio uma comissão correspondente aos seus quinze anos de vida – aliás, com os maiores zelo, empenho e dedicação, como diríamos se nos encontrássemos a redigir o louvor de um elemento da guarnição, quando do seu destacamento. E, de certo modo, talvez seja um pouco disso que se trata... mas, mais do que um louvor, é sobretudo o evocar da sua recordação que constitui a razão de ser deste pequeno texto.

Uma memória muito grata partilhada por diversos comandantes (houve troca de telefonemas na data da morte da “Espuma”...), dezenas de oficiais, centenas de elementos da guarnição...e milhares de jovens que, embarcados no “Creoula”, puderam vivenciar de modo directo a ligação ao mar e à vida de bordo, através da experiência marcante de um treino de mar neste navio...

Ao longo de década e meia, foram mais de sete mil e quinhentos os instruendos, designação atribuída aos jovens embarcados no “Creoula” que travaram conhecimento com a “Espuma”, lhe fizeram festas ou pediram a pata, a fotografaram ou se fizeram fotografar ao seu lado, posando por vezes a cadela com o boné do “Creoula” e lhe ofereceram pistaccios – guloseima preferida – em troca de uma profunda gratidão...

Extraordinariamente meiga e dócil, soube ser a mascote ideal, perfilando-se com os instruendos e a guarnição na formatura das 8:30 h, partilhando os momentos de enjoo quando estava mar, mas também os momentos de lazer no convés, os banhos de mangueira a meio-navio nas tardes de calor tórrido e os refrescantes mergulhos em alto mar, com o “Creoula” pairando ao largo nos anos de juventude, ninguém a conseguia impedir de saltar para a água quando via mergulhar o primeiro instruendo, fazendo apelo ao seu instinto protector de cão-de-água...; nos portos, muitos foram os bons momentos na companhia dos instruendos, na praia, de que era particular apreciadora, ou percorrendo, pela trela, os longos passeios marítimos nas noites cálidas de Verão.

E por falar em noites, como não recordar os momentos em que servia de almofada aos jovens que resolviam passar a noite no convés observando as estrelas, encolhidos no seu saco-cama, sob a pilha de dóris ? E se não fosse quase segredo, poderíamos ainda evocar a imagem de algumas meninas de 14, 15 anos, que levavam ao colo a pequena “Espuminha” para dormir no 3º beliche... e que, quem sabe, hoje, 15 anos depois, talvez tenham oferecido aos seus filhos um pequeno cão-de-água, também preto e encaracolado...

Marinheira com mais horas de navegação a bordo, a “Espuma” navegou ininterruptamente durante catorze Verões relembra-se que na qualidade de Navio de Treino de Mar, o “Creoula” navega, todos os anos, sensivelmente, entre os meses de Maio e Outubro, fez escala nos mais diversos portos da costa portuguesa, Madeira e Açores, bem como portos estrangeiros (de entre os quais, países da Escandinávia, Amsterdão, Bruges, Londres, Weymouth, St. Malo, Vigo e la Coruña – e no Sul da Europa e Norte de África, Tunísia, Nápoles, Génova, Nice, Barcelona, Valência, Cádiz, Ilhas Canárias, Tânger, Ceuta e Casablanca, tendo efectuado também a viagem ao Canadá em 1998, no âmbito do projecto: ”Creoula - de novo na Terra Nova.” Marcou com a sua presença tanto as missões mais curtas, correspondentes a um fim-de-semana ou alguns dias navegando ao longo da costa portuguesa, regista-se a sua predilecção pela Berlenga... como as longas regatas internacionais – as famosas “Cutty Sark” – e os cruzeiros oceânicos, com duração superior a um mês.

O actual Comandante, quando interrogado sobre a “Espuma”, costumava dizer, precisamente:”É o elemento da guarnição que tem mais horas de navegação, o que melhor conhece o navio. Se pudesse falar, creio que participaria de modo muito válido em todas as operações de manobra do navio, e contribuiria realmente, com indicações precisas, como: a escota não passa por aí, ou: isso nunca se fez assim...”

Há ainda que recordar a sua vertente de estrela dos meios de comunicação social. Ao longo dos quinze anos, foram muitos os jornais e revistas que, em trabalhos sobre o “Creoula” se referiram, em termos sempre elogiosos, à “Espuma”, tendo alguns publicado artigos a seu respeito, na generalidade ilustrados com respectiva fotografia em diversos contextos da vida a bordo. Foi ainda protagonista de programas transmitidos pela televisão, tendo chegado mesmo a ser entrevistada pelos apresentadores, prova a que se prestava com a bonomia e afabilidade que mantinha em todas as situações, como boa embaixadora do navio.

É justo relembrar aqui os sucessivos tratadores que a ela se dedicaram ao longo dos anos, zelando de modo próximo e atento pela sua saúde e bem-estar, controlando as tosquias, as vacinas...e convidando-a inclusivé para passar em sua casa, na companhia de crianças - e até de outros cães! - fins-de-semana ou períodos de festa, como o Natal...

Não seria correcto deixar também de mencionar os cozinheiros que, ao longo dos tempos, mimaram a “Espuminha”, reservando-lhe sempre um pitéu especial... razão pela qual o capacho da cozinha se tornou um dos seus lugares predilectos a bordo.

Cumpre ainda, neste pequeno texto, render tributo de gratidão à Dra. Jacqueline Silva Dias, viúva do saudoso Comandante Silva Dias, que nutria pela cadela grande afecto, aliás totalmente retribuído e que, na última fase da vida da mascote, lhe proporcionou os maiores cuidados e carinhos, na exacta medida em que a “Espuminha” os merecia.

Sabemos que todos os que, elementos da guarnição ou instruendos do “Creoula”, conheceram a “Espuma” estão de acordo: a “Espuma” merecia tudo. E nunca a esquecerão».

Fonte: «Revista da Armada», edição de [Agosto de 2005]

sábado, 10 de Maio de 2008

Parabéns * Happy Birthday

quarta-feira, 23 de Abril de 2008

Aulas con bandera azul - La Universidad Itinerante del Mar opta a convertirse en la primera institución de este tipo con el distintivo europeo

Por Figaredo (Mieres), Ángel FIDALGO

«La Universidad Itinerante del Mar (UIM) es una iniciativa creada por las universidades de Oviedo y Oporto (Portugal) que opta a convertirse en la primera institución española en obtener la bandera azul europea. Así lo anunció ayer su director en España, Fermín Rodríguez, que confía en lograr «pronto» este importante reconocimiento. Este distintivo lo otorga la Fundación Europea de Educación Ambiental por promover la limpieza y la seguridad, la educación ambiental y la acción colectiva para la protección del medio ambiente, requisitos que cumple la UIM, entre cuyos objetivos fundacionales se encuentra fomentar la cooperación europea para dar a conocer todos los asuntos relacionados con la mar, bajo el lema de «Conocimiento y aventura». El velero de cuatro palos de la Marina portuguesa «Creoula» es la gran aula flotante en la que la Universidad del Mar imparte sus cursos por los mares europeos a alumnos españoles y portugueses, a los que este año se sumarán también universitarios franceses. «Energía, medio ambiente y mar» es el título de la campaña de este verano, que incluye tres cursos: el primero se inaugurará en Avilés el 30 de junio y terminará en el puerto francés de Rouen el 11 de julio, donde coincidirá con la mayor concentración del mundo de grandes veleros, que se celebra cada cuatro años. El segundo curso discurrirá entre Rouen y Ferrol, y el tercero entre este último puerto y el de Lisboa.»

Fonte: [La Nueva España]

El CeCodet iniciará, el 30 de junio, la tercera edición de la Universidad Itinerante del Mar

Por Figaredo (Mieres), Aitana CASTAÑO

«La aventura no está reñida con el conocimiento. «Energía, medio ambiente y mar». Bajo este amplio título se desarrollará, a partir del 30 de junio, la tercera campaña de la Universidad Itinerante del Mar (UIM). El evento consta de tres cursos, que se desarrollarán en un buque escuela, el luso «Creoula», y reunirá a más de 120 estudiantes y profesionales de España y Portugal. La Universidad Itinerante está organizada por el Centro de Cooperación y Desarrollo Territorial (CeCodet), cuya sede se ubica en el palacio de Figaredo y la Universidad de Oporto. El precio de la actividad es de 500 euros, y el plazo de preinscripción permanecerá abierto hasta el próximo 29 de mayo. Con el seminario, los alumnos universitarios recibirán seis créditos de libre configuración. La Universidad Itinerante Marina se estructura en tres seminarios, todos subordinados al mismo tema y con los únicos objetivos, la diferencia entre los cursos es el itinerario y los alumnos a los que van dirigidos. El primer curso arrancará en el puerto de Avilés el 30 de junio. Durante las dos primeras jornadas los participantes recibirán formación en tierra y visitarán el Museo de Antigüedades Náuticas de la villa avilesina y el Museo de de las Anclas de Salinas. Además, los navegantes recibirán las primeras ponencias y participarán en recepciones oficiales. Gijón será la siguiente parada del curso. El «Creoula» tomará, después, rumbo a la localidad francesa de Rouen, donde la comitiva coincidirá con la concentración de grandes veleros del mundo. El segundo curso recorrerá el trayecto que une Rouen con la ciudad coruñesa de Ferrol. El tercer seminario cubrirá la ruta marítima entre Ferrol y Lisboa, con parada en la ciudad de Viana do Castelo. Las ponencias que escucharán los estudiantes durante las actividades versarán sobre producción energética y sostenibilidad. El comité científico de la UIM está formado por personalidades asturianas y portuguesas relacionadas con el mundo del mar. La UIM es una plataforma de cooperación europea cuyo objetivo es conocer los asuntos del mar. El programa cuenta con el apoyo de universidades, los ministerios de Educación de España y Portugal, la Marina portuguesa y la Armada de España. Los organizadores defienden que «la UIM pretende poner en práctica el sintagma conocimiento y aventura como elemento esencial en la formación de los jóvenes y para ello aprovecha la mar y su navegación a vela». «El aprendizaje se efectúa dentro de una tradición que minimiza los riesgos y facilita el conocimiento», señalan desde el CeCodet. Toda la información puede encontrarse en [www.uniovi.es/cecodet].»

sexta-feira, 7 de Março de 2008

Funchal acolhe “Tall Ships”.

Regata internacional estará pela primeira vez na Madeira no dia 2 de Outubro
«A Regata Funchal 500 Anos terá início a 10 de Setembro, em Falmouth, no Reino Unido, passará por Ílhavo a 20 de Setembro, depois de navegarem o Norte de França e o Cabo Finisterra, visitando Aveiro, de onde partem para o Funchal a 23 de Setembro com chegada prevista a 2 de Outubro aos mares da RAM.

À sua espera estará, a exemplo da “Transat”, um programa de actividades dedicados aos funchalenses e de uma forma geral a todos os madeirenses (ver peça em baixo), como fez questão de frisar, ontem, o vereador da CMF, Pedro Calado, referindo ainda que a passagem pelas águas da RAM não será um exclusivo do porto do Funchal, uma vez estar assente a passagem das embarcações em frente à baía do Porto Santo. Neste momento estão já encerradas as inscrições de participação para os navios de “Classe A”, havendo 18 veleiros confirmados, destacando-se o maior do mundo - o SEDOV -, o CREOULA, navio da Marinha Portuguesa e ainda o ALEXANDER VON HUMBOLDT, navio alemão com mais de cem anos de existência e ainda outros sete em lista de espera. Nas outras classes, estão assentes mais 9 veleiros, sendo claro que o compromisso de reunir 100 tripulantes até ao final de Abril, por parte da organização, não só será cumprido mas igualmente ultrapassado, incorporado num orçamento de 500 a 600 mil euros, conforme informou Pedro Calado.»

Por João Paulo Faria, [Jornal da Madeira]

quinta-feira, 6 de Março de 2008

Regata Funchal 500 anos junta veleiros com história

«O maior veleiro do Mundo, SEDOV (Rússia), o português CREOULA e o alemão ALEXANDER VON HUMBOLDT, com mais de 100 anos, são alguns dos participantes na regata de Tall Ships Funchal 500 Anos, foi esta quinta-feira anunciado. De acordo com a Comissão Organizadora dos eventos Funchal 500 Anos, estão já encerradas as inscrições para o tipo Classe A destas embarcações, com ainda as presenças de ASTRID (Holanda, 1918), CAPITÁN MIRANDA (Uruguai, 1930), CUAUHTÉMOC (México, 1982), KALIAKRA (Bulgária, 1984), LOA (Dinamarca, 1922), MIR (Rússia, 1987), POGORIA (Polónia, 1920) e SHABAB OMAN (Oman, 1971).
No que respeita às restantes classes, estão inscritos mais nove veleiros, existindo ainda vários em lista de espera, aguardando uma decisão conjunta dos portos. A Regata Funchal 500 Anos terá início a 10 de Setembro, em Falmouth (Reino Unido), quando os navios se juntarem no local. Entre 10 e 12 desse mês estarão abertos ao público e a 13 zarparão rumo a Ílhavo, aio longo de 630 milhas náuticas que passarão pelo norte de França e pelo Cabo Finisterra, devendo a sua chegada a Portugal ocorrer a 20 de Setembro. Após três dias no porto do distrito de Aveiro, partirão para o Funchal, mais 630 milhas a navegar em mar aberto e prevê-se que a 02 de Outubro os grandes veleiros deverão começar a chegar ao porto da capital madeirense.

Durante a manhã, decorreu uma reunião entre os responsáveis da Sail Training International (STI), Bernard Heppener, director da regata, Peter Newell, director de regatas da STI e o administrador da EM Funchal 500 Anos, Pedro Calado. O encontro serviu para ultimar todos os detalhes logísticos do evento tendo no final ficado a certeza de que todos os requisitos estão a ser cumpridos.»

Por Carlos Barros, [RTP]

terça-feira, 22 de Janeiro de 2008

500 anos do Funchal «mudam» Dia da Marinha


Na Ilha Deserta Grande, com o Creoula no horizonte...
(Fotografia de Raquel Sabino Pereira)
«Baptismos de mar, de mergulho e muitas outras propostas no programa de festas
500 anos do Funchal “mudam” Dia da Marinha

As festividades do Dia da Marinha estiveram na ordem do dia da conversa entre o Chefe de Gabinete do Almirante Chefe de Estado-Maior da Armada e Alberto João Jardim, presidente do Governo Regional, que recebeu na Quinta Vigia o Almirante Monteiro Montenegro e o Capitão-de-Mar-e-Guerra Coelho Cândido, comandante da Zona Marítima da Madeira. O Chefe de Gabinete do Chefe de Estado-Maior da Armada está na Madeira para preparar as comemorações do Dia da Marinha, que se assinala, este ano, associado aos “500 Anos da Cidade do Funchal”.

O Contra-Almirante Monteiro Montenegro está na Madeira a chefiar a delegação que prepara as comemorações que este ano trazem à Região e particularmente à capital vários vasos navais e a Banda da Armada. Um navio da Classe Vasco da Gama, o navio-escola Sagres e o [Creoula], duas corvetas, um submarino e o patrulha que está em serviço na Zona Marítima da Madeira vão estar nas nossas águas para receberem os visitantes que poderão, durante vários dias, no porto do Funchal, apreciar os meios da Armada e visitar os interiores de alguns deles.

As cerimónias serão presididas pelo ministro da Defesa, que se deslocará à Região para presidir às cerimónias, onde são esperados, também, os mais destacados membros das hierarquias da Marinha, o ramo das Forças Armadas que mais aposta no mediatismo das cerimónias quando se trata de comemorar a efeméride. Mesmo assim, este ano a data das comemorações foi alterada, para que as comemorações fiquem ainda mais abrilhantadas. Em vez de acontecer a 20 de Maio, dia em que se comemora a chegada de Vasco da Gama à Índia, o ponto alto vai assinalar-se a 24, no sábado seguinte, porque por ser fim-de-semana vai, certamente, poder ser apreciado por mais populares. De qualquer forma, durante toda essa semana vão ser programadas actividades para os alunos das escolas de toda a ilha, nomeadamente baptismos de mar, de mergulho e uma torre de escalada.

Por decidir, está ainda o programo definitivo, mas o Jornal da Madeira sabe que está a ser preparada, também, uma passagem dos navios pelo Porto Santo, motivo pelo qual as comemorações se assinalam a 17 de Maio. A ideia da Armada é levar também à “ilha dourada” uma exposição alusiva à data, garantindo, desta forma, a inclusão dos portossantenses no programa de comemorações. De facto, simbolicamente, foi ali que os navegadores chegaram primeiro quando descobriram o arquipélago, motivo por si só suficiente para se levar um pouco do programa, actualmente em fase de conclusão, àquela ilha.

De resto, há que salientar que estas cerimónias fazem deslocar para a Madeira perto de oitocentos militares, sendo 80 da Banda da Armada.»


Fonte: [Jornal da Madeira / Região / 2008-01-22]

segunda-feira, 14 de Janeiro de 2008


Descobrimos o CREOULA retratado em mais uma capa da «Revista da Armada» (ver os mastros no lado direito da fotografia). Trata-se da capa da edição de Janeiro de 2008. Soma já quatro o número de vezes em que o CREOULA recebe tamanha distinção.

sábado, 24 de Novembro de 2007

Marinha evoca 200 anos da partida da Familia Real Portuguesa para o Brasil

(Nascer do Sol retratado por Raquel Sabino Pereira a bordo do Creoula, em Agosto de 2004)

Lisboa, 24 Nov (Lusa) - A Torre de Belém, que há 200 anos assistiu à partida da família real portuguesa para o Brasil fugindo à invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte, foi hoje cenário da evocação da ocasião, com uma cerimónia militar com as armadas portuguesa e brasileira.

Promovido pela Marinha Portuguesa, o acto contou com a presença dos ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, do chefe de Estado-Maior da Armada portuguesa, almirante José Ribeiro de Melo Gomes, e do comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, almirante Álvaro Augusto Dias Monteiro. Durante a cerimónia foram condecorados os Estandartes do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e do Comando do Corpo de Fuzileiros de Portugal, desfilaram a Banda da Armada, o Bloco de Estandartes Nacionais, o Colégio Militar, a Escola Naval, a Força de Fuzileiros representativa das Brigadas Reais de Portugal e do Brasil (uniformizados à época), e o Batalhão de Fuzileiros.

No Tejo, em frente à Torre de Belém, estiveram fundeados a fragata Niterói da Marinha do Brasil, a fragata portuguesa Álvares Cabral e o navio [Creoula].
O embarque da família real portuguesa para o Brasil teve lugar em 24 de Novembro de 1807, quando tropas invasoras francesas já se encontravam em Abrantes e Napoleão Bonaparte afirmava que a Casa de Bragança tinha deixado de reinar em Portugal. Napoleão conquistara todos os países da Europa, à excepção de Portugal, tendo imposto um bloqueio naval aos portos franceses e ingleses, aos quais apenas a costa portuguesa podia valer. O embarque realizou-se no tempo recorde de 48 horas, implicando a partida do rei D. João I, de toda a família real e da sua corte, com a transferência de mobiliário, arquivos, e toda a volumosa documentação necessária à gestão do Reino, para além de quase todo o tesouro público. A esquadra, apesar de contrariada por ventos contrários, saiu da barra em 29 de Novembro, 18 horas antes da entrada de Junot em Lisboa. Constava de oito naus, quatro fragatas, 12 brigues e uma galeota, acompanhada de 31 navios mercantes com mais de 15.000 pessoas e algumas escunas. Nos 65 navios que zarparam do cais de Belém com 15.000 pessoas a bordo seguiram a família real de D. João I, a corte e as elites científicas, militares e culturais do país, naquela que foi classificada hoje pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Fernando Ribeiro de Melo Gomes, como "a maior operação logística jamais realizada em Portugal, que hoje se designa por mobilidade estratégica". Quando o general Junot entrou em Lisboa à frentes das tropas francesas já só conseguiu observar, ao longe, a esquadra portuguesa. Os franceses perdiam assim a primeira cartada: não aprisionavam a família real nem se apoderavam da esquadra portuguesa. Por outro lado, a capital do Reino era transferida para o Brasil, conjugando a governação simultânea do Reino e do Império, retirando aos franceses a legitimidade de se poderem arrogar como novos e legais governantes do país. D. João deixou ordens para que não houvesse resistência aos invasores, evitando o inútil derramamento de sangue e deixou nomeada uma Junta de Governo encarregada de garantir o funcionamento do território com instruções para colaborar com Junot. A invasão francesa prolongou-se de 1807 a 1815.
Fonte: Agência LUSA

quinta-feira, 20 de Setembro de 2007

Jovens de nove países europeus a bordo de antigo navio de guerra português

«A associação H20 está ao leme de um projecto que traz jovens de toda a Europa para conhecer um antigo navio de guerra português.

Aprender a mexer no leme de um navio e ajudar na condução de motores e na vigilância são apenas algumas das tarefas a executar pelos 52 jovens que participam num intercâmbio ao nível europeu liderado pela H2O, uma associação juvenil de Arrouquelas, Rio Maior. Durante cinco dias os jovens, entre os 16 e os 25 anos, provenientes de Espanha, Itália, Polónia, Roménia, Hungria, Bulgária, Letónia, Estónia e Portugal vão viajar a bordo do Creoula, antigo navio de guerra português.
A iniciativa insere-se no projecto organizado pela associação e co-financiado pela União Europeia (UE) através do programa “Juventude em Acção”. A ideia partiu de Alexandre Jacinto, responsável da H2O, que quis aproveitar a presidência portuguesa na UE para desenvolver um projecto original no nosso país. Os 16 anos que leva como enfermeiro militar da marinha portuguesa foram fundamentais para a concepção e realização deste projecto que a H2O classifica como sendo o mais arrojado e criativo de sempre.

A vida a bordo de um navio tem características únicas, nomeadamente na vivência em grupo num espaço limitado. Para o sucesso da experiência é necessária a boa integração de todos os elementos, a tolerância e o trabalho de equipa. São estes valores que pretendemos desenvolver e intensificar durante esta jornada”, diz. Os jovens terão contacto com várias culturas e maneiras de pensar. “Acredito que depois de 11 dias de experiência única serão jovens diferentes do ponto de vista cultural e humano”, garante o enfermeiro.

Os contactos para a cedência do Creoula começaram no final de 2006. Assim que recebeu resposta positiva por parte do governo português a associação começou a divulgar o projecto. Era necessário contactar associações de jovens de outros países. Alexandre Jacinto e o grupo de jovens que compõem a H2O não conseguiam esconder a entusiasmo e o nervosismo por terem a possibilidade de organizar um projecto de tamanha dimensão. O projecto foi tão bem recebido pelas associações europeias, que receberam cerca de 60 candidaturas de colectividades a quererem participar. A H2O ficou espantada e, ao mesmo tempo, orgulhosa da enorme receptividade. Mas o navio só tem capacidade para 52 jovens o que implicou uma selecção de participantes. “Vieram os que responderam primeiro”, explica o responsável.

Dia 20 é o momento alto do intercâmbio que teve início na terça-feira com a chegada dos jovens. O Creoula parte esta quinta-feira do cais de Lisboa com destino a Portimão, no Algarve, onde deverá chegar na tarde de sábado. Durante os dias de viagem vão realizar-se vários workshops sobre Suporte Básico de Vida e até folclore. Com o objectivo de mostrar a cultura de todos os países participantes cada grupo vai realizar, nas ruas de Portimão, um pequeno apontamento cultural alusivo ao seu país. No dia seguinte os jovens voltam para Lisboa. E no último dia de viagem visitam Arrouquelas onde vão poder contactar com a população e contar-lhes a experiência vivida nos últimos dias.»

Fonte: Ana Isabel Borrego, in [O Mirante]

terça-feira, 18 de Setembro de 2007

«Nove países a bordo do "Creoula" - Cinquenta e dois jovens em intercâmbio fazem paragem em Portimão»

O Veleiro da Marinha de Guerra Portuguesa “Creoula” traz a bordo, a partir de hoje, 18 de Setembro, cinquenta e dois jovens de nove países europeus, que vão chegar a Portimão no próximo dia 22 de Setembro às 15:00 horas, numa iniciativa organizada pela H2O-Associação de Jovens de Arrouquelas. Esta acção beneficia do Alto Patrocínio do Gabinete do Primeiro-Ministro José Sócrates e da representação da Comissão Europeia em Portugal, assim como da participação do velejador Ricardo Diniz, embaixador Europeu dos Oceanos, no âmbito do Livro Verde do Mar.
Integrados no projecto “European Citizenship...By the Sea we Learn”, trinta raparigas e vinte e dois rapazes, com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos, participam num intercâmbio multilateral, através de nove Organizações Não-Governamentais. Durante cinco dias no mar e seis em terra, os participantes serão envolvidos em actividades diversificadas e originais, algumas delas a bordo do navio “Creoula”, que será o ponto alto deste intercâmbio. O velejador Ricardo Diniz, que tem uma participação activa nesta iniciativa, embarca junto com os jovens.

Fonte: [Região Sul]

«Projecto de intercâmbio leva jovens da UE a bordo do Creoula»

Meia centena de jovens de nove países europeus participam, a partir de hoje, num projecto de intercâmbio que os levará numa viagem, de Lisboa a Portimão, a bordo do veleiro da Marinha de Guerra Portuguesa Creoula.

Promovido pela Associação de Jovens H2O de Arrouquelas, freguesia do concelho de Rio Maior, o projecto «European Citizenship... By the Sea we Learn» envolve 53 jovens com idades compreendidas entre 18 e os 26 anos que vão passar, em Portugal, seis dias no mar e quatro em terra.

Alexandre Jacinto, presidente da direcção da H2O, disse hoje à agência Lusa que o projecto, que conta com o patrocínio da Representação da Comissão Europeia em Portugal, representa um desafio para a associação, que desde há cinco anos se envolveu no programa «Juventude em Acção», promovendo numerosas actividades internacionais. «Colocámos como desafio fazer uma coisa diferente de todas aquelas em que temos participado, pelo que, aproveitando a presidência portuguesa da União Europeia, candidatámos este projecto», que contou com o apoio da Marinha de Guerra Portuguesa, disse.

Os jovens, provenientes de Espanha, Itália, Polónia, Roménia, Hungria, Bulgária, Letónia, Estónia e Portugal, vão ser recebidos quarta-feira pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e pela Comissão Parlamentar de Assuntos Europeus, seguindo-se um passeio pela cidade de Lisboa, onde ficarão até sexta-feira. Nesse dia, os jovens vão juntar-se aos 40 tripulantes do Creoula, ficando a conhecer as tarefas que irão realizar nos seis dias a bordo - limpezas, cozinha, vigilância, operação de equipamentos electrónicos, leme, entre outras, incluindo algumas de carácter pedagógico.
Segundo Alexandre Jacinto, o projecto tem vindo a despertar inúmeras manifestações de interesse, tanto da parte de entidades oficiais como de meios de comunicação social, nomeadamente da EuroNews, que deverá ter uma equipa com os jovens a bordo do Creoula.
A tarde e noite de sábado serão dedicadas a uma «Mostra da Europa», a realizar numa praça de Portimão, onde cada uma das organizações participantes fará uma representação (teatro, dança ou música) de um tema relacionado com a Europa.
A mostra incluirá stands da Europe Direct, da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género/Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades e de várias associações e um workshop sobre o Livro Verde do Mar, com a presença do velejador solitário Ricardo Diniz, nomeado embaixador europeu dos Oceanos.
Os jovens ficarão ainda dois dias no concelho de Rio Maior, onde participarão na aplicação de um inquérito à população, que vai testar o conhecimento de questões europeias, disse.

Frisando a importância da consciencialização das populações para as questões europeias, Alexandre Jacinto referiu a importância da actividade que a H2O tem vindo a desenvolver na criação de dinâmicas numa pequena freguesia (900 habitantes).
Criada há 10 anos, a associação conta com 50 jovens associados, mas «envolve muitos mais nos projectos que promove nas escolas» e nas actividades que realiza no concelho e no distrito de Santarém, adiantou. Enfermeiro militar, Alexandre Jacinto encara o seu envolvimento na vida associativa como um hobby, considerando «um privilégio» contribuir para a formação dos jovens.

Fonte: [Diário Digital]

quinta-feira, 13 de Setembro de 2007

CREOULA : 70 ANOS DE TRADIÇÃO

Em Portugal, a história tem navegado de braço dado com os navios desde sempre. O nosso passado e cultura marítima só tiveram os contornos que conhecemos pela existência dessas criaturas, quantas vezes esquecidas, designadas por navios.
Apesar de hoje parecermos mais um País a “ver navios” do que uma terra de marinheiros, os navios continuam a fazer parte integrante da realidade portuguesa contemporânea, com alguns particularmente famosos por aliarem a tradição passada a um presente que se quer aproado ao mar.
Lançado à água nos Estaleiros Navais do Porto de Lisboa há 70 anos, o lugre CREOULA é um desses navios famosos a justificar admiração e orgulho. Admiração pela beleza das suas linhas simples, a lembrar um cisne dos mares. Orgulho pelos serviços relevantes que, mercê de uma boa estrela, o navio vem prestando desde 1937 ao País.

UMA HISTÓRIA FASCINANTE

O CREOULA, que este Verão navegou no Mediterrâneo com jovens portugueses em treino de mar, tem uma longa história.
Foi construído em Lisboa nos antigos estaleiros da Rocha do Conde de Óbidos, então arrendados pelo Porto de Lisboa à CUF – Companhia União Fabril, do industrial Alfredo da Silva. Destinou-se a uma empresa pioneira na pesca do bacalhau, a Parceria Geral de Pescarias, Lda., então propriedade do Armador Sr. Vasco Bensaude e de facto fez 37 campanhas anuais de pesca aos míticos bancos da Terra Nova e Gronelândia entre 1937 e 1973.
Não ficaria por aqui o contributo do CREOULA para a nossa história marítima contemporânea. A qualidade e originalidade da sua construção e o facto de ter sido sempre mantido em excelentes condições pela empresa armadora fizeram logo despertar o interesse de estrangeiros no sentido da sua transformação para cruzeiros turísticos, como aconteceu ao lugre ARGUS, mas o seu valor patrimonial foi reconhecido pelo Estado, que obrigou o armador à cedência do CREOULA por um valor simbólico.
Nas mãos do Estado desde 1979, pensou-se de início em preservar o CREOULA como museu das pescas, adaptando-o para utilização estática. Felizmente o excelente estado do casco levou o então Secretário de Estado das Pescas, Eng. José Carlos Gonçalves Viana, um dos poucos Governantes das últimas décadas com conhecimentos e respeito pelos navios e sua importância, a alterar o projecto, promovendo a transformação do CREOULA para navio de treino de mar, isto é, navio-escola de vela destinado a embarcar jovens para períodos de familiarização com a vida a bordo e no alto-mar.
A ideia teve concretização feliz, e o CREOULA foi modernizado e alterado em Lisboa nos estaleiros Parry & Son, sob a direcção de um dos comandantes mais ilustres do tempo da Parceria, o Sr. Capitão António Marques da Silva. Mantendo a traça original, os espaços anteriormente utilizados para porão do sal e do peixe deram lugar a cobertas para alojamentos adequados ao embarque de 51 instruendos além de uma guarnição composta por 6 oficiais e 32 sargentos e praças.
A renovação do CREOULA ficou concluída em 1987 e foi decidido entregar o navio à Marinha de Guerra Portuguesa, que o recebeu oficialmente no dia 1 de Junho de 1987. Desde então o CREOULA tem navegado graças à dedicação da Marinha que tem sido inexcedível no carinho e interesse com que vem cumprindo desde há já 20 anos as missões associadas ao navio.
Classificado como Navio de Treino de Mar, o CREOULA participa anualmente nas principais regatas de grandes veleiros disputadas em águas europeias, do Báltico ao Mediterrâneo, muitas vezes ao lado desse outro ícone marítimo nacional que é a barca SAGRES. Além dessas regatas normalmente organizadas pela Sail Training Association, o CREOULA tem feito inúmeros cruzeiros na costa portuguesa, ilhas Atlânticas, Terra Nova, Cabo Verde, África do Norte, etc., facultando a descoberta do mar a milhares de jovens.
Alguns desses jovens desenvolveram graças ao CREOULA uma verdadeira paixão pelo mar, embarcando sucessivamente ano após ano no navio.

MUSEU VIVO

Em 70 anos de navegações, o CREOULA tornou-se num museu vivo único no mundo. A traça original de lugre bacalhoeiro permanece como repositório de histórias de um passado recente e quase esquecido. A bordo do CREOULA é possível sentir ainda a dureza das inclemências do mar que todos os anos centenas de pescadores tão corajosos como anónimos enfrentavam sós, nos seus dóris, a remos, na imensidão do Atlântico Norte.
O navio é também memória do ressurgimento da indústria naval ao tempo do Estado Novo. Foi construído em Lisboa, por operários portugueses, oficialmente em apenas 62 dias úteis de trabalho. O lançamento solene ao Tejo foi presidido pelo Chefe de Estado, Marechal Óscar Carmona, na tarde de 10 de Maio de 1937. Para o casco foi utilizado aço da melhor qualidade que havia sobrado da construção de contratorpedeiros.
A construção do CREOULA cifrou-se em 2500 contos, recebendo um subsídio do “Fundo de Desemprego” no valor de 446 contos, apoio repartido com o irmão gémeo SANTA MARIA MANUELA, construído ao lado do CREOULA e lançado ao mar na mesma ocasião.
Terminado o aprestamento e aparelhado em lugre de quatro mastros, o CREOULA saiu para o mar pela primeira vez a 30 de Junho de 1937 rumo aos bancos de pesca da Terra Nova. A bordo seguiam cerca de 50 pescadores, 25 dos quais açoreanos, como era tradição da Parceria Geral de Pescarias.
Exactamente 70 anos depois do bota-abaixo, o aniversário do CREOULA foi comemorado em Lisboa a bordo, numa festa quase de família, promovida pelo Comando do navio e pela Marinha.
O CREOULA estava atracado à Doca da Marinha. Embandeirado festivamente e impecável com o seu belo casco branco e mastros amarelos, parecia tão jovem e cheio de energia como quando desceu a carreira no estaleiro da Rocha 70 anos antes. De entre os convidados, todos os antigos Comandantes ainda vivos, um neto do Armador original e o último Gerente da velha Parceria Geral de Pescarias, entretanto desaparecida. Também antigos instruendos, com destaque para a veterana e grande amiga do CREOULA, Dra. Raquel Sabino Pereira, que detém o recorde de embarques no navio, com 14 viagens desde Maio de 1988, incluindo a participação na Cutty Sark Tall Ships race de 1988 manifestou de forma emocionada a sua ligação ao veleiro, dando um presente ao navio e abrindo um site dedicado à história do antigo bacalhoeiro (http://lmc-creoula.blogspot.com/).
Pouco depois o CREOULA largou para o Atlântico Norte e participou nas comemorações do Dia da Marinha na ilha de São Miguel, estando agora a navegar no Mediterrâneo.
Além do CREOULA foi construído na mesma altura em Lisboa um lugre gémeo, que o Armador Sr. Vasco Bensaude cedeu à família Orey durante a construção. Este navio devia ter-se chamado ARGUS, mas recebeu o nome SANTA MARIA MANUELA e pertenceu à Empresa de Pesca de Viana até ser vendido em 1964 à Empresa de Pesca Ribau, de Aveiro e transformado em navio motor em 1969. O casco foi entretanto recuperado e o SANTA MARIA MANUELA está o a ser reconstruído em Aveiro.
Em substituição do navio cedido à Empresa de Pesca de Viana, Vasco Bensaude mandou construir em 1939 na Holanda o lugre ARGUS, muito semelhante ao CREOULA, com uma série de melhoramentos ditados pela experiência das duas primeiras campanhas de pesca do CREOULA.
O ARGUS foi vendido em 1974 ao estrangeiro e navega nas Caraíbas como veleiro de cruzeiros com o nome POLYNESIA. A dispersão da antiga frota bacalhoeira portuguesa conta ainda com o lugre patacho GAZELA, que foi adquirido por interesses dos EUA e está preservado em Filadélfia.
Em Portugal, o CREOULA continua a navegar e a dar a conhecer o mar a novas gerações de marinheiros. A sua preservação activa é um dos mais positivos empreendimentos marítimos das últimas décadas ocorridos em Portugal, quase uma excepção num quadro pouco marítimo de desinvestimento persistente no que toca ao mar ocorrido na Europa e no nosso País. Mas com o CREOULA a navegar não há lugar para pessimismos desnecessários, mas sim alegria pelo legado dinâmico do navio e esperança num futuro mais próximo do mar, da marinha e dos navios.

Luís Miguel Correia, escrito a 20 de Agosto de 2007 e publicado na revista MAGAZINE GRANDE INFORMAÇÃO, nº 19, edição de Setembro/Outubro 2007, páginas 112 a 119

terça-feira, 28 de Agosto de 2007

Descobrimos o CREOULA retratado em mais uma capa da «Revista da Armada». Trata-se da capa da edição de Novembro de 2006. Soma já três o número de vezes em que o CREOULA recebe tamanha distinção.

segunda-feira, 27 de Agosto de 2007

O CREOULA NA IMPRENSA ASTURIANA

(O "Creoula" de regresso à Base Naval do Alfeite, em 25-Ago-2007.
Fotografia de Luís Miguel Correia)
  1. Seminario de la Universidad Itinerante del Mar (Edición Impresa -Avilés - 22-03-2007);

  2. «Este es un viaje personal, al fondo de uno mismo» - Director del Centro de Cooperación y Desarrollo Territorial (Cecodet) y uno de los responsables del curso de la Universidad Itinerante del Mar, Fermín Rodríguez Gutiérrez recibió ayer a los estudiantes que atracaban en el puerto de Avilés, y dio la bienvenida a los que se sumaban a la aventura, no sin antes recordarles que «el verdadero desafío de esta experiencia es la convivencia» (Edición Impresa - 02-08-2006);

  3. El velero 'Creoula' llegará el día 27 a Avilés con alumnos de Marina Civil (Edición Impresa -17-07-2006);

  4. Con el viento de popa (Edición Impresa -Asturias - 11-06-2006);

  5. Estudiantes asturianos y portugueses realizarán un curso de verano en alta mar (Edición Impresa - 19-05-2006);

  6. Avilés será sede de un curso en el buque escuela portugués (Edición Impresa -Avilés - 19-05-2006);

  7. Errol Flynn al acecho - Cuatro y media de la madrugada. El Creoula cruza con cautela el Estrecho de Gibraltar. No se ve ni la Luna y hace frío. En el puente de mando, cinco estudiantes se arremolinan sobre una mesa donde hay desplegada una carta de navegación tradicional, iluminada por una pequeña lámpara y por los reflejos verdosos de las pantallas del radar, el GPS y otros cachivaches tecnológicos que tapizan la cabina con números y vectores. A los cuatro les ha tocado guardia de 4 a 8, el «cuarto de modorra», como lo llaman los tutores de la Universidad Itinerante del Mar (UIM) (Sociedad y Cultura - 24-08-2007);

  8. Un barco de cuatro palos y 67,4 metros de eslora - El 'Creoula' es un espectacular velero de cuatro palos y 67,4 metros de eslora que pertenece a la Armada portuguesa. Se trata de un antiguo bacaladero que conserva la protección en la proa para navegar entre hielo (Edición Impresa - 01-08-2006);

  9. La Universidad Itinerante del Mar trae a Asturias al velero 'Creoula' - Asturias, en general, y el puerto de Avilés, en particular, será hoy escenario de un singular encuentro en el marco de la Universidad Itinerante del Mar, iniciativa en la que participan las universidades de Oviedo y Oporto (Edición Impresa - 01-08-2006);

  10. El Puerto se da cuatro años para atraer líneas de crucero - La Autoridad Portuaria de Avilés se ha dado un plazo de cuatro años para atraer líneas de crucero que hagan escala en la ciudad. Así lo anunció ayer el presidente del Puerto, Manuel Ponga, durante el acto de recepción del buque escuela de la Armada de Portugal, el 'Creoula' (Edición Impresa -Avilés - 02-08-2006);

  11. El buque escuela portugués 'Creoula' llega a Avilés en el marco de un curso universitario - El buque escuela de Armada de Portugal 'Creoula' arriba hoy al puerto de Avilés en el marco del curso de verano organizado por la Universidad Itinerante del Mar, una iniciativa puesta en marcha este año por la universidades de Oviedo y Oporto (Edición Impresa -Avilés - 01-08-2006);

  12. El buque escuela portugués 'Creoula' llega a mañana a Avilés - El buque escuela de la Armada portuguesa 'Creoula' arribará mañana a Avilés dentro del curso de verano que cerca de cuarenta estudiantes de las universidades de Oviedo y Oporto siguen en el marco de la iniciativa conjunta Universidad Itinerante del Mar (Edición Impresa -Avilés - 31-07-2006);

  13. Las universidades de Oviedo y Oporto abren el curso que traerá al buque escuela 'Creoula' - Las Universidades de Oviedo y Oporto abrieron ayer oficialmente el curso de la Universidad Itinerante de la Mar que traerá a Avilés al buque escuela de la Armada portuguesa 'Creoula' (Edición Impresa -Avilés - 27-07-2006);

  14. Lecciones entre salitre - María Luisa Sánchez espera impaciente mientras, a su alrededor, juegan los sobrinos. Son ya más de diez días los que ha pasado sin ver a su hija, Begoña Maldonado, que un buen día, aconsejada por su familia, decidió tomar parte en el curso que la Universidad Itinerante del Mar ofrece en el buque escuela 'Creoula'. Dicho y hecho. Cogió sus bártulos y a Lisboa se fue a recibir clases teóricas sobre Derecho Marítimo, Medio ambiente, Cartografía, Navegación... Lo mejor vendría después: nueve días haciendo vida y obra -mucho tuvieron que fregar en el navío- en un velero que partía de Lisboa y ayer, por fin, llegaba a Avilés ( Edición Impresa - 02-08-2006);

  15. Trevín utiliza el 'Creoula' como ejemplo del potencial económico del Noroeste ibérico - El delegado del Gobierno en Asturias, Antonio Trevín, quiso observar ayer en la llegada a Avilés del velero portugués 'Creoula' (Criolla, en castellano) un ejemplo del potencial de desarrollo económico de la «'eurorregión' del Noroeste ibérico» (Edición Impresa -Avilés - 02-08-2006);

  16. Lecciones de mar - María Luisa Sánchez espera impaciente mientras, a su alrededor, juegan los sobrinos. Son ya más de diez días los que ha pasado sin ver a su hija, Begoña Maldonado, que un buen día, aconsejada por su familia, decidió tomar parte en el curso que la Universidad Itinerante del Mar ofrece en el buque escuela 'Creoula'. Dicho y hecho. Cogió sus bártulos y a Lisboa se fue a recibir clases teóricas sobre Derecho Marítimo, Medio ambiente, Cartografía, Navegación... Lo mejor vendría después: nueve días haciendo vida y obra -mucho tuvieron que fregar en el navío- en un velero que partía de Lisboa y ayer, por fin, llegaba a Avilés (Edición Impresa - 02-08-2006)


FONTE: [EL COMERCIO DIGITAL]

terça-feira, 21 de Agosto de 2007

Cancelada recepção de hoje dos reis de Espanha a estudantes-marinheiros

«Porto, 21 Ago (Lusa) - A Universidade do Porto reconheceu hoje a impossibilidade de realização da anunciada recepção dos reis de Espanha a universitários-marinheiros ibéricos em viagem a bordo do veleiro "Creoula", que previa para o final da tarde de hoje em Portimão.
A recepção D. Juan Carlos e D. Sofia tinha sido anunciada segunda-feira pela própria universidade, co-organizadora da viagem dos estudantes universitários no navio-escola da Armada Portuguesa. Fonte da Universidade do Porto não clarificou as razões que impossibilitaram o encontro dos monarcas espanhóis com os universitários-marinheiros de Espanha e Portugal.

D. Juan Carlos e a Rainha Sofia estão no Algarve para assistir à regata Breitling MedCup'07.
A fonte da Universidade do Porto revelou, entretanto, que o comandante do "Creoula" vai organizar quarta-feira uma recepção para velejadores da regata Breitling MedCup'07.

Quartenta e três estudantes universitários ibéricos estão a participar, há cerca de duas semanas, numa acção de formação a bordo navio-escola "Creoula", um veleiro da Armada Portuguesa.

Falando segunda-feira à agência Lusa a partir do próprio "Creoula", o docente Sermin Rodrigues, da Universidade de Oviedo, realçou "a valia da ideia de cooperação e fraternidade entre jovens ibéricos" subjacente à iniciativa.

"Aqui não se fala português nem espanhol. Apenas portunhol", afirmou o docente, querendo significar com isto que não há quaisquer barreiras ao "salutar" convívio dos universitários dos dois países. "Não conheço outra experiência similar na Europa para dar uma formação completar a estudantes universitários", assegurou ainda Sermin Rodrigues, sublinhando as "virtudes" do programa como "escola de humanidade", num barco onde é "imprescindível" o espírito de entreajuda.

Os 43 estudantes a bordo do "Creoula", no âmbito da designada "Universidade Itinerante do Mar", são oriundos das universidades portuguesas do Porto e Algarve e espanhola de Oviedo, e terminam sábado a sua missão em Lisboa. Constituem um segundo grupo de universitários a quem foi proporcionada esta aventura à descoberta dos mares, particularmente do Mar Mediterrânico, com passagem pelo porto de Tânger, em Marrocos.

O primeiro grupo, de 40 alunos das mesmas universidades, fez a rota a bordo do "Creoula", entre 17 de Julho e 02 de Agosto. Os universitários começaram por receber uma formação em terra relacionada com o tema "O Mediterrâneo um espaço de encontro entre culturas" e, já no "Creoula", participaram em tarefas quotidianas necessárias à vida a bordo como vigia, navegação, limpeza ou cozinha. "A formação visa a transmissão de informação e de conhecimento sobre diferentes temas relacionados com o mar e a sua importância para o desenvolvimento sustentável da União Europeia", afirma a organização da iniciativa, num comunicado.

Acrescenta que a "abordagem à componente navegação favorece ainda o desenvolvimento de um conjunto de valores e de capacidades - de solidariedade, de trabalho em equipa, de resolução de problemas, de disciplina - que contribuem para preparar os alunos para viver, trabalhar e explorar num mundo cada vez mais com mais competição".

O "Creoula", palco desta afirmação é um veleiro de quatro mastros, navio de instrução da Marinha Portuguesa, construído em 1937 nos estaleiros da CUF. Em 1979 foi adquirido à Parceria-Geral de Pescarias pela Secretaria de Estado das Pescas para se tornar num museu de pesca. Durante os reparos, verificou-se que o casco se apresentava em óptimas condições, pelo que se deliberou que continuaria a navegar, desta feita transformado em Navio de Treino de Mar.»

Fonte: Agência LUSA, 2007-08-21, 14h59

«Reis de Espanha recebem amanhã estudantes-marinheiros em Portimão»


Os reis de Espanha vão receber amanhã, terça-feira, em Portimão, 43 estudantes universitários ibéricos que há quase duas semanas participam numa acção de formação a bordo navio-escola "Creoula", um veleiro da Armada Portuguesa, disse hoje fonte ligada à iniciativa.

Segundo Joana Coutinho, da Universidade do Porto, D. Juan Carlos e a Rainha Sofia - que estão no Algarve para assistir à regata Breitling MedCup'07 - recebem a comitiva às 19h00, em local ainda a determinar.
Falando à agência Lusa a partir do próprio "Creoula", o docente Sermin Rodrigues, da Universidade de Oviedo, disse que a recepção dos Reis de Espanha ao grupo a bordo do veleiro significa um "reconhecimento" dos monarcas "da valia da ideia de cooperação e fraternidade entre jovens ibéricos" que está subjacente à iniciativa."Aqui não se fala português nem espanhol. Apenas portunhol", afirmou o docente, querendo significar com isto que não há quaisquer barreiras ao "salutar" convívio dos universitários dos dois países."Não conheço outra experiência similar na Europa para dar uma formação completa a estudantes universitários", assegurou ainda Sermin Rodrigues, sublinhando as "virtudes" do programa como "escola de humanidade", num barco onde é "imprescindível" o espírito de entreajuda.
Os 43 estudantes a bordo do "Creoula", no âmbito da designada "Universidade Itinerante do Mar", são oriundos das universidades portuguesas do Porto e Algarve e espanhola de Oviedo, e terminam sábado a sua missão em Lisboa. Constituem um segundo grupo de universitários a quem foi proporcionada esta aventura à descoberta dos mares, particularmente do Mar Mediterrânico, com passagem pelo porto de Tânger, em Marrocos. O primeiro grupo, de 40 alunos das mesmas universidades, fez a rota a bordo do "Creoula", entre 17 de Julho e 02 de Agosto. Os universitários começaram por receber uma formação em terra relacionada com o tema "O Mediterrâneo um espaço de encontro entre culturas" e, já no "Creoula", participaram em tarefas quotidianas necessárias à vida a bordo como vigia, navegação, limpeza ou cozinha. "A formação visa a transmissão de informação e de conhecimento sobre diferentes temas relacionados com o mar e a sua importância para o desenvolvimento sustentável da União Europeia", afirma a organização da iniciativa, num comunicado. Acrescenta que a "abordagem à componente navegação favorece ainda o desenvolvimento de um conjunto de valores e de capacidades - de solidariedade, de trabalho em equipa, de resolução de problemas, de disciplina - que contribuem para preparar os alunos para viver, trabalhar e explorar num mundo cada vez mais com mais competição".
O "Creoula", palco desta afirmação é um veleiro de quatro mastros, navio de instrução da Marinha Portuguesa, construído em 1937 nos estaleiros da CUF. Em 1979 foi adquirido à Parceria-Geral de Pescarias pela Secretaria de Estado das Pescas para se tornar num museu de pesca. Durante as reparações, verificou-se que o casco se apresentava em óptimas condições, pelo que se deliberou que continuaria a navegar, desta feita transformado em Navio de Treino de Mar.
20 de Agosto de 2007 16:53 lusa

quarta-feira, 8 de Agosto de 2007

"Creoula" distinguido em regata internacional como navio que mais contribuiu para intercâmbio de culturas

«Faro, 08 Ago (Lusa) - O "Creoula", Navio de Treino de Mar (NTM) da Armada Portuguesa ganhou o prémio da embarcação que mais contribuiu para o intercâmbio de culturas durante a regata "Tall Ships Race Med 2007", que terminou em Génova, Itália.

O prémio, atribuído pela cidade de Antuérpia, patrocinadora da Sailing Training International (STI), que organiza o evento, é "um dos mais cobiçados", diz a Marinha, em comunicado divulgado hoje.
O "Creoula" foi assim distinguido como o navio que, pela sua "postura, envolvimento e apresentação", mais contribuiu durante todo o evento para a "troca de culturas entre navios, sã camaradagem" e que mais representa o espírito da STI.
Considerado o último bacalhoeiro português, o "Creoula", lançado à água em 1937, arrecadou ainda o prémio que distingue o instruendo - neste caso Marta, de 15 anos -, que mais contribuiu e beneficiou da regata.
A regata, cuja última etapa decorreu entre Toulon e Génova, reuniu 15 países, num total de 50 embarcações, das quais 13 pertencentes à classe A (mais de 40 metros de comprimento).
O "Creoula" dirige-se agora para o porto de Barcelona, cidade onde embarcarão alunos da Universidade Itinerante do Mar, que resulta de uma cooperação entre as universidades de Oviedo e do Porto.»

Fonte: [Agência LUSA]

Em 2007-08-08, 17h07 (mas o Creoula nesta data já estava no Porto de Barcelona...)

segunda-feira, 6 de Agosto de 2007

COMUNICADO OFICIAL

Creoula distinguido com prémio internacional

«No porto de Génova terminou a regata “Tall Ships Race Med 2007” organizada pela Sailing Training International (STI). Após a parada das tripulações foram distribuídos pela STI os diversos prémios com que esta organização costuma distinguir os navios.

Ao CREOULA foram atribuídos dois importantes prémios. O primeiro atribuído ao aluno, de entre todos os navios, considerado aquele que mais evoluiu, contribuiu e beneficiou desta regata. Foi atribuído à instruenda Marta de quinze anos, tendo também, certamente, contribuído para tal, o profissionalismo com que a associação de juventude “JUVEMEDIA”, actualmente embarcada no navio, encarou esta sua participação.

O outro prémio atribuído ao CREOULA, e porventura um dos mais cobiçados, foi oferecido pelo patrocinador da STI, a cidade de Antuérpia e distingue o navio que pela sua postura, envolvimento e apresentação, durante todo o evento, mais contribuiu para a troca de culturas entre os navios, sã camaradagem, e que mais representa o espírito que a STI preconiza.

Nesta regata estiveram representados 15 países, e mais de cinquenta embarcações, das quais 13 pertencentes à classe A (mais de 40 metros de comprimento), sendo de salientar a presença dos navios LIBERTAD, AMERIGO VESPUCCI, GUAYAS, MIRCEA, STAD AMESTERDAM, CAPITAN MIRANDA, entre outros.
A última perna da regata decorreu entre Toulon e Génova. Depois da largada da regata ter sido adiada de 24 horas por causa do fortíssimo Mistral que soprava, a regata em si decorreu com muito pouco vento e variável em direcção. Estas condições obrigaram a guarnição e os instruendos, organizados no esquema de bordadas, a trabalho extra. No final o CREOULA, navio de trabalho, pesado e com pouca área vélica, quedou-se pelo meio da tabela classificativa.

A cidade de Génova envolveu-se muito neste evento, sendo disso exemplo, o imenso publico presente, e a alta qualidade dos eventos preparados para as guarnições dos navios.

O CREOULA dirige-se agora para o porto de Barcelona, com boas previsões meteorológicas em relação à travessia do Golfo de Leão. Em Barcelona trocará de alunos, embarcando a Universidade Itinerante do Mar, sendo esta uma cooperação entra a Universidade de Oviedo e a Universidade do Porto.»

in [Marinha]

sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

«Universidade do Mar solta amarras - Oitenta e três universitários embarcam hoje no Creoula»


«Oitenta e três estudantes do ensino superior e secundário espanhóis e portugueses vão frequentar, em Agosto, a Universidade Itinerante do Mar (UIM), a bordo do navio “Creoula”, anunciou uma fonte da Universidade do Porto (UP). O projecto é uma iniciativa conjunta das universidades do Porto e de Oviedo (Espanha) e da Marinha Portuguesa, que a partir de hoje transformará o navio-escola “Creoula” na Universidade Itinerante do Mar (UIM). Esta iniciativa, que em 2006 se realizou pela primeira vez só com estudantes de mestrado e doutoramento, estende-se este ano a estudantes do ensino superior e secundário, visando sensibilizar os jovens para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o mar. A UIM é composta por dois cursos quinzenais que levam ao extremo o conceito de “aula prática”. O projecto constitui também uma iniciativa na área da formação contínua, um exemplo de cooperação universitária internacional e representa para a UP uma oportunidade de abertura ao exterior, já que a UIM tem como parceiros a Marinha Portuguesa e várias empresas patrocinadoras. Antes das viagens por mar os alunos, que provêm das formações mais diversas, são concentrados na Escola Naval, no Alfeite (primeiro curso) e em Avilés, em Espanha (segundo curso), onde frequentarão, durante dois dias, seminários de preparação.
O primeiro curso, com 41 alunos, arranca quinta-feira da Escola Naval rumo a Barcelona, numa viagem com escalas previstas em Ajaccio (Córsega) e Mahón, na ilha de Menorca, e que termina dia 14, em Palma de Maiorca. No dia seguinte, o “Creoula” parte, com os 42 alunos do segundo curso, rumo a Avilés, nas Astúrias, norte de Espanha, que é o porto mais perto de Oviedo onde chegará dia 25, depois de escalas em Tânger (Marrocos) e Portimão. Durante a sua permanência no mar, os alunos serão integrados na tripulação do “Creoula”, submetidos à disciplina da Marinha, cumprindo todas as tarefas da vida a bordo, ao mesmo tempo que fazem a sua formação em sala. As matérias em estudo abrangem a economia marítima e “clusters” do mar, o papel dos oceanos na sustentabilidade global, a importância do mar na história da Europa e ambiente e ordenamento do território, com especial incidência nas regiões costeiras, havendo no final exames de avaliação, já que o curso constitui uma pós-graduação universitária.
O “Creoula” é um lugre de quatro mastros, construído em 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral das Pescarias.
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Creoula - Barco histórico
O “Creoula” navega a motor e à vela, sistema que lhe proporciona melhor velocidade e qualidades de manobra. Em 1979 foi adquirido pelas secretarias de Estado das Pescas, para nele ser instalado um museu de pesca. No entanto, verificado o excelente estado em que se encontrava, foi deliberado que o navio se manteria a navegar.»

quarta-feira, 1 de Agosto de 2007

«Mais de 80 alunos portugueses e espanhóis aprendem segredos do Mediterrâneo»

«Universidade Itinerante do Mar envolve universidades do Porto, Algarve e Oviedo e alunos do ensino secundário. Vida a bordo e importância do Mar Mediterrâneo entre as matérias do curso.»

«Durante um mês, o navio-escola "Creoula" será transformado numa espécie de universidade no alto mar para 83 estudantes portugueses e espanhóis. Os alunos do ensino superior e do secundário vão percorrer as costas de Portugal, Espanha, França e Marrocos em dois cursos quinzenais.

O primeiro grupo faz-se ao mar no próximo sábado, em Barcelona, mas a segunda edição da Universidade Itinerante do Mar começa quinta-feira, às 9h00, ainda em terra. Na Escola Naval do Alfeite, em Almada, os alunos vão ter contacto com temas como a “importância estratégica do Mediterrâneo”, a “história e cultura” deste mar e aprender regras básicas de navegação, explica ao JPN Rui Azevedo, professor da Universidade do Porto, que promove o curso em parceria com as universidades de Oviedo, de Espanha, e do Algarve.

Durante a viagem, os alunos aprenderão a desempenhar tarefas essenciais da vida a bordo, como a vigia, o comando do leme e a limpeza do navio. Serão uma "sombra da guarnição", diz o director português do curso. A bordo, haverá ainda momentos de trabalho, que serão apresentados em Outubro, e de redacção de um diário de bordo por aluno.

Depois do sucesso da [edição do ano passado], os organizadores decidiram alargar a participação à Universidade do Algarve, de onde vêm 10 alunos, e ao ensino secundário, que contribui com outros tantos, com o apoio da iniciativa Ciência Viva.

A decorrer entre quinta-feira e 14 de Agosto, o primeiro curso arranca na Escola Naval do Alfeite, parte de Barcelona no sábado para voltar via Palma de Maiorca, com passagens por Ajaccio (Córsega) e Mahón (ilha de Menorca). Já o segundo grupo reúne-se, a 12 de Agosto, na cidade de Avilés, nas Astúrias, iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso a Lisboa marcado para o dia 26 e com escalas em Tânger e Portimão.
Alunos ansiosos
A caminho de Almada, Ana Pereira, de 21 anos, estudante do 3.º ano de Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), confessava ao JPN a excitação de participar pela primeira vez no curso. “No ano passado um colega meu participou e adorou”, contou a aluna, interessada particularmente na biodiversidade do Mediterrâneo.
Este ano, o percurso já não é pelo Oceano Atlântico, o que torna tudo mais interessante para Daniela Vasconcelos, de 20 anos, colega de curso de Ana Pereira. “Quando vi o itinerário não resisti. Não corremos o risco de ter mau tempo”, afirmou. »

Por [Pedro Rios]

sexta-feira, 6 de Julho de 2007

70.º Aniversário de CREOULA

«No passado dia 10 de Maio comemorou-se com o navio atracado na Doca da Marinha o seu Septuagésimo Aniversário, tendo estado presentes alguns Almirantes e Oficiais de Marinha e diversas entidades civis de que se realçam o Dr. Aníbal Paião, Administrador da empresa “Pascoal e Filhos”, que apoiou a recuperação do “Creoula”, o Capitão Marques da Silva, penúltimo Comandante do “Creoula”, elementos da Aporvela, da Juvemédia e do Centro Náutico Moitense, Helder Claro, último gerente da Parceria Geral das Pescas (última empresa proprietária do “Creoula”) e Mário Crespo, jornalista da SIC.

A cerimónia, presidida pelo Comandante da Flotilha, CALM Tavares de Almeida, teve início com a guarnição formada no cais onde, perante todos os convidados, foram proferidos discursos pelo Comandante do navio, CFR Silva Ramos, pelo Prof. Pinto Abreu, representante da instituição que iria embarcar em mais uma missão do navio e pelo Prof. Miguel Sequeira, Presidente da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar.

Seguidamente, foi descerrada a bordo uma placa comemorativa do evento, tendo o CALM Tavares de Almeida efectuado um discurso alusivo, a que se seguiu um almoço. No final do almoço foram entregues medalhas comemorativas aos antigos Comandantes do Navio, homenageando no nome deles todas as guarnições que cumpriram serviço no Creoula, quer durante as campanhas do bacalhau, quer durante a sua actual missão de Navio de Treino de Mar. A cerimónia terminou com o Bolo de Aniversário, cantando-se os merecidos “Parabéns” ao Navio.

Após 70 anos, o “Creoula”, o último bacalhoeiro português e único Navio de Treino de Mar Nacional, continua a representar a ligação viva de um passado da maior importância histórica a um presente de serviço à cultura e à formação da juventude portuguesa, na perpetuação de uma tradição marítima sem igual no mundo. (Colaboração do NTM “Creoula”)»

in [Revista da Armada], edição de Julho de 2007

domingo, 24 de Junho de 2007

Bacalhau n' «O sentido do gosto»

(Silva Ramos e José Bento dos Santos)


«O comandante do navio-escola «Creoula», Silva Ramos, é o anfitrião de José Bento dos Santos, no programa «O sentido do gosto» que vai para o ar, hoje, às 11 horas, na RTP 1. O programa de hoje é subordinado à temática do bacalhau e foi gravado no único bacalhoeiro português a navegar desde 1937 - o «Creoula». Trata-se de uma lição sobre as origens, características e técnicas de captura utilizadas na pesca do bacalhau durante quatro décadas. Não são por isso esquecidos os navios «Dori», característicos das frotas de pesca portuguesas, nos quais "cada pescador era o capitão do seu próprio navio", já que viajava sozinho. Nesta viagem pela história do bacalhau, José Bento dos Santos oferece-nos algumas receitas como "Bacalhau Brandade", "Bacalhau à Pil-Pil" e um original "Cozido à Portuguesa de Bacalhau".

In [Jornal de Notícias]

sexta-feira, 15 de Junho de 2007

Universidade Itinerante do Mar

Porto, 15 Jun (Lusa) - Dez estudantes do ensino secundário deverão participar, este ano, na Universidade Itinerante do Mar (UIM), uma iniciativa conjunta das universidades do Porto e de Oviedo (Espanha) e da Marinha Portuguesa, anunciou hoje fonte da Universidade do Porto. A UIM é um projecto que vai transformar o navio-escola "Creoula" numa universidade itinerante durante o mês de Agosto.

Esta será a segunda edição do projecto, que visa "formar e sensibilizar estudantes universitários para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o Mar".

A edição de 2006 contou com a participação de 74 jovens universitários, sendo que este ano a iniciativa abre-se a dez estudantes do secundário. Em comunicado, a Universidade do Porto adianta que alunos dos 10º, 11º e 12º anos poderão candidatar-se a participar nesta UIM até dia 22, para assim integrar uma tripulação de "marinheiros" das duas universidades.

A iniciativa decorrerá, à semelhança do ano passado, em dois cursos diferentes. O primeiro, a decorrer na primeira quinzena de Agosto, arrancará na Escola Naval do Alfeite, em Lisboa, devendo os participantes embarcar no navio-escola no dia cinco, em Barcelona.

O segundo grupo reúne-se a 12 de Agosto, nas Astúrias, iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso marcado para 26 de Agosto.Os cursos, este ano subordinados ao tema "O Mediterrâneo, um Espaço de Encontro entre Culturas", incluem formação em terra e no mar, sendo que a bordo do "Creoula" os participantes "vão complementar a formação itinerante com uma vivência intensiva da lide quotidiana do veleiro".

Os estudantes do secundário que se queiram candidatar a esta experiência deverão fazê-lo junto da Universidade do Porto, por telefone ou e-mail (educacao.continua@reit.up.pt).O processo de selecção dos candidatos irá ter em conta a aprovação num conjunto de vários exames médicos e todos os estudantes devem saber nadar.»

Fonte: Agência Lusa

quinta-feira, 14 de Junho de 2007

«Creoula» vai este ano albergar dez alunos do secundário

Universidade Itinerante alarga tripulação à conquista dos mares da Europa

«Trinta e dois estudantes da Universidade do Porto (UP) vão partir à “descoberta” do Mar Mediterrâneo, durante a II Universidade Itinerante do Mar (UIM). Trata-se do segundo capítulo da expedição do conhecimento proposta pelo projecto promovido pela UP, em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha). Formar e sensibilizar estudantes universitários para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o Mar são os grandes objectivos de uma iniciativa que, em 2006, levou 84 jovens a cumprir o primeiro “caminho marítimo” para a UIM.

A grande novidade desta edição passa pela participação inédita de alunos do ensino secundário. Terminadas que estão as candidaturas para oficiais superiores – entenda-se, universitários -, são dez os estudantes do 11º e 12º anos que, até 22 de Junho, se podem candidatar a fazer parte da tripulação de 74 “marinheiros” das universidades do Porto, de Oviedo e - pela primeira vez - do Algarve que vão subir a bordo do navio-escola “Creoula”. Assim se apresenta o veleiro da Armada Portuguesa reconvertido para possibilitar a vivência de jovens no mar e que, após cruzar os mares da Terra Nova durante 40 anos, volta a ser o centro da “missão UIM”.

Reunida a tripulação e a nau, falta traçar o melhor rumo para uma aventura que, à semelhança do ano passado, vai decorrer durante o mês de Agosto, em dois cursos diferentes. A decorrer de 1 a 14 de Agosto, o primeiro curso arranca na Escola Naval do Alfeite, em Lisboa, devendo os alunos subir a bordo do “Creoula” no dia 5, em pleno porto de Barcelona, para voltar via Palma de Maiorca. Já o segundo grupo reúne-se, a 12 de Agosto, na cidade de Avilés (Astúrias), iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso marcado para o dia 26.
Os dois cursos contam com a participação de estudantes portugueses e espanhóis que vão começar por ter formação em terra. A mesma compõe-se de quatro seminários relacionados com o tema que marca a edição deste ano da UIM: “O Mediterrâneo, um Espaço de Encontro entre Culturas”. Assimilada a teoria, e já a bordo do “Creoula”, os participantes vão complementar a formação itinerante com uma vivência intensiva da lide quotidiana do veleiro. Aqui, os “marinheiros” da UIM poderão trocar experiências para recordar num diário de bordo que, par ao primeiro curso, registará ainda passagens por Ajaccio (Córsega) e Mahón (ilha de Menorca). Já o segundo curso deixará a sua marca em Tânger e Portimão. Todos os estudantes terão também que realizar um projecto final com as suas “conquistas”, a ser entregue, já longe dos mares, a 5 de Novembro.»

In «Ciência Hoje», 2007-06-14
ADENDA: Notícia igualmente divulgada pelo «Barlavento Online» [AQUI]!!...

REVISTA DA ARMADA - Junho de 2007

CELEBRAR O MAR


«O mar é um elemento decisivo da construção de Portugal e da afirmação consciente do ser português. Foi do mar que brotou a alma colectiva que edificou a nossa Pátria, com a convicção íntima de si própria, e o seu carácter vincadamente diferenciado. É o mar que nos permitirá manter um conceito de vida português, distinto, por exemplo, de outros povos amigos com quem partilhamos o projecto político de formação de uma nova Europa.
Todavia, vivemos num estado de insensibilidade colectiva relativamente ao mar! Por isso, é tão débil a noção de que o mar confere ao país uma capacidade de afirmação internacional muito maior do que aquela que decorre da dimensão física do seu território. Por isso, são tão desvalorizadas as ameaças à segurança nacional que, através do mar, encontram um mais fácil acesso. Por isso, se tira tão pouco partido da função do mar enquanto via de comunicação global de pessoas e bens. Por isso, se continua a poluir o mar, em níveis tão elevados, a exercer uma tremenda pressão urbanística sobre os espaços litorais, e a sobreexplorar os recursos marinhos.É a nossa actual indiferença mental relativamente ao mar, que nos impede de percepcionar convenientemente a sua importância para elevar e robustecer Portugal. Este problema é grave, e a sua solução passa, em primeira instância, por um enriquecimento da cultura marítima dos portugueses, porque só ela permitirá desenvolver os níveis de consciência necessários para se entender o real valor do mar para o nosso país.
A cultura marítima, em sentido filosófico, designa a vida intelectual ou o pensamento crítico e reflexivo dos portugueses sobre o mar. Por um lado, compreende o estudo das ciências e das artes ligadas ao mar e, por outro lado, aplica-se à designação de um estado de perfeição intelectual e moral sobre os assuntos do mar, normalmente atingido apenas por algumas elites nacionais.Em sentido sociológico, a cultura marítima traduz o conjunto de estilos, de métodos e de valores materiais que, juntamente com os bens morais relacionados com o mar, foram adoptados pelos portugueses. Neste contexto, abrange quer um acervo de apetrechos e de instrumentos marítimos, quer um conjunto de hábitos corporais ou mentais marítimos, que servem directamente para a satisfação das necessidades de desenvolvimento e segurança dos portugueses.
A contradição aparente entre a natureza psicológica do homem e o facto de que a cultura marítima, em sentido sociológico, transcende o indivíduo, deu origem, entre nós, ao conceito metafísico de mentalidade marítima. Foi este conceito filosófico e artístico, que fez nascer Portugal como pátria de um povo marítimo. No entanto, na actualidade precisa de ser fortalecido, para que, usando o mar, possamos valorizar o que fomos, o que somos e o que queremos ser, e que possamos pensar o mar como elemento fulcral da nossa vida colectiva, em função do qual poderemos conceber e pôr em prática os novos grandes projectos nacionais. Estes, serão assumidos por uma faculdade ou potência interior, em virtude da qual cada português manifestará um desejo, uma intenção, uma pretensão, uma tendência, uma disposição de espírito, ou uma propensão mais ou menos irresistível para a realização de actos de génese marítima. Isto é, cada um de nós determinar-se-á fazer o que lhe compete na óptica do interesse nacional, tendo o mar como referência. Será esta força intangível, vulgarmente designada por vontade marítima nacional e composta por fundamentos espirituais, intelectuais e materiais, que permitirá a mobilização dos portugueses na prossecução daqueles projectos colectivos, garantindo os desempenhos estratégicos que elevarão e robustecerão Portugal.
A Marinha, ao celebrar anualmente o mar a 20 de Maio, evoca a data histórica da chegada de Vasco da Gama a Calecute, e procura fortalecer a mentalidade marítima dos portugueses e animar os fundamentos espirituais, intelectuais e materiais da vontade marítima nacional. Para isso, as nossas cerimónias estimulam os sentimentos, as ideias e as tradições do povo relativamente ao mar, partilhando o acervo tão diversificado do Museu de Marinha, do Aquário Vasco da Gama e do Planetário Calouste Gulbenkian. As iniciativas da Comissão Cultural da Marinha, da Academia de Marinha, da Biblioteca Central da Marinha, da Escola Naval, do Instituto Hidrográfico, da Revista da Armada e da Banda da Armada, divulgam as artes e ciências ligadas ao mar e contribuem para o aperfeiçoamento intelectual e moral dos portugueses sobre os assuntos do mar. A presença dos navios, dos fuzileiros e dos mergulhadores, bem como dos vários organismos da Direcção-Geral da Autoridade Marítima e da Polícia Marítima, têm como propósito fundamental evocar a presença de Portugal no mar.
Ao CELEBRAR O MAR, a Marinha festeja um passado que importa preservar e projectar no futuro que se quer construir, abrindo novas oportunidades à Nação. Porém, mais do que um momento de exaltação corporativa, é sempre uma manifestação inequívoca da perfeita e secular simbiose do País com a sua Marinha.»
In «REVISTA DA ARMADA» (fotografias e texto), edição de Junho de 2007

segunda-feira, 21 de Maio de 2007

«Navio de Treino de Mar da Marinha Portuguesa leva a bordo cerca de 90 pessoas»

«Partiu no Domingo de Lisboa e avistou ontem terra, ao largo dos Açores, o Creoula, navio da Armada Portuguesa que leva a bordo cerca de 90 pessoas, numa viagem que integra a Luso Expedição Olympus 2007. Abastecido de água e mantimentos, tem regresso marcado a 1 de Junho. Por Marta Duarte (Jornalista da Agência Lusa)
Mais de 150 toneladas de água, uma tonelada de batatas e 800 quilogramas de carne foram necessários para abastecer o navio Creoula numa viagem de vinte dias entre Lisboa e os Açores, ao abrigo da LusoExpedição Olympus 2007. Desde domingo que cerca de 90 pessoas – 40 tripulantes e 50 instruendos, entre alunos, investigadores e jornalistas –, navegam a bordo do Navio de Treino de Mar da Marinha Portuguesa, rumo à ilha de São Miguel, na região autónoma. A expedição, organizada pela Universidade Lusófona, em Lisboa, reúne investigadores e alunos daquela instituição e das universidades dos Açores, do Algarve e do Porto, que vão fazer mergulhos nos ilhéus das Formigas e no banco de Dollabarat. O objectivo é o de recolher organismos marinhos que tenham interesse para a Indústria e para a Biomedicina, entre outros, que serão analisados num laboratório de campanha na biblioteca do navio, trabalho que se prolongará durante meses.
A aproximação a terra e o regresso da cobertura de rede de telemóvel, ontem de manhã, provocou o alvoroço a bordo, mas apenas alguns membros da tripulação estão autorizados a pisar terra, já que o navio, fundeado frente a Vila Franca do Campo, só atracará hoje no porto de Ponta Delgada. Para esta viagem o navio foi abastecido com mais de 150 toneladas de água doce – para consumo, higiene e confecção de alimentos –, uma tonelada de batatas, 800 quilos de carne, 600 de peixe, 100 litros de azeite e 140 de óleo, entre outros mantimentos. Durante os vinte dias de viagem (o regresso a Lisboa está previsto para o próximo dia 1 de Junho), serão servidas mais de três mil refeições. Toda a logística começou a ser preparada cerca de um mês antes da partida. Com autonomia para navegar durante cerca de duas semanas, a grande limitação do navio é mesmo no que respeita à água, já que não tem capacidade para gerá-la a bordo, sendo necessário abastecer os tanques com água da rede pública. “Por vezes é preciso racionar a água e cortá-la durante certos períodos do dia”, sublinhou o comandante Silva Ramos, acrescentando que sempre que pára em algum porto, o navio é reabastecido.
Com 70 anos feitos recentemente – o Creoula foi pela primeira vez lançado à água em 1937 –, é o último bacalhoeiro português à linha, e chegava a transportar 50 doris (pequenos barcos de madeira).»

sábado, 19 de Maio de 2007

CREOULA atraca em Ponta Delgada após 6 dias navegação e enjoos

(Faina de velas a bordo do Creoula, onde decorre a Luso Expedição Olympus 2007 organizada pela Universidade Lusófona)
«Após seis dias de navegação em alto mar, quase dois mil quilómetros percorridos e muitos enjoos, o "Creoula" atracou sábado no porto de Ponta Delgada, Açores, com noventa pessoas a bordo ansiosas por pisar terra firme. Meia centena de alunos e investigadores das universidades Lusófona, dos Açores, do Algarve e do Porto, mais quarenta membros da tripulação saíram domingo de Lisboa com uma missão: chegar à Ilha de São Miguel, nos Açores.

A bordo, os instruendos (aprendizes) participam tal como a tripulação no desempenho das tarefas diárias do navio, não fosse um dos objectivos do "Creoula", utilizado como Navio de Treino de Mar (NTM), aproximar a sociedade civil da vida marítima.

O aviso de alvorada ecoa pelo "Creoula" logo pelas 07h00 e pouco depois todos participam na Faina Geral de Mastros, sempre que é preciso içar, arrear ou alterar a direcção das velas, a que se seguem as limpezas no navio. Além destas tarefas, os aprendizes, à semelhança da tripulação, são divididos em grupos e escalados para trabalhar em regime de "quartos" (durante quatro horas) em tarefas tão variadas como a confecção de alimentos, vigilância ou cálculos de navegação.

A expedição até aos Açores durará ao todo vinte dias e o navio, que está na sua lotação máxima, oferece todas as condições de segurança, segundo garantiu à Lusa o "braço direito" do comandante, Rodrigo Castro.
O navio possui oito jangadas salva-vidas, cada uma com capacidade para vinte pessoas, um total de 160 lugares, o que excede a lotação máxima, que é de 92 pessoas, afirmou o oficial logo no "briefing" de boas-vindas, para tranquilizar os mais receosos. "As jangadas são uma espécie de tendas flutuantes munidas de apetrechos de sobrevivência tais como barras de glucose, água potável selada e até linhas de pesca", que servem para os náufragos "se distraírem" em caso de acidente.
Para Frederico Serradas, aluno do 4º ano do curso de Química da Universidade Lusófona, foi o desafio e a aventura que o fizeram embarcar no "Creoula", experiência que quer aproveitar ao máximo. "Estou a adorar porque todos os dias há algo de novo e mesmo o facto da viagem durar tanto tempo não está a torná-la monótona", sublinha o estudante, de 27 anos.

Para animar as hostes, a organização preparou palestras científicas e passatempos, desde concursos de cultura geral a aulas de ginástica ou de nós e até "workshops" de mergulho. "A nossa principal preocupação tem sido manter a moral das tropas em cima durante a viagem até aos Açores, porque no regresso haverá novidades todos os dias e muito trabalho para fazer", refere Frederico Almada, professor da Lusófona e coordenador da expedição.

Ana Margarida Carvalho, "repetente" nas viagens científicas do "Creoula", aplaude a iniciativa, que diz juntar o "útil ao agradável", pois ao mesmo tempo que está a aprender tem oportunidade de se divertir e conviver com colegas de outros cursos. A aluna do 3º ano do curso de Biologia da Universidade Lusófona vai ter uma frequência prática a bordo do "Creoula" e está entusiasmada com o facto de poder aprender "in loco" matérias habitualmente dadas nas salas de aula.

Durante a viagem de regresso a Lisboa, cuja chegada está prevista para o dia 02 de Junho, os alunos e investigadores envolvidos na missão terão com que se entreter: identificar e analisar o material recolhido durante os mergulhos.
Além dos objectivos científicos, que passam por recolher e analisar organismos marinhos com interesse ao nível da Indústria e Biomedicina, entre outros objectivos, a missão, organizada pela Universidade Lusófona, tem também uma componente pedagógica e de conservação da natureza.»
in «AÇORIANO ORIENTAL», 19-05-2007, por Marta Duarte/Lusa

LusoExpedição 2007 - Rota do "Creoula" é terreno fértil para investigadores

Por Marta Duarte (texto) e Virgílio Rodrigues (fotos), da agência Lusa
Ponta Delgada, 19 Mai (Lusa) - A expedição do "Creoula" até aos Açores é terreno fértil para investigadores de diferentes quadrantes, entre biólogos, cientistas ligados à Oceanografia, Biotecnologia ou Química, cada um centrado na recolha de material específico para o seu estudo.
Em cada mergulho, os investigadores trazem à superfície diferentes espécies de peixes, algas, esponjas e lesmas marinhas, este último grupo analisado depois criteriosamente à lupa no laboratório de campanha montado na biblioteca do navio.

A "LusoExpedição Olympus 2007", organizada pela Universidade Lusófona, reúne cientistas e alunos daquela instituição e das Universidades dos Açores, Algarve e Porto, que vão mergulhar nas águas do Atlântico Norte em busca de material que demorará meses até ser analisado por completo.
É nos ilhéus das Formigas e banco de Dollabarat, ao largo de Santa Maria e São Miguel, que se centrarão boa parte dos mergulhos, mas a chegada aos Açores dois dias antes do previsto permitiu descer logo à água junto ao ilhéu de Vila Franca do Campo.
"Um dos nossos grandes objectivos é perceber como é que as espécies desta zona aqui chegaram, pois sendo as ilhas de origem vulcânica, só terão aparecido quando estas se formaram", refere Frederico Almada, professor da Lusófona e coordenador interino da missão.
Joana Boavida, investigadora da Universidade do Algarve, além de participar nos mergulhos como bióloga, está também a trabalhar a bordo do navio como observadora de aves marinhas para a Sociedade Portuguesa de Estudo das Aves (SPEA).
Munida de binóculos, aparelho de GPS e bloco de notas, é comum vê-la logo pela manhã ou ao final da tarde, momentos mais propícios para a observação, a tirar notas sobre as características e comportamento das aves.
O objectivo é criar uma base de dados nacional, ao abrigo do projecto internacional "Life", para definir áreas importantes para os animais, o que servirá de base à criação de estatutos legais de protecção de reservas ou áreas marinhas.
O interesse de Madalena Humanes, professora de Química na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) é bem diferente: obter amostras de esponjas marinhas cujos componentes possam ser reproduzidos em laboratório para produzir medicamentos.
"A ideia não é retirar todos os componentes que existem em cada espécie, mas conseguir obter pistas para fazer novos fármacos", afirma a investigadora, frisando que isso poderá acontecer apenas no prazo de vinte anos.
Há esponjas que só produzem os componentes com interesse para a Ciência em situação de ameaça, por isso, por vezes, é preciso fazê- lo artificialmente, explica, referindo que as aplicações clínicas podem ir desde a produção de anti-virais a anti-cancerígenos.
Todo o material recolhido é sujeito a triagem, descrito e fotografado a bordo, dando oportunidade aos alunos de vários cursos que participam na expedição de colocar em prática conhecimentos normalmente apenas adquiridos dentro das salas de aula.
Fonte: Agência LUSA

sexta-feira, 18 de Maio de 2007

LusoExpedição 2007 - Mergulhadores começam hoje a recolher material no oceano

A bordo do navio "Creoula", 18 Mai (Lusa) - Duas equipas de investigadores envolvidos na "LusoExpedição 2007" desceram hoje às águas do Atlântico Norte para as primeiras recolhas de material, no âmbito da missão científica organizada pela Universidade Lusófona com destino aos Açores.

Os mergulhos de hoje vão centrar-se na zona em redor do ilhéu de Vila Franca do Campo, frente à ilha de São Miguel, e apenas são possíveis pela chegada do "Creoula" aos Açores dois dias antes do previsto, pois o início dos trabalhos estava programado para segunda-feira.
Cada equipa de biólogos vai ser monitorizada por três mergulhadores profissionais: um que os acompanha na descida, outro que fica à superfície, no semi-rígido, a fazer vigia e outro ainda que fica a bordo do "Creoula" para dar ou receber indicações dos outros membros. "Vamos conseguir fazer mais quatro mergulhos do que o previsto, o que é bom pois serve de treino para os restantes", disse à Lusa a responsável pelos mergulhos, Isabel Alpiarça, do Centro e Escola de Mergulho Nautilus.
Segundo a coordenadora da equipa, estes mergulhos acontecem a uma profundidade menor do que aqueles que irão decorrer a partir de segunda-feira nos ilhéus das Formigas e no banco de Dollabarat, sendo por isso ideais para que os biólogos de adaptem às particularidades do mar dos Açores. Os principais mergulhos - que poderão chegar aos três por dia, o que está dependente das condições meteorológicas -, vão centrar-se na zona que engloba Dollabarat, que se encontra submerso, e as Formigas, uma cordilheira rochosa cuja parte superior está à superfície.
É nesta plataforma, situada ao largo das ilhas de São Miguel e Santa Maria, que vão ser recolhidos os organismos (peixes, algas e esponjas marinhas) que serão identificados e alguns analisados em laboratório. Os ilhéus das Formigas, apesar de terem a parte superior à superfície da água, não servem como local de abrigo, pelo que é necessário tomar precauções redobradas e estar atento a sinais que passam despercebidos à maioria. "Se há um acidente sério, o mergulhador nunca mais é visto e o equipamento de salvamento existente a bordo pode não ser suficiente", frisou João Delgado, um dos membros da equipa profissional de mergulhadores.
Uma das formas de detectar o rasto de um mergulhador, acrescenta, é seguir as bolhas de ar libertadas e a equipa já tem experiência em identificar esses sinais, por isso é que fica sempre um vigia à superfície. Os mergulhos nas Formigas e em Dollabarat podem atingir uma profundidade de 30 a 35 metros e serão feitos em alturas estratégicas do dia: durante o chamado "estofo da maré", período que medeia a transição da maré-cheia para vazia e vice-versa, altura em que a corrente é mais fraca.

MAD. 2007-05-18, 17h30
Fonte: Agência LUSA

LusoExpedição 2007 - Creoula abastecido com toneladas de mantimentos para viagem

Por Marta Duarte (texto) e Virgílio Rodrigues (fotos), da agência Lusa
A bordo do navio "Creoula", Açores, 18 Mai (Lusa) - Mais de 150 toneladas de água, uma tonelada de batatas e 800 quilos de carne foram necessários para abastecer o navio "Creoula" numa viagem de vinte dias entre Lisboa e os Açores ao abrigo da "LusoExpedição Olympus 2007".

Desde domingo que cerca de 90 pessoas - 40 tripulantes e 50 instruendos (aprendizes), entre alunos, investigadores e jornalistas -, navegam a bordo do Navio de Treino de Mar (NTM) da Marinha Portuguesa, rumo à ilha de São Miguel, nos Açores. A expedição, organizada pela Universidade Lusófona, em Lisboa, reúne investigadores e alunos daquela instituição e das Universidades dos Açores, Algarve e Porto, que vão fazer mergulhos nos ilhéus das Formigas e banco de Dollabarat. O objectivo é recolher organismos marinhos com interesse ao nível da Indústria e Biomedicina, entre outros, que serão analisados num laboratório de campanha montado na biblioteca do navio, trabalho que se prolongará depois durante meses.

A aproximação a terra e o regresso da rede de telemóvel, hoje de manhã, provocou o alvoroço a bordo, mas apenas alguns membros da tripulação estão autorizados a pisar terra, já que o navio, fundeado frente a Vila Franca do Campo, só atracará sábado no porto de Ponta Delgada.
Para a viagem, o navio foi abastecido com mais de 150 toneladas de água doce - para consumo, higiene e confecção de alimentos -, uma tonelada de batatas, 800 quilos de carne, 600 de peixe, 100 litros de azeite e 140 de óleo, entre outros mantimentos.
Durante os vinte dias de viagem - o regresso a Lisboa está previsto para dia 01 de Junho -, serão servidas mais de três mil refeições e toda a logística começou a ser preparada cerca de um mês antes da partida.
Com autonomia para navegar durante cerca de duas semanas, a grande limitação do navio é mesmo no que respeita à água, já que o "Creoula" não tem capacidade para gerá-la a bordo, sendo necessário abastecer os tanques com água da rede pública.
"Por vezes é preciso racionar a água e cortá-la durante certos períodos do dia", sublinhou o comandante Silva Ramos, acrescentando que sempre que se pára em algum porto, o navio é reabastecido com o precioso líquido.
Com 70 anos feitos recentemente - o "Creoula" foi pela primeira vez lançado à água em 1937 - este é o último bacalhoeiro português à linha e chegava a transportar cinquenta "doris" (pequenos barcos de madeira) utilizados na pesca do bacalhau. Depois de ter cumprido 37 campanhas de bacalhau, o "Creoula" está há vinte anos ao serviço do Estado português como navio de treino de mar, tendo como principal missão embarcar e aproximar elementos da sociedade civil ao mar. "Somos dos único navios do Estado no mundo que estão abertos à sociedade", afirmou à Lusa o comandante do "Creoula", que dirige os destinos da embarcação há pouco mais de um ano. Construído para navegar nas gélidas águas do Norte, o navio está bem preparado para enfrentar intempéries, saindo para o mar entre Abril e Outubro e ficando, durante o Inverno, atracado em Lisboa.

A próxima grande viagem do "Creoula" programada para este ano vai levar jovens de várias instituições e das Universidades do Porto e Oviedo, em Espanha, à volta do Mediterrâneo, durante dois meses.
MAD. 2007-05-18, 12h44.

Fonte: Agência LUSA

Creoula navega sem dinheiro da Defesa

Símbolo de Portugal nos mares
Creoula navega sem dinheiro da Defesa
por Alexandra Carita

«Todos os anos, por alturas de Fevereiro, o Ministério da Defesa entrega à Marinha a verbas necessárias para manter o Creoula a navegar. Este ano, o dinheiro tarda em chegar.

O Creoula autofinancia-se em 50 por cento, através da diária de 44 euros que cobra a todos os seus passageiros. As verbas aprovadas pelo Ministério da Defesa para o Plano Anual de Utilização do Creoula, o único navio português de treino de mar, ainda não lhe foram entregues. O navio navega neste momento à custa das receitas que gera e com dinheiros provenientes da Marinha para cobrir as suas despesas. Esta situação, diz ao Expresso o secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, "é do foro interno do ministério", definindo o assunto como "matéria classificada".

O orçamento para 2007 aprovado para o navio é de 200 mil euros, um valor que proporciona anualmente, a mais de 700 civis, de todos os escalões etários, uma viagem com direito a aprendizagem de conhecimentos de navegação. Permite ainda a realização de expedições científicas e a participação de Portugal em regatas internacionais de grande prestígio.

Segundo fonte oficial do Creoula, este é o primeiro ano em que o Ministério da Defesa, liderado por Severiano Teixeira, deixa de cumprir a obrigação estipulada pelo Decreto-Lei n.º 138/87, de 20 de Março: "Os encargos de manutenção e operação dos navios de treino de mar são suportados por verbas especialmente inscritas no orçamento do Ministério da Defesa Nacional". Adianta a mesma fonte que a disponibilização do dinheiro ocorre por norma em Fevereiro, dois meses antes do navio sair para o mar.

Confrontado com essa informação, o secretário de Estado adianta que, apesar de "não poder precisar quando é que a verba será entregue", o programa do Creoula "é de significativa importância para o país".

Mesmo tendo o Chefe-de-Estado Maior da Armada "decidido financiar, ele próprio, fabricos mínimos no navio", como afirma fonte oficial do Creoula, a falta de verba já impediu o navio de ver instalado um sistema de ar condicionado, extremamente necessário em cobertas de dimensões muito reduzidas e sempre com lotação esgotada, bem como a realização de obras nas casas-de-banho, nada funcionais e muito menos com equipamento adequado à quantidade e natureza dos civis que embarca. A cozinha também apresenta deficiências devido à condensação de vapor.

Nunca tendo dado prejuízo ao Estado, o Creoula autofinancia-se em 50 por cento, através da diária de 44 euros que cobra a todos os seus passageiros. O navio obedece ao sistema de contabilidade pública, entregando obrigatoriamente aos cofres estatais todo o dinheiro que lhe possa sobrar anualmente, não o podendo utilizar em projectos para o ano seguinte. Também contactado pelo Expresso, o Chefe-de-Estado Maior da Armada, Melo Gomes, delegou no seu porta-voz o comentário sobre a matéria: "Não sabemos quando é que a transferência de verbas será feita. Há-de fazer-se o acerto adequado consoante as contas entre o Ministério da Defesa e a Marinha e a disponibilidade da nossa conta-corrente", referiu Fernando Brás de Oliveira. O porta voz do Chefe-de-Estado Maior da Armada conclui, frisando que "a Marinha está a honrar a sua parte que é pôr o navio a navegar e a cumprir as suas missões".

Uma delas, e por se tratar de uma embarcação tão emblemática, é estar presente, domingo, nas comemorações do Dia da Marinha, em Ponta Delgada, mesmo que para isso tenha tido que alterar as datas de uma expedição científica.»

quarta-feira, 9 de Maio de 2007

EXPERIÊNCIA NÁUTICA - Aventura náutica a bordo do Creoula

«A associação juvenil Juvemedia volta a promover mais uma aventura a bordo do Creoula. A Tall Ships' Race Mediterrâneo é um projecto internacional, onde 50 jovens de todo o país participam ao lado de mais de 3 mil participantes, num total de 80 veleiros de todo o mundo. O veleiro da Marinha de Guerra portuguesa zarpa a 12 de Julho para uma viagem que passará por Barcelona, Toulon e Génova, estando previsto o regresso a Lisboa, a 4 de Agosto. Com a classificação de "navio de treino de mar", o Creoula proporciona aos tripulantes uma experiência única de prática marinha e de navegação.

Uma verdadeira experiência real da vida no mar. Os participantes fazem parte da guarnição do navio, que é intencionalmente insuficiente, para permitir a participação de todos nas actividades da vida a bordo. As inscrições já estão abertas para aquela que é uma das mais admiradas provas náuticas.
Datas: 12 de Julho a 4 de Agosto.
Preço: 1200 euros. Inclui viagem de ida e volta, pensão completa, programa cultural e desportivo em cada porto de passagem, monitores e seguro.
Condições: ter mais de 15 anos e saber nadar.
Tel. 21 354 27 11»
in «Destak»

quarta-feira, 27 de Dezembro de 2006

Ciência - Lusoexpedição passa no Bombordo, enquanto se prepara nova edição

Lisboa, 27 Dez (Lusa) - O programa Bombordo exibe sábado um documentário sobre a Lusoexpedição, que levou um grupo de cientistas em busca dos mistérios das ilhas de Gorringe, enquanto se prepara nova edição do evento, desta vez rumo aos cumes submersos dos Açores. O documentário, dividido em dois episódios, retrata a vida a bordo do "Creoula" durante os sete dias de expedição que levou investigadores de várias universidade e um grupo de 35 estudantes até ao Banco de Gorringe, a 500 quilómetros do cabo de São Vicente.

Neste grupo de ilhas, agora submersas mas que há 18.000 anos eram visíveis no Atlântico, esconde-se uma enorme riqueza de espécies, ainda pouco explorada, e que os cientistas procuraram conhecer melhor, recolhendo amostras em vários mergulhos até aos 40 metros de profundidade.
Alguns dos picos tinham sido já investigados por meios de amostragem indirecta, como sonar e dragas, mas nunca tinham sido estudados com recurso a amostragens indirectas.
A Lusoexpedição2006 acrescentou 43 por cento de espécies às que já tinham sido registadas no local, incluindo uma esponja que produz um composto com actividade anti-HIV. Só na fase preliminar, numa primeira triagem das amostras recolhidas, o número de espécies que estavam identificadas no Gorringe passou de 164 para 235, incluindo algas, esponjas, anelídeos, moluscos, crustáceos, equinodermes (ouriços), peixes, répteis e aves, e mesmo uma nova espécie para a ciência, um molusco provisoriamente baptizado Calliostoma creoulensis.

A missão foi coordenada por Pinto de Abreu, vice-reitor da universidade Lusófona e responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, e contou com a participação de biólogos marinhos das universidades Lusófona, dos Açores, Algarve, Lisboa e Amesterdão. Decorrem ainda as análises laboratoriais como triagem e identificação dos organismos bentónicos (que vivem no fundo do mar) e extracção de DNA.
Enquanto isso, a próxima expedição está já a ser preparada. Desta vez o objectivo é novamente mergulhar "no meio do nada" e recolher peixes e invertebrados marinhos nos cumes submersos do Banco D. João de Castro, Banco de Josephine e Formigas (nos Açores). Posteriormente, as amostras recolhidas serão estudadas do ponto de vista genético e na perspectiva de purificar e testar alguns dos compostos produzidos pelos organismos em termos de aplicação biomédica e industrial.

O documentário sobre a Lusoexpedição 2006, da autoria do jornalista José Sacavém e do camera Carlos Vaz, passa às 14:00 no canal :2.

RCR.
Fonte: Agência LUSA

quarta-feira, 25 de Agosto de 2004

Ílhavo - Baptismo de mar a bordo do Creoula

«Meia centena de jovens das escolas básicas dos primeiro e segundo ciclo e das secundárias do concelho de Ílhavo concluiram, ontem, o seu "baptismo de mar", a bordo do navio de treino "Creoula", da Marinha Portuguesa.
O antigo lugre chegou ontem ao porto de Aveiro, onde está acostado no cais bacalhoeiro, na Gafanha da Nazaré, Ílhavo, depois de uma curta viagem iniciada anteontem na Base Naval do Alfeite. O veleiro da Marinha Portuguesa vai fazer, no porto de Aveiro, uma pausa de pouco mais de dois dias, antes de voltar ao mar, na sexta-feira, para uma viagem até Bilbau, onde é esperado no dia seguinte, depois de uma escala em Vigo. Uma iniciativa intitulada "Experiência de Mar Creoula", habitualmente promovida pela autarquia ilhavense, no âmbito do programa Amar Agosto, de animação de Verão.
A bordo vão seguir cerca de 50 "aprendizes" de marinheiro, com idades entre os 13 e os 60 anos, naturais e/ ou residentes em Ílhavo, terra que foi outrora um importante "entreposto" de marinheiros e pescadores , ligados sobretudo à faina do bacalhau. Durante a viagem serão chamados a colaborar em várias tarefas (do leme à casa das máquinas e na cozinha) a bordo.»
J.C.M.

In [Jornal de Notícias]

domingo, 8 de Agosto de 2004

Oito Dias de Navegação a Bordo do Creoula

por Fernanda Ribeiro (Público)

«Com 1240 milhas náuticas percorridas em 194 horas de navegação entre Lisboa e Nice, os vinte instruendos da primeira etapa da expedição do Creoula ao Mediterrâneo e aos aquários de Valência, Barcelona, e Mónaco, despediram-se, fez ontem oito dias, do veleiro onde tiveram uma experiência fora do comum. Passaram no mar umas férias pagas (1500 euros) em que tiveram de trabalhar e suar, mas em que simultaneamente se deram a um pequeno grande luxo: ter o mar por companheiro, o que à maioria abriu o apetite pela arte de navegar e estimulou o amor pelos oceanos.

Uma nova equipa de 40 instruendos rendeu os que tiveram de abandonar o navio de treino de mar em Nice, onde o Creoula fez escala, e de onde na segunda-feira passada largou rumo a Génova, numa expedição patrocinada pelo Oceanário de Lisboa, que no regresso passará ainda por Palma de Maiorca.

No penúltimo dia, antes de embarcarem de avião rumo a Lisboa, foi tempo de apreciar alguns belíssimos veleiros que, como o Avel e o Tuiga, foram construídos no início do século passado e que agora, depois de recuperados, se mostram na marina do Mónaco.

Na viagem entre Barcelona e Nice, já se sentia alguma nostalgia quando da guarnição alguém lembrava: "Hoje é o vosso último dia de navegação". Nesse dia, os membros da tripulação ainda tiveram um bónus, para recordar: a passagem de baleias a bombordo, imagens que foram captadas por vários oficiais e praças, para quem não é assim tão comum encontrar estes cetáceos por perto. "Quando fomos aos Açores, a expedição tinha precisamente esse objectivo, mas nunca chegámos a vê-las como agora", diziam. Mas se para os instruendos regressar a terra e aos respectivos trabalhos não suscitava grande emoção, já entre a guarnição do navio, que desde Abril passado navega, o sentimento era quase o oposto. "Sorte a vossa", diziam alguns marinheiros, desejosos de ver as namoradas, as mulheres e os filhos a crescer longe deles.
Nesse último dia de navegação ainda houve tempo para mais um exercício de fogo a bordo, desta vez na cozinha e provocando um "ferido", o imediato Gonçalo Baganha, prontamente socorrido pela guarnição e pela equipa médica. Uma derradeira aula de ginástica, ministrada pelo tenente Madeira, o oficial do Creoula que se esforçou por manter em forma os corpos dos seus instruendos, e uma aula de biologia, dada por Patrícia Tiago, sobre a poluição nos mares, preencheu o resto do dia passado no mar, em que também houve quartos, os turnos de trabalho distribuídos pela tripulação.

Belugas, medusas e corais vivos nos aquários da Europa

Quinta e sexta-feira já foram passadas em terra, em Nice e no Mónaco, onde os novos marinheiros visitaram o centenário Museu Oceanográfico, fundado pelo Príncipe Alberto I, pioneiro da oceanografia moderna e amigo do monarca português D. Carlos, com quem partilhou experiências e conhecimentos.

Criado em 1903, este museu tem dos melhores aquários da Europa. Nele se podem ainda encontrar verdadeiros corais, quer os fósseis recolhidos nas expedições oceanográficas feitas por Alberto I, numa época em que não se colocava ainda o risco de destruição destas espécies, quer corais vivos, reproduzidos localmente em águas do Mediterrâneo, captadas para abstecer os aquários do Mónaco. Sendo em pequeno formato, comparativamente aos tanques do Oceanário de Lisboa ou do parque aquático de Valência, o museu do Mónaco possui pequenas pérolas dos mares, tratadas com rigor científico.

E se em Valência se podem observar belugas e outras espécies de grandes dimensões, entre as quais tubarões e golfinhos (estes últimos amestrados para actividades de animação) tal como no parque Marineland, de Antibes, perto de Nice - onde há leões marinhos e orcas também usadas para espectáculo - é em Barcelona, no Aquarium, criado há dez anos, e no Mónaco que se encontra maior afinidade com a forma como no Ocenário de Lisboa são apresentadas as muitas espécies marinhas observadas nesta expedição pelo Mediterrâneo.

O Oceanographic, de Valência, situado na "Cidade das Ciências e das Artes" - cujo plano de pormenor saiu da mão do arquitecto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava - enquadra-se mais no conceito de parque aquático, com muitas sessões de animação e diversões para os mais novos. O Aquarium de Barcelona, apelando mais ao rigor e menos ao espectáculo, é misto, pois tem tanques grandes - não tanto como o do Ocenário de Lisboa, que tem o maior da Europa - e corredores por onde se passa, para que os visitantes se sintam em pleno meio aquático. Medusas, anémonas, peixes escorpião, ou peixes-leão, peixes-palhaço e peixes lua foram algumas das espécies mais apreciadas.

Mas, a melhor apresentação de todas foi a que várias vezes brindou os instruendos a bordo do Creoula, que nesta viagem puderam ver duas espécies de baleias, (baleias piloto e cachalotes) tubarões, golfinhos, mantas (semelhantes às raias) e peixes voadores.

"Não chegámos foi a ter mar", dizia já no último dia João Baptista, que se dividia entre o prazer de usufruir a companhia das calmas e cálidas águas do Mediterrâneo e o gosto pela aventura de apanhar um mar turbulento, como esteve para acontecer na rota para Nice, que acabou por ser desviada das rajadas do mistral, a fim de eviar enjoos entre a tripulação.

Mas já no final da viagem, eram vários os instruendos a desejar que a Marinha e o Ministério da Defesa nunca se arrependam de manter o velho bacalheiro a navegar, como tem feito desde há dois anos, sob o comando de Martins da Cruz, estimulando o gosto pela arte e o amor pelos oceanos.»

segunda-feira, 29 de Junho de 1998

CREOULA PROJECT CELEBRATES 500 YEAR-OLD RELATIONSHIP

St. John's, Newfoundland and Labrador

«This summer 100 young people will travel across the Atlantic as part of Expo '98 in one of the last remaining ships from the historic Portugese White Fleet. The Creoula voyage will celebrate Newfoundland and Labrador's heritage connections to Portugal and forge new ties across the Atlantic.

The Atlantic Canada Opportunities Agency (ACOA) and Human Resources Development Canada (HRDC) are providing financial assistance to the commemorative voyage.

The Honourable Fred J. Mifflin, Minister of Veterans Affairs and Secretary of State for ACOA, on behalf of the Honourable Pierre S. Pettigrew, Minister of Human Resources Development Canada (HRDC) announced today funding for the Creoula project in the amount of $10,000 (ACOA) and $72,000 (HRDC).

Minister Mifflin is in Portugal participating in a Team Canada event at Expo '98, a world forum and showcase with the theme "Oceans: A Heritage for the Future." Minister Mifflin toured the Creoula, which was on display at the Expo site, with Patricia Marsden-Dole, Canadian Ambassador to Portugal. "One of the purposes of this summer's voyage is to educate young Canadians about their cultural heritage and to exchange that kind of information with youth in Portugal", said Minister Mifflin. "At the same time, the youths will learn basic seamanship, safety and team building skills."

The Creoula is now used as a sea training ship. It will leave Aveiro, Portugal, early in August and will sail to St. John's with 25 Canadian and 25 Portugese youth aboard as working passengers. Later in the summer the ship will return to Portugal providing an experience for an additional 50 youth from both countries. Most of the 50 Canadian youth are from Newfoundland. All 100 youth are the children of families from both countries who fished the Grand Banks. The youth will take part in Expo '98 events in Lisbon before they leave Portugal.

"The project fosters links between the Marine Institute of Memorial University and the University of Aveiro in Portugal," said Minister Pettigrew. "The Marine Institute is training the Canadian youth in seamanship and marine safety in preparation for the voyage. It is important that we build connections like this while giving some of Canada's young people an opportunity to learn new skills that will help them in their future careers."

The Creoula project is being organized by The Heritage Foundation of Newfoundland and Labrador. For more information, contact: Randy Devine, ACOA (Tel: 709 772-2935) or David Earles, HRDC (Tel: 709 772-5346).»

sexta-feira, 24 de Abril de 1998

«Volunteers sought for historic Trans-Atlantic voyage»

«Adventure on the high seas will be in store for 40 young Newfoundland and Labrador sailors this summer when a vessel of the famed Portuguese White Fleet covers the well-travelled nautical path between Portugal and St. John's. This summer, the Creoula, a four-masted sailing vessel that once travelled here annually with the White Fleet will return to Newfoundland and Labrador waters, this time on a cultural exchange, and with the participation of 40 young Newfoundlanders and Labradorians as crewmembers. They will be joined by 5 young Portuguese-Canadians selected from applicants in Montreal and Toronto.
The Creoula Voyage is a project of the Heritage Foundation of Newfoundland and Labrador, and represents an exciting opportunity for young Newfoundlanders and Labradorians who wish to serve as volunteer crewmembers, says foundation chairperson Victoria Collins. "The event will be a cultural opportunity for youth from Portugal and Canada to learn about the relationships that were established when the Portuguese White fleet regularly visited St. John's", Collins says. "The exchange will see about 20 young Canadian representatives fly to Portugal to join the Creoula for her departure from the port of Aveiro, while 25 more will meet the vessel when she arrives in St. John's and join her for the return trip."

An equal number of young people from Portugal will make up the other half of the crew for each leg of the trans-Atlantic voyage. "The project will also include several days of cultural activities in Portugal, including a visit to Expo `98, and further heritage-related activities in St. John's", says project manager Ken Corbett. "There will also be an opportunity to explore the new and developing technologies in each other's countries."

The positions are available to male and female Canadian citizens, aged 18 to 22, who are residents of Newfoundland and Labrador. Sailing experience is an asset, but not essential. All selected youth will participate in a 10-day training program conducted by the Marine Institute in St. John's that will include survival training, as well as general seamanship. Project kits containing additional information and application forms can be obtained from the Heritage Foundation in St. John's, the Marine Institute, as well as all high schools, public colleges, and the provincial Department of Tourism, Culture and Recreation in St. John's, or by calling (709) 739-1936. All applications must be received by May 15, 1998.

Names will be drawn at random if the number of successful applicants exceeds the available berths, and it is anticipated that the selected candidates will be notified in early June. The selected candidates will be required to take a medical examination, and be available for one of the two trans-Atlantic voyages between mid-July and late August, or mid-August to late September.

There is no financial requirement for the participants, other than personal spending money. The project will be funded by Federal and Provincial government departments and agencies as well as private corporations. Fishery Products International is the first company to become a sponsor, and opportunities for other corporate sponsors are currently being explored. Any company interested in becoming a sponsor should call (709) 739-1936 for more information.

The Creoula Voyage is a project of the Heritage Foundation of Newfoundland and Labrador, with the participation of the Marine Institute of Memorial University of Newfoundland, the City of St. John's, and the provincial Department of Tourism, Culture and Recreation.

Contact: Ken Corbett, Project Manager - the Creoula Voyage, (709) 739-1936

April 24, 1998 (Tourism, Culture and Recreation)
This release is being distributed on behalf of the Heritage Foundation of Newfoundland and Labrador»
Fonte: [News Releases] of the Government of Newfoundland and Labrador - Canada.

quinta-feira, 23 de Abril de 1998

Portugal's White Fleet.

«The Portuguese have been fishing the Grand Banks of Newfoundland for centuries. And the Portuguese fishermen and Newfoundlander's worked and traded together in peaceful harmony. The Portuguese fishermen and fishing boats, known as the "WHITE FLEET" sailed from Portugal to the fishing banks of Newfoundland, Labrador, Greenland, Nova Scotia and Saint Pierre.
The White Fleet left Portugal in the spring and returned to Europe in the fall. Ships would land at Sydney (Cape Breton, Nova Scotia) or St. John's (Newfoundland) for provisions.
Traditionally the Portuguese used hooks and/or nets to catch Northern Cod. Their catch was preserved by a process called "Wet Salting" or "Green Salting". However, since the advent of factory trawlers and industrial commercial fishing, the way that we interact has changed.
In 1977 Canada extended it's coastal waters to 200 miles. At this time Portuguese and other European fishing vessels were discouraged from using Canadian ports.
Today over fishing continues. In order to protect the vulnerable groundfish of the Grand Banks and the Flemish Cap, the Green Party advocates a unilateral extension of Canadian sovereignty to 350 miles from Newfoundland's coast.

The CREOULA, a Portuguese Navy training vessel, sailed from Lisbon (Lisboa) to St. John's to commemorate Portugal's cod fishery heritage. The Creoula made 37 voyages to the Grand Banks. The Last was in 1973. The Creoula could carry about 12,800 quintals of "Green Cod" (about 800 tonnes) together with about 60 tonnes of cod liver oil.»

Fonte: [Infonet Saint John’s]

quinta-feira, 1 de Janeiro de 1970

«COD FISHING AIDED BY "MILD" SUMMER». Portuguese Schooner Catches 900 Tons in the Greenland Area and on Grand Banks

By ALAN VILLIERS, Special to THE NEW YORK TIMES.
October 16, 1950, Monday
(Page 38, 1535 words)

PONTA DELGADA, Azores, Sept. 23 - Scupper-deep with 900 tons of Greenland and Grand Banks cod, upwards of twenty tons of high-grade cod-liver oil and thirty tons of salted tongues, codfish cheeks and backbone membranes ... [ END OF FIRST PARAGRAPH ].