segunda-feira, 14 de janeiro de 2008


Descobrimos o CREOULA retratado em mais uma capa da «Revista da Armada» (ver os mastros no lado direito da fotografia). Trata-se da capa da edição de Janeiro de 2008. Soma já quatro o número de vezes em que o CREOULA recebe tamanha distinção.

sábado, 24 de novembro de 2007

Marinha evoca 200 anos da partida da Familia Real Portuguesa para o Brasil

(Nascer do Sol retratado por Raquel Sabino Pereira a bordo do Creoula, em Agosto de 2004)

Lisboa, 24 Nov (Lusa) - A Torre de Belém, que há 200 anos assistiu à partida da família real portuguesa para o Brasil fugindo à invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte, foi hoje cenário da evocação da ocasião, com uma cerimónia militar com as armadas portuguesa e brasileira.

Promovido pela Marinha Portuguesa, o acto contou com a presença dos ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, do chefe de Estado-Maior da Armada portuguesa, almirante José Ribeiro de Melo Gomes, e do comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, almirante Álvaro Augusto Dias Monteiro. Durante a cerimónia foram condecorados os Estandartes do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e do Comando do Corpo de Fuzileiros de Portugal, desfilaram a Banda da Armada, o Bloco de Estandartes Nacionais, o Colégio Militar, a Escola Naval, a Força de Fuzileiros representativa das Brigadas Reais de Portugal e do Brasil (uniformizados à época), e o Batalhão de Fuzileiros.

No Tejo, em frente à Torre de Belém, estiveram fundeados a fragata Niterói da Marinha do Brasil, a fragata portuguesa Álvares Cabral e o navio [Creoula].
O embarque da família real portuguesa para o Brasil teve lugar em 24 de Novembro de 1807, quando tropas invasoras francesas já se encontravam em Abrantes e Napoleão Bonaparte afirmava que a Casa de Bragança tinha deixado de reinar em Portugal. Napoleão conquistara todos os países da Europa, à excepção de Portugal, tendo imposto um bloqueio naval aos portos franceses e ingleses, aos quais apenas a costa portuguesa podia valer. O embarque realizou-se no tempo recorde de 48 horas, implicando a partida do rei D. João I, de toda a família real e da sua corte, com a transferência de mobiliário, arquivos, e toda a volumosa documentação necessária à gestão do Reino, para além de quase todo o tesouro público. A esquadra, apesar de contrariada por ventos contrários, saiu da barra em 29 de Novembro, 18 horas antes da entrada de Junot em Lisboa. Constava de oito naus, quatro fragatas, 12 brigues e uma galeota, acompanhada de 31 navios mercantes com mais de 15.000 pessoas e algumas escunas. Nos 65 navios que zarparam do cais de Belém com 15.000 pessoas a bordo seguiram a família real de D. João I, a corte e as elites científicas, militares e culturais do país, naquela que foi classificada hoje pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Fernando Ribeiro de Melo Gomes, como "a maior operação logística jamais realizada em Portugal, que hoje se designa por mobilidade estratégica". Quando o general Junot entrou em Lisboa à frentes das tropas francesas já só conseguiu observar, ao longe, a esquadra portuguesa. Os franceses perdiam assim a primeira cartada: não aprisionavam a família real nem se apoderavam da esquadra portuguesa. Por outro lado, a capital do Reino era transferida para o Brasil, conjugando a governação simultânea do Reino e do Império, retirando aos franceses a legitimidade de se poderem arrogar como novos e legais governantes do país. D. João deixou ordens para que não houvesse resistência aos invasores, evitando o inútil derramamento de sangue e deixou nomeada uma Junta de Governo encarregada de garantir o funcionamento do território com instruções para colaborar com Junot. A invasão francesa prolongou-se de 1807 a 1815.
Fonte: Agência LUSA

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Jovens de nove países europeus a bordo de antigo navio de guerra português

«A associação H20 está ao leme de um projecto que traz jovens de toda a Europa para conhecer um antigo navio de guerra português.

Aprender a mexer no leme de um navio e ajudar na condução de motores e na vigilância são apenas algumas das tarefas a executar pelos 52 jovens que participam num intercâmbio ao nível europeu liderado pela H2O, uma associação juvenil de Arrouquelas, Rio Maior. Durante cinco dias os jovens, entre os 16 e os 25 anos, provenientes de Espanha, Itália, Polónia, Roménia, Hungria, Bulgária, Letónia, Estónia e Portugal vão viajar a bordo do Creoula, antigo navio de guerra português.
A iniciativa insere-se no projecto organizado pela associação e co-financiado pela União Europeia (UE) através do programa “Juventude em Acção”. A ideia partiu de Alexandre Jacinto, responsável da H2O, que quis aproveitar a presidência portuguesa na UE para desenvolver um projecto original no nosso país. Os 16 anos que leva como enfermeiro militar da marinha portuguesa foram fundamentais para a concepção e realização deste projecto que a H2O classifica como sendo o mais arrojado e criativo de sempre.

A vida a bordo de um navio tem características únicas, nomeadamente na vivência em grupo num espaço limitado. Para o sucesso da experiência é necessária a boa integração de todos os elementos, a tolerância e o trabalho de equipa. São estes valores que pretendemos desenvolver e intensificar durante esta jornada”, diz. Os jovens terão contacto com várias culturas e maneiras de pensar. “Acredito que depois de 11 dias de experiência única serão jovens diferentes do ponto de vista cultural e humano”, garante o enfermeiro.

Os contactos para a cedência do Creoula começaram no final de 2006. Assim que recebeu resposta positiva por parte do governo português a associação começou a divulgar o projecto. Era necessário contactar associações de jovens de outros países. Alexandre Jacinto e o grupo de jovens que compõem a H2O não conseguiam esconder a entusiasmo e o nervosismo por terem a possibilidade de organizar um projecto de tamanha dimensão. O projecto foi tão bem recebido pelas associações europeias, que receberam cerca de 60 candidaturas de colectividades a quererem participar. A H2O ficou espantada e, ao mesmo tempo, orgulhosa da enorme receptividade. Mas o navio só tem capacidade para 52 jovens o que implicou uma selecção de participantes. “Vieram os que responderam primeiro”, explica o responsável.

Dia 20 é o momento alto do intercâmbio que teve início na terça-feira com a chegada dos jovens. O Creoula parte esta quinta-feira do cais de Lisboa com destino a Portimão, no Algarve, onde deverá chegar na tarde de sábado. Durante os dias de viagem vão realizar-se vários workshops sobre Suporte Básico de Vida e até folclore. Com o objectivo de mostrar a cultura de todos os países participantes cada grupo vai realizar, nas ruas de Portimão, um pequeno apontamento cultural alusivo ao seu país. No dia seguinte os jovens voltam para Lisboa. E no último dia de viagem visitam Arrouquelas onde vão poder contactar com a população e contar-lhes a experiência vivida nos últimos dias.»

Fonte: Ana Isabel Borrego, in [O Mirante]

terça-feira, 18 de setembro de 2007

«Nove países a bordo do "Creoula" - Cinquenta e dois jovens em intercâmbio fazem paragem em Portimão»

O Veleiro da Marinha de Guerra Portuguesa “Creoula” traz a bordo, a partir de hoje, 18 de Setembro, cinquenta e dois jovens de nove países europeus, que vão chegar a Portimão no próximo dia 22 de Setembro às 15:00 horas, numa iniciativa organizada pela H2O-Associação de Jovens de Arrouquelas. Esta acção beneficia do Alto Patrocínio do Gabinete do Primeiro-Ministro José Sócrates e da representação da Comissão Europeia em Portugal, assim como da participação do velejador Ricardo Diniz, embaixador Europeu dos Oceanos, no âmbito do Livro Verde do Mar.
Integrados no projecto “European Citizenship...By the Sea we Learn”, trinta raparigas e vinte e dois rapazes, com idades compreendidas entre os 16 e os 25 anos, participam num intercâmbio multilateral, através de nove Organizações Não-Governamentais. Durante cinco dias no mar e seis em terra, os participantes serão envolvidos em actividades diversificadas e originais, algumas delas a bordo do navio “Creoula”, que será o ponto alto deste intercâmbio. O velejador Ricardo Diniz, que tem uma participação activa nesta iniciativa, embarca junto com os jovens.

Fonte: [Região Sul]

«Projecto de intercâmbio leva jovens da UE a bordo do Creoula»

Meia centena de jovens de nove países europeus participam, a partir de hoje, num projecto de intercâmbio que os levará numa viagem, de Lisboa a Portimão, a bordo do veleiro da Marinha de Guerra Portuguesa Creoula.

Promovido pela Associação de Jovens H2O de Arrouquelas, freguesia do concelho de Rio Maior, o projecto «European Citizenship... By the Sea we Learn» envolve 53 jovens com idades compreendidas entre 18 e os 26 anos que vão passar, em Portugal, seis dias no mar e quatro em terra.

Alexandre Jacinto, presidente da direcção da H2O, disse hoje à agência Lusa que o projecto, que conta com o patrocínio da Representação da Comissão Europeia em Portugal, representa um desafio para a associação, que desde há cinco anos se envolveu no programa «Juventude em Acção», promovendo numerosas actividades internacionais. «Colocámos como desafio fazer uma coisa diferente de todas aquelas em que temos participado, pelo que, aproveitando a presidência portuguesa da União Europeia, candidatámos este projecto», que contou com o apoio da Marinha de Guerra Portuguesa, disse.

Os jovens, provenientes de Espanha, Itália, Polónia, Roménia, Hungria, Bulgária, Letónia, Estónia e Portugal, vão ser recebidos quarta-feira pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e pela Comissão Parlamentar de Assuntos Europeus, seguindo-se um passeio pela cidade de Lisboa, onde ficarão até sexta-feira. Nesse dia, os jovens vão juntar-se aos 40 tripulantes do Creoula, ficando a conhecer as tarefas que irão realizar nos seis dias a bordo - limpezas, cozinha, vigilância, operação de equipamentos electrónicos, leme, entre outras, incluindo algumas de carácter pedagógico.
Segundo Alexandre Jacinto, o projecto tem vindo a despertar inúmeras manifestações de interesse, tanto da parte de entidades oficiais como de meios de comunicação social, nomeadamente da EuroNews, que deverá ter uma equipa com os jovens a bordo do Creoula.
A tarde e noite de sábado serão dedicadas a uma «Mostra da Europa», a realizar numa praça de Portimão, onde cada uma das organizações participantes fará uma representação (teatro, dança ou música) de um tema relacionado com a Europa.
A mostra incluirá stands da Europe Direct, da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género/Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades e de várias associações e um workshop sobre o Livro Verde do Mar, com a presença do velejador solitário Ricardo Diniz, nomeado embaixador europeu dos Oceanos.
Os jovens ficarão ainda dois dias no concelho de Rio Maior, onde participarão na aplicação de um inquérito à população, que vai testar o conhecimento de questões europeias, disse.

Frisando a importância da consciencialização das populações para as questões europeias, Alexandre Jacinto referiu a importância da actividade que a H2O tem vindo a desenvolver na criação de dinâmicas numa pequena freguesia (900 habitantes).
Criada há 10 anos, a associação conta com 50 jovens associados, mas «envolve muitos mais nos projectos que promove nas escolas» e nas actividades que realiza no concelho e no distrito de Santarém, adiantou. Enfermeiro militar, Alexandre Jacinto encara o seu envolvimento na vida associativa como um hobby, considerando «um privilégio» contribuir para a formação dos jovens.

Fonte: [Diário Digital]

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

CREOULA : 70 ANOS DE TRADIÇÃO

Em Portugal, a história tem navegado de braço dado com os navios desde sempre. O nosso passado e cultura marítima só tiveram os contornos que conhecemos pela existência dessas criaturas, quantas vezes esquecidas, designadas por navios.
Apesar de hoje parecermos mais um País a “ver navios” do que uma terra de marinheiros, os navios continuam a fazer parte integrante da realidade portuguesa contemporânea, com alguns particularmente famosos por aliarem a tradição passada a um presente que se quer aproado ao mar.
Lançado à água nos Estaleiros Navais do Porto de Lisboa há 70 anos, o lugre CREOULA é um desses navios famosos a justificar admiração e orgulho. Admiração pela beleza das suas linhas simples, a lembrar um cisne dos mares. Orgulho pelos serviços relevantes que, mercê de uma boa estrela, o navio vem prestando desde 1937 ao País.

UMA HISTÓRIA FASCINANTE

O CREOULA, que este Verão navegou no Mediterrâneo com jovens portugueses em treino de mar, tem uma longa história.
Foi construído em Lisboa nos antigos estaleiros da Rocha do Conde de Óbidos, então arrendados pelo Porto de Lisboa à CUF – Companhia União Fabril, do industrial Alfredo da Silva. Destinou-se a uma empresa pioneira na pesca do bacalhau, a Parceria Geral de Pescarias, Lda., então propriedade do Armador Sr. Vasco Bensaude e de facto fez 37 campanhas anuais de pesca aos míticos bancos da Terra Nova e Gronelândia entre 1937 e 1973.
Não ficaria por aqui o contributo do CREOULA para a nossa história marítima contemporânea. A qualidade e originalidade da sua construção e o facto de ter sido sempre mantido em excelentes condições pela empresa armadora fizeram logo despertar o interesse de estrangeiros no sentido da sua transformação para cruzeiros turísticos, como aconteceu ao lugre ARGUS, mas o seu valor patrimonial foi reconhecido pelo Estado, que obrigou o armador à cedência do CREOULA por um valor simbólico.
Nas mãos do Estado desde 1979, pensou-se de início em preservar o CREOULA como museu das pescas, adaptando-o para utilização estática. Felizmente o excelente estado do casco levou o então Secretário de Estado das Pescas, Eng. José Carlos Gonçalves Viana, um dos poucos Governantes das últimas décadas com conhecimentos e respeito pelos navios e sua importância, a alterar o projecto, promovendo a transformação do CREOULA para navio de treino de mar, isto é, navio-escola de vela destinado a embarcar jovens para períodos de familiarização com a vida a bordo e no alto-mar.
A ideia teve concretização feliz, e o CREOULA foi modernizado e alterado em Lisboa nos estaleiros Parry & Son, sob a direcção de um dos comandantes mais ilustres do tempo da Parceria, o Sr. Capitão António Marques da Silva. Mantendo a traça original, os espaços anteriormente utilizados para porão do sal e do peixe deram lugar a cobertas para alojamentos adequados ao embarque de 51 instruendos além de uma guarnição composta por 6 oficiais e 32 sargentos e praças.
A renovação do CREOULA ficou concluída em 1987 e foi decidido entregar o navio à Marinha de Guerra Portuguesa, que o recebeu oficialmente no dia 1 de Junho de 1987. Desde então o CREOULA tem navegado graças à dedicação da Marinha que tem sido inexcedível no carinho e interesse com que vem cumprindo desde há já 20 anos as missões associadas ao navio.
Classificado como Navio de Treino de Mar, o CREOULA participa anualmente nas principais regatas de grandes veleiros disputadas em águas europeias, do Báltico ao Mediterrâneo, muitas vezes ao lado desse outro ícone marítimo nacional que é a barca SAGRES. Além dessas regatas normalmente organizadas pela Sail Training Association, o CREOULA tem feito inúmeros cruzeiros na costa portuguesa, ilhas Atlânticas, Terra Nova, Cabo Verde, África do Norte, etc., facultando a descoberta do mar a milhares de jovens.
Alguns desses jovens desenvolveram graças ao CREOULA uma verdadeira paixão pelo mar, embarcando sucessivamente ano após ano no navio.

MUSEU VIVO

Em 70 anos de navegações, o CREOULA tornou-se num museu vivo único no mundo. A traça original de lugre bacalhoeiro permanece como repositório de histórias de um passado recente e quase esquecido. A bordo do CREOULA é possível sentir ainda a dureza das inclemências do mar que todos os anos centenas de pescadores tão corajosos como anónimos enfrentavam sós, nos seus dóris, a remos, na imensidão do Atlântico Norte.
O navio é também memória do ressurgimento da indústria naval ao tempo do Estado Novo. Foi construído em Lisboa, por operários portugueses, oficialmente em apenas 62 dias úteis de trabalho. O lançamento solene ao Tejo foi presidido pelo Chefe de Estado, Marechal Óscar Carmona, na tarde de 10 de Maio de 1937. Para o casco foi utilizado aço da melhor qualidade que havia sobrado da construção de contratorpedeiros.
A construção do CREOULA cifrou-se em 2500 contos, recebendo um subsídio do “Fundo de Desemprego” no valor de 446 contos, apoio repartido com o irmão gémeo SANTA MARIA MANUELA, construído ao lado do CREOULA e lançado ao mar na mesma ocasião.
Terminado o aprestamento e aparelhado em lugre de quatro mastros, o CREOULA saiu para o mar pela primeira vez a 30 de Junho de 1937 rumo aos bancos de pesca da Terra Nova. A bordo seguiam cerca de 50 pescadores, 25 dos quais açoreanos, como era tradição da Parceria Geral de Pescarias.
Exactamente 70 anos depois do bota-abaixo, o aniversário do CREOULA foi comemorado em Lisboa a bordo, numa festa quase de família, promovida pelo Comando do navio e pela Marinha.
O CREOULA estava atracado à Doca da Marinha. Embandeirado festivamente e impecável com o seu belo casco branco e mastros amarelos, parecia tão jovem e cheio de energia como quando desceu a carreira no estaleiro da Rocha 70 anos antes. De entre os convidados, todos os antigos Comandantes ainda vivos, um neto do Armador original e o último Gerente da velha Parceria Geral de Pescarias, entretanto desaparecida. Também antigos instruendos, com destaque para a veterana e grande amiga do CREOULA, Dra. Raquel Sabino Pereira, que detém o recorde de embarques no navio, com 14 viagens desde Maio de 1988, incluindo a participação na Cutty Sark Tall Ships race de 1988 manifestou de forma emocionada a sua ligação ao veleiro, dando um presente ao navio e abrindo um site dedicado à história do antigo bacalhoeiro (http://lmc-creoula.blogspot.com/).
Pouco depois o CREOULA largou para o Atlântico Norte e participou nas comemorações do Dia da Marinha na ilha de São Miguel, estando agora a navegar no Mediterrâneo.
Além do CREOULA foi construído na mesma altura em Lisboa um lugre gémeo, que o Armador Sr. Vasco Bensaude cedeu à família Orey durante a construção. Este navio devia ter-se chamado ARGUS, mas recebeu o nome SANTA MARIA MANUELA e pertenceu à Empresa de Pesca de Viana até ser vendido em 1964 à Empresa de Pesca Ribau, de Aveiro e transformado em navio motor em 1969. O casco foi entretanto recuperado e o SANTA MARIA MANUELA está o a ser reconstruído em Aveiro.
Em substituição do navio cedido à Empresa de Pesca de Viana, Vasco Bensaude mandou construir em 1939 na Holanda o lugre ARGUS, muito semelhante ao CREOULA, com uma série de melhoramentos ditados pela experiência das duas primeiras campanhas de pesca do CREOULA.
O ARGUS foi vendido em 1974 ao estrangeiro e navega nas Caraíbas como veleiro de cruzeiros com o nome POLYNESIA. A dispersão da antiga frota bacalhoeira portuguesa conta ainda com o lugre patacho GAZELA, que foi adquirido por interesses dos EUA e está preservado em Filadélfia.
Em Portugal, o CREOULA continua a navegar e a dar a conhecer o mar a novas gerações de marinheiros. A sua preservação activa é um dos mais positivos empreendimentos marítimos das últimas décadas ocorridos em Portugal, quase uma excepção num quadro pouco marítimo de desinvestimento persistente no que toca ao mar ocorrido na Europa e no nosso País. Mas com o CREOULA a navegar não há lugar para pessimismos desnecessários, mas sim alegria pelo legado dinâmico do navio e esperança num futuro mais próximo do mar, da marinha e dos navios.

Luís Miguel Correia, escrito a 20 de Agosto de 2007 e publicado na revista MAGAZINE GRANDE INFORMAÇÃO, nº 19, edição de Setembro/Outubro 2007, páginas 112 a 119

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Descobrimos o CREOULA retratado em mais uma capa da «Revista da Armada». Trata-se da capa da edição de Novembro de 2006. Soma já três o número de vezes em que o CREOULA recebe tamanha distinção.

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

O CREOULA NA IMPRENSA ASTURIANA

(O "Creoula" de regresso à Base Naval do Alfeite, em 25-Ago-2007.
Fotografia de Luís Miguel Correia)
  1. Seminario de la Universidad Itinerante del Mar (Edición Impresa -Avilés - 22-03-2007);

  2. «Este es un viaje personal, al fondo de uno mismo» - Director del Centro de Cooperación y Desarrollo Territorial (Cecodet) y uno de los responsables del curso de la Universidad Itinerante del Mar, Fermín Rodríguez Gutiérrez recibió ayer a los estudiantes que atracaban en el puerto de Avilés, y dio la bienvenida a los que se sumaban a la aventura, no sin antes recordarles que «el verdadero desafío de esta experiencia es la convivencia» (Edición Impresa - 02-08-2006);

  3. El velero 'Creoula' llegará el día 27 a Avilés con alumnos de Marina Civil (Edición Impresa -17-07-2006);

  4. Con el viento de popa (Edición Impresa -Asturias - 11-06-2006);

  5. Estudiantes asturianos y portugueses realizarán un curso de verano en alta mar (Edición Impresa - 19-05-2006);

  6. Avilés será sede de un curso en el buque escuela portugués (Edición Impresa -Avilés - 19-05-2006);

  7. Errol Flynn al acecho - Cuatro y media de la madrugada. El Creoula cruza con cautela el Estrecho de Gibraltar. No se ve ni la Luna y hace frío. En el puente de mando, cinco estudiantes se arremolinan sobre una mesa donde hay desplegada una carta de navegación tradicional, iluminada por una pequeña lámpara y por los reflejos verdosos de las pantallas del radar, el GPS y otros cachivaches tecnológicos que tapizan la cabina con números y vectores. A los cuatro les ha tocado guardia de 4 a 8, el «cuarto de modorra», como lo llaman los tutores de la Universidad Itinerante del Mar (UIM) (Sociedad y Cultura - 24-08-2007);

  8. Un barco de cuatro palos y 67,4 metros de eslora - El 'Creoula' es un espectacular velero de cuatro palos y 67,4 metros de eslora que pertenece a la Armada portuguesa. Se trata de un antiguo bacaladero que conserva la protección en la proa para navegar entre hielo (Edición Impresa - 01-08-2006);

  9. La Universidad Itinerante del Mar trae a Asturias al velero 'Creoula' - Asturias, en general, y el puerto de Avilés, en particular, será hoy escenario de un singular encuentro en el marco de la Universidad Itinerante del Mar, iniciativa en la que participan las universidades de Oviedo y Oporto (Edición Impresa - 01-08-2006);

  10. El Puerto se da cuatro años para atraer líneas de crucero - La Autoridad Portuaria de Avilés se ha dado un plazo de cuatro años para atraer líneas de crucero que hagan escala en la ciudad. Así lo anunció ayer el presidente del Puerto, Manuel Ponga, durante el acto de recepción del buque escuela de la Armada de Portugal, el 'Creoula' (Edición Impresa -Avilés - 02-08-2006);

  11. El buque escuela portugués 'Creoula' llega a Avilés en el marco de un curso universitario - El buque escuela de Armada de Portugal 'Creoula' arriba hoy al puerto de Avilés en el marco del curso de verano organizado por la Universidad Itinerante del Mar, una iniciativa puesta en marcha este año por la universidades de Oviedo y Oporto (Edición Impresa -Avilés - 01-08-2006);

  12. El buque escuela portugués 'Creoula' llega a mañana a Avilés - El buque escuela de la Armada portuguesa 'Creoula' arribará mañana a Avilés dentro del curso de verano que cerca de cuarenta estudiantes de las universidades de Oviedo y Oporto siguen en el marco de la iniciativa conjunta Universidad Itinerante del Mar (Edición Impresa -Avilés - 31-07-2006);

  13. Las universidades de Oviedo y Oporto abren el curso que traerá al buque escuela 'Creoula' - Las Universidades de Oviedo y Oporto abrieron ayer oficialmente el curso de la Universidad Itinerante de la Mar que traerá a Avilés al buque escuela de la Armada portuguesa 'Creoula' (Edición Impresa -Avilés - 27-07-2006);

  14. Lecciones entre salitre - María Luisa Sánchez espera impaciente mientras, a su alrededor, juegan los sobrinos. Son ya más de diez días los que ha pasado sin ver a su hija, Begoña Maldonado, que un buen día, aconsejada por su familia, decidió tomar parte en el curso que la Universidad Itinerante del Mar ofrece en el buque escuela 'Creoula'. Dicho y hecho. Cogió sus bártulos y a Lisboa se fue a recibir clases teóricas sobre Derecho Marítimo, Medio ambiente, Cartografía, Navegación... Lo mejor vendría después: nueve días haciendo vida y obra -mucho tuvieron que fregar en el navío- en un velero que partía de Lisboa y ayer, por fin, llegaba a Avilés ( Edición Impresa - 02-08-2006);

  15. Trevín utiliza el 'Creoula' como ejemplo del potencial económico del Noroeste ibérico - El delegado del Gobierno en Asturias, Antonio Trevín, quiso observar ayer en la llegada a Avilés del velero portugués 'Creoula' (Criolla, en castellano) un ejemplo del potencial de desarrollo económico de la «'eurorregión' del Noroeste ibérico» (Edición Impresa -Avilés - 02-08-2006);

  16. Lecciones de mar - María Luisa Sánchez espera impaciente mientras, a su alrededor, juegan los sobrinos. Son ya más de diez días los que ha pasado sin ver a su hija, Begoña Maldonado, que un buen día, aconsejada por su familia, decidió tomar parte en el curso que la Universidad Itinerante del Mar ofrece en el buque escuela 'Creoula'. Dicho y hecho. Cogió sus bártulos y a Lisboa se fue a recibir clases teóricas sobre Derecho Marítimo, Medio ambiente, Cartografía, Navegación... Lo mejor vendría después: nueve días haciendo vida y obra -mucho tuvieron que fregar en el navío- en un velero que partía de Lisboa y ayer, por fin, llegaba a Avilés (Edición Impresa - 02-08-2006)


FONTE: [EL COMERCIO DIGITAL]

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Cancelada recepção de hoje dos reis de Espanha a estudantes-marinheiros

«Porto, 21 Ago (Lusa) - A Universidade do Porto reconheceu hoje a impossibilidade de realização da anunciada recepção dos reis de Espanha a universitários-marinheiros ibéricos em viagem a bordo do veleiro "Creoula", que previa para o final da tarde de hoje em Portimão.
A recepção D. Juan Carlos e D. Sofia tinha sido anunciada segunda-feira pela própria universidade, co-organizadora da viagem dos estudantes universitários no navio-escola da Armada Portuguesa. Fonte da Universidade do Porto não clarificou as razões que impossibilitaram o encontro dos monarcas espanhóis com os universitários-marinheiros de Espanha e Portugal.

D. Juan Carlos e a Rainha Sofia estão no Algarve para assistir à regata Breitling MedCup'07.
A fonte da Universidade do Porto revelou, entretanto, que o comandante do "Creoula" vai organizar quarta-feira uma recepção para velejadores da regata Breitling MedCup'07.

Quartenta e três estudantes universitários ibéricos estão a participar, há cerca de duas semanas, numa acção de formação a bordo navio-escola "Creoula", um veleiro da Armada Portuguesa.

Falando segunda-feira à agência Lusa a partir do próprio "Creoula", o docente Sermin Rodrigues, da Universidade de Oviedo, realçou "a valia da ideia de cooperação e fraternidade entre jovens ibéricos" subjacente à iniciativa.

"Aqui não se fala português nem espanhol. Apenas portunhol", afirmou o docente, querendo significar com isto que não há quaisquer barreiras ao "salutar" convívio dos universitários dos dois países. "Não conheço outra experiência similar na Europa para dar uma formação completar a estudantes universitários", assegurou ainda Sermin Rodrigues, sublinhando as "virtudes" do programa como "escola de humanidade", num barco onde é "imprescindível" o espírito de entreajuda.

Os 43 estudantes a bordo do "Creoula", no âmbito da designada "Universidade Itinerante do Mar", são oriundos das universidades portuguesas do Porto e Algarve e espanhola de Oviedo, e terminam sábado a sua missão em Lisboa. Constituem um segundo grupo de universitários a quem foi proporcionada esta aventura à descoberta dos mares, particularmente do Mar Mediterrânico, com passagem pelo porto de Tânger, em Marrocos.

O primeiro grupo, de 40 alunos das mesmas universidades, fez a rota a bordo do "Creoula", entre 17 de Julho e 02 de Agosto. Os universitários começaram por receber uma formação em terra relacionada com o tema "O Mediterrâneo um espaço de encontro entre culturas" e, já no "Creoula", participaram em tarefas quotidianas necessárias à vida a bordo como vigia, navegação, limpeza ou cozinha. "A formação visa a transmissão de informação e de conhecimento sobre diferentes temas relacionados com o mar e a sua importância para o desenvolvimento sustentável da União Europeia", afirma a organização da iniciativa, num comunicado.

Acrescenta que a "abordagem à componente navegação favorece ainda o desenvolvimento de um conjunto de valores e de capacidades - de solidariedade, de trabalho em equipa, de resolução de problemas, de disciplina - que contribuem para preparar os alunos para viver, trabalhar e explorar num mundo cada vez mais com mais competição".

O "Creoula", palco desta afirmação é um veleiro de quatro mastros, navio de instrução da Marinha Portuguesa, construído em 1937 nos estaleiros da CUF. Em 1979 foi adquirido à Parceria-Geral de Pescarias pela Secretaria de Estado das Pescas para se tornar num museu de pesca. Durante os reparos, verificou-se que o casco se apresentava em óptimas condições, pelo que se deliberou que continuaria a navegar, desta feita transformado em Navio de Treino de Mar.»

Fonte: Agência LUSA, 2007-08-21, 14h59

«Reis de Espanha recebem amanhã estudantes-marinheiros em Portimão»


Os reis de Espanha vão receber amanhã, terça-feira, em Portimão, 43 estudantes universitários ibéricos que há quase duas semanas participam numa acção de formação a bordo navio-escola "Creoula", um veleiro da Armada Portuguesa, disse hoje fonte ligada à iniciativa.

Segundo Joana Coutinho, da Universidade do Porto, D. Juan Carlos e a Rainha Sofia - que estão no Algarve para assistir à regata Breitling MedCup'07 - recebem a comitiva às 19h00, em local ainda a determinar.
Falando à agência Lusa a partir do próprio "Creoula", o docente Sermin Rodrigues, da Universidade de Oviedo, disse que a recepção dos Reis de Espanha ao grupo a bordo do veleiro significa um "reconhecimento" dos monarcas "da valia da ideia de cooperação e fraternidade entre jovens ibéricos" que está subjacente à iniciativa."Aqui não se fala português nem espanhol. Apenas portunhol", afirmou o docente, querendo significar com isto que não há quaisquer barreiras ao "salutar" convívio dos universitários dos dois países."Não conheço outra experiência similar na Europa para dar uma formação completa a estudantes universitários", assegurou ainda Sermin Rodrigues, sublinhando as "virtudes" do programa como "escola de humanidade", num barco onde é "imprescindível" o espírito de entreajuda.
Os 43 estudantes a bordo do "Creoula", no âmbito da designada "Universidade Itinerante do Mar", são oriundos das universidades portuguesas do Porto e Algarve e espanhola de Oviedo, e terminam sábado a sua missão em Lisboa. Constituem um segundo grupo de universitários a quem foi proporcionada esta aventura à descoberta dos mares, particularmente do Mar Mediterrânico, com passagem pelo porto de Tânger, em Marrocos. O primeiro grupo, de 40 alunos das mesmas universidades, fez a rota a bordo do "Creoula", entre 17 de Julho e 02 de Agosto. Os universitários começaram por receber uma formação em terra relacionada com o tema "O Mediterrâneo um espaço de encontro entre culturas" e, já no "Creoula", participaram em tarefas quotidianas necessárias à vida a bordo como vigia, navegação, limpeza ou cozinha. "A formação visa a transmissão de informação e de conhecimento sobre diferentes temas relacionados com o mar e a sua importância para o desenvolvimento sustentável da União Europeia", afirma a organização da iniciativa, num comunicado. Acrescenta que a "abordagem à componente navegação favorece ainda o desenvolvimento de um conjunto de valores e de capacidades - de solidariedade, de trabalho em equipa, de resolução de problemas, de disciplina - que contribuem para preparar os alunos para viver, trabalhar e explorar num mundo cada vez mais com mais competição".
O "Creoula", palco desta afirmação é um veleiro de quatro mastros, navio de instrução da Marinha Portuguesa, construído em 1937 nos estaleiros da CUF. Em 1979 foi adquirido à Parceria-Geral de Pescarias pela Secretaria de Estado das Pescas para se tornar num museu de pesca. Durante as reparações, verificou-se que o casco se apresentava em óptimas condições, pelo que se deliberou que continuaria a navegar, desta feita transformado em Navio de Treino de Mar.
20 de Agosto de 2007 16:53 lusa

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

"Creoula" distinguido em regata internacional como navio que mais contribuiu para intercâmbio de culturas

«Faro, 08 Ago (Lusa) - O "Creoula", Navio de Treino de Mar (NTM) da Armada Portuguesa ganhou o prémio da embarcação que mais contribuiu para o intercâmbio de culturas durante a regata "Tall Ships Race Med 2007", que terminou em Génova, Itália.

O prémio, atribuído pela cidade de Antuérpia, patrocinadora da Sailing Training International (STI), que organiza o evento, é "um dos mais cobiçados", diz a Marinha, em comunicado divulgado hoje.
O "Creoula" foi assim distinguido como o navio que, pela sua "postura, envolvimento e apresentação", mais contribuiu durante todo o evento para a "troca de culturas entre navios, sã camaradagem" e que mais representa o espírito da STI.
Considerado o último bacalhoeiro português, o "Creoula", lançado à água em 1937, arrecadou ainda o prémio que distingue o instruendo - neste caso Marta, de 15 anos -, que mais contribuiu e beneficiou da regata.
A regata, cuja última etapa decorreu entre Toulon e Génova, reuniu 15 países, num total de 50 embarcações, das quais 13 pertencentes à classe A (mais de 40 metros de comprimento).
O "Creoula" dirige-se agora para o porto de Barcelona, cidade onde embarcarão alunos da Universidade Itinerante do Mar, que resulta de uma cooperação entre as universidades de Oviedo e do Porto.»

Fonte: [Agência LUSA]

Em 2007-08-08, 17h07 (mas o Creoula nesta data já estava no Porto de Barcelona...)

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

COMUNICADO OFICIAL

Creoula distinguido com prémio internacional

«No porto de Génova terminou a regata “Tall Ships Race Med 2007” organizada pela Sailing Training International (STI). Após a parada das tripulações foram distribuídos pela STI os diversos prémios com que esta organização costuma distinguir os navios.

Ao CREOULA foram atribuídos dois importantes prémios. O primeiro atribuído ao aluno, de entre todos os navios, considerado aquele que mais evoluiu, contribuiu e beneficiou desta regata. Foi atribuído à instruenda Marta de quinze anos, tendo também, certamente, contribuído para tal, o profissionalismo com que a associação de juventude “JUVEMEDIA”, actualmente embarcada no navio, encarou esta sua participação.

O outro prémio atribuído ao CREOULA, e porventura um dos mais cobiçados, foi oferecido pelo patrocinador da STI, a cidade de Antuérpia e distingue o navio que pela sua postura, envolvimento e apresentação, durante todo o evento, mais contribuiu para a troca de culturas entre os navios, sã camaradagem, e que mais representa o espírito que a STI preconiza.

Nesta regata estiveram representados 15 países, e mais de cinquenta embarcações, das quais 13 pertencentes à classe A (mais de 40 metros de comprimento), sendo de salientar a presença dos navios LIBERTAD, AMERIGO VESPUCCI, GUAYAS, MIRCEA, STAD AMESTERDAM, CAPITAN MIRANDA, entre outros.
A última perna da regata decorreu entre Toulon e Génova. Depois da largada da regata ter sido adiada de 24 horas por causa do fortíssimo Mistral que soprava, a regata em si decorreu com muito pouco vento e variável em direcção. Estas condições obrigaram a guarnição e os instruendos, organizados no esquema de bordadas, a trabalho extra. No final o CREOULA, navio de trabalho, pesado e com pouca área vélica, quedou-se pelo meio da tabela classificativa.

A cidade de Génova envolveu-se muito neste evento, sendo disso exemplo, o imenso publico presente, e a alta qualidade dos eventos preparados para as guarnições dos navios.

O CREOULA dirige-se agora para o porto de Barcelona, com boas previsões meteorológicas em relação à travessia do Golfo de Leão. Em Barcelona trocará de alunos, embarcando a Universidade Itinerante do Mar, sendo esta uma cooperação entra a Universidade de Oviedo e a Universidade do Porto.»

in [Marinha]

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

«Universidade do Mar solta amarras - Oitenta e três universitários embarcam hoje no Creoula»


«Oitenta e três estudantes do ensino superior e secundário espanhóis e portugueses vão frequentar, em Agosto, a Universidade Itinerante do Mar (UIM), a bordo do navio “Creoula”, anunciou uma fonte da Universidade do Porto (UP). O projecto é uma iniciativa conjunta das universidades do Porto e de Oviedo (Espanha) e da Marinha Portuguesa, que a partir de hoje transformará o navio-escola “Creoula” na Universidade Itinerante do Mar (UIM). Esta iniciativa, que em 2006 se realizou pela primeira vez só com estudantes de mestrado e doutoramento, estende-se este ano a estudantes do ensino superior e secundário, visando sensibilizar os jovens para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o mar. A UIM é composta por dois cursos quinzenais que levam ao extremo o conceito de “aula prática”. O projecto constitui também uma iniciativa na área da formação contínua, um exemplo de cooperação universitária internacional e representa para a UP uma oportunidade de abertura ao exterior, já que a UIM tem como parceiros a Marinha Portuguesa e várias empresas patrocinadoras. Antes das viagens por mar os alunos, que provêm das formações mais diversas, são concentrados na Escola Naval, no Alfeite (primeiro curso) e em Avilés, em Espanha (segundo curso), onde frequentarão, durante dois dias, seminários de preparação.
O primeiro curso, com 41 alunos, arranca quinta-feira da Escola Naval rumo a Barcelona, numa viagem com escalas previstas em Ajaccio (Córsega) e Mahón, na ilha de Menorca, e que termina dia 14, em Palma de Maiorca. No dia seguinte, o “Creoula” parte, com os 42 alunos do segundo curso, rumo a Avilés, nas Astúrias, norte de Espanha, que é o porto mais perto de Oviedo onde chegará dia 25, depois de escalas em Tânger (Marrocos) e Portimão. Durante a sua permanência no mar, os alunos serão integrados na tripulação do “Creoula”, submetidos à disciplina da Marinha, cumprindo todas as tarefas da vida a bordo, ao mesmo tempo que fazem a sua formação em sala. As matérias em estudo abrangem a economia marítima e “clusters” do mar, o papel dos oceanos na sustentabilidade global, a importância do mar na história da Europa e ambiente e ordenamento do território, com especial incidência nas regiões costeiras, havendo no final exames de avaliação, já que o curso constitui uma pós-graduação universitária.
O “Creoula” é um lugre de quatro mastros, construído em 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral das Pescarias.
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Creoula - Barco histórico
O “Creoula” navega a motor e à vela, sistema que lhe proporciona melhor velocidade e qualidades de manobra. Em 1979 foi adquirido pelas secretarias de Estado das Pescas, para nele ser instalado um museu de pesca. No entanto, verificado o excelente estado em que se encontrava, foi deliberado que o navio se manteria a navegar.»

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

«Mais de 80 alunos portugueses e espanhóis aprendem segredos do Mediterrâneo»

«Universidade Itinerante do Mar envolve universidades do Porto, Algarve e Oviedo e alunos do ensino secundário. Vida a bordo e importância do Mar Mediterrâneo entre as matérias do curso.»

«Durante um mês, o navio-escola "Creoula" será transformado numa espécie de universidade no alto mar para 83 estudantes portugueses e espanhóis. Os alunos do ensino superior e do secundário vão percorrer as costas de Portugal, Espanha, França e Marrocos em dois cursos quinzenais.

O primeiro grupo faz-se ao mar no próximo sábado, em Barcelona, mas a segunda edição da Universidade Itinerante do Mar começa quinta-feira, às 9h00, ainda em terra. Na Escola Naval do Alfeite, em Almada, os alunos vão ter contacto com temas como a “importância estratégica do Mediterrâneo”, a “história e cultura” deste mar e aprender regras básicas de navegação, explica ao JPN Rui Azevedo, professor da Universidade do Porto, que promove o curso em parceria com as universidades de Oviedo, de Espanha, e do Algarve.

Durante a viagem, os alunos aprenderão a desempenhar tarefas essenciais da vida a bordo, como a vigia, o comando do leme e a limpeza do navio. Serão uma "sombra da guarnição", diz o director português do curso. A bordo, haverá ainda momentos de trabalho, que serão apresentados em Outubro, e de redacção de um diário de bordo por aluno.

Depois do sucesso da [edição do ano passado], os organizadores decidiram alargar a participação à Universidade do Algarve, de onde vêm 10 alunos, e ao ensino secundário, que contribui com outros tantos, com o apoio da iniciativa Ciência Viva.

A decorrer entre quinta-feira e 14 de Agosto, o primeiro curso arranca na Escola Naval do Alfeite, parte de Barcelona no sábado para voltar via Palma de Maiorca, com passagens por Ajaccio (Córsega) e Mahón (ilha de Menorca). Já o segundo grupo reúne-se, a 12 de Agosto, na cidade de Avilés, nas Astúrias, iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso a Lisboa marcado para o dia 26 e com escalas em Tânger e Portimão.
Alunos ansiosos
A caminho de Almada, Ana Pereira, de 21 anos, estudante do 3.º ano de Biologia na Faculdade de Ciências da Universidade do Porto (FCUP), confessava ao JPN a excitação de participar pela primeira vez no curso. “No ano passado um colega meu participou e adorou”, contou a aluna, interessada particularmente na biodiversidade do Mediterrâneo.
Este ano, o percurso já não é pelo Oceano Atlântico, o que torna tudo mais interessante para Daniela Vasconcelos, de 20 anos, colega de curso de Ana Pereira. “Quando vi o itinerário não resisti. Não corremos o risco de ter mau tempo”, afirmou. »

Por [Pedro Rios]

sexta-feira, 6 de julho de 2007

70.º Aniversário de CREOULA

«No passado dia 10 de Maio comemorou-se com o navio atracado na Doca da Marinha o seu Septuagésimo Aniversário, tendo estado presentes alguns Almirantes e Oficiais de Marinha e diversas entidades civis de que se realçam o Dr. Aníbal Paião, Administrador da empresa “Pascoal e Filhos”, que apoiou a recuperação do “Creoula”, o Capitão Marques da Silva, penúltimo Comandante do “Creoula”, elementos da Aporvela, da Juvemédia e do Centro Náutico Moitense, Helder Claro, último gerente da Parceria Geral das Pescas (última empresa proprietária do “Creoula”) e Mário Crespo, jornalista da SIC.

A cerimónia, presidida pelo Comandante da Flotilha, CALM Tavares de Almeida, teve início com a guarnição formada no cais onde, perante todos os convidados, foram proferidos discursos pelo Comandante do navio, CFR Silva Ramos, pelo Prof. Pinto Abreu, representante da instituição que iria embarcar em mais uma missão do navio e pelo Prof. Miguel Sequeira, Presidente da Estrutura de Missão para os Assuntos do Mar.

Seguidamente, foi descerrada a bordo uma placa comemorativa do evento, tendo o CALM Tavares de Almeida efectuado um discurso alusivo, a que se seguiu um almoço. No final do almoço foram entregues medalhas comemorativas aos antigos Comandantes do Navio, homenageando no nome deles todas as guarnições que cumpriram serviço no Creoula, quer durante as campanhas do bacalhau, quer durante a sua actual missão de Navio de Treino de Mar. A cerimónia terminou com o Bolo de Aniversário, cantando-se os merecidos “Parabéns” ao Navio.

Após 70 anos, o “Creoula”, o último bacalhoeiro português e único Navio de Treino de Mar Nacional, continua a representar a ligação viva de um passado da maior importância histórica a um presente de serviço à cultura e à formação da juventude portuguesa, na perpetuação de uma tradição marítima sem igual no mundo. (Colaboração do NTM “Creoula”)»

in [Revista da Armada], edição de Julho de 2007

domingo, 24 de junho de 2007

Bacalhau n' «O sentido do gosto»

(Silva Ramos e José Bento dos Santos)


«O comandante do navio-escola «Creoula», Silva Ramos, é o anfitrião de José Bento dos Santos, no programa «O sentido do gosto» que vai para o ar, hoje, às 11 horas, na RTP 1. O programa de hoje é subordinado à temática do bacalhau e foi gravado no único bacalhoeiro português a navegar desde 1937 - o «Creoula». Trata-se de uma lição sobre as origens, características e técnicas de captura utilizadas na pesca do bacalhau durante quatro décadas. Não são por isso esquecidos os navios «Dori», característicos das frotas de pesca portuguesas, nos quais "cada pescador era o capitão do seu próprio navio", já que viajava sozinho. Nesta viagem pela história do bacalhau, José Bento dos Santos oferece-nos algumas receitas como "Bacalhau Brandade", "Bacalhau à Pil-Pil" e um original "Cozido à Portuguesa de Bacalhau".

In [Jornal de Notícias]

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Universidade Itinerante do Mar

Porto, 15 Jun (Lusa) - Dez estudantes do ensino secundário deverão participar, este ano, na Universidade Itinerante do Mar (UIM), uma iniciativa conjunta das universidades do Porto e de Oviedo (Espanha) e da Marinha Portuguesa, anunciou hoje fonte da Universidade do Porto. A UIM é um projecto que vai transformar o navio-escola "Creoula" numa universidade itinerante durante o mês de Agosto.

Esta será a segunda edição do projecto, que visa "formar e sensibilizar estudantes universitários para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o Mar".

A edição de 2006 contou com a participação de 74 jovens universitários, sendo que este ano a iniciativa abre-se a dez estudantes do secundário. Em comunicado, a Universidade do Porto adianta que alunos dos 10º, 11º e 12º anos poderão candidatar-se a participar nesta UIM até dia 22, para assim integrar uma tripulação de "marinheiros" das duas universidades.

A iniciativa decorrerá, à semelhança do ano passado, em dois cursos diferentes. O primeiro, a decorrer na primeira quinzena de Agosto, arrancará na Escola Naval do Alfeite, em Lisboa, devendo os participantes embarcar no navio-escola no dia cinco, em Barcelona.

O segundo grupo reúne-se a 12 de Agosto, nas Astúrias, iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso marcado para 26 de Agosto.Os cursos, este ano subordinados ao tema "O Mediterrâneo, um Espaço de Encontro entre Culturas", incluem formação em terra e no mar, sendo que a bordo do "Creoula" os participantes "vão complementar a formação itinerante com uma vivência intensiva da lide quotidiana do veleiro".

Os estudantes do secundário que se queiram candidatar a esta experiência deverão fazê-lo junto da Universidade do Porto, por telefone ou e-mail (educacao.continua@reit.up.pt).O processo de selecção dos candidatos irá ter em conta a aprovação num conjunto de vários exames médicos e todos os estudantes devem saber nadar.»

Fonte: Agência Lusa

quinta-feira, 14 de junho de 2007

«Creoula» vai este ano albergar dez alunos do secundário

Universidade Itinerante alarga tripulação à conquista dos mares da Europa

«Trinta e dois estudantes da Universidade do Porto (UP) vão partir à “descoberta” do Mar Mediterrâneo, durante a II Universidade Itinerante do Mar (UIM). Trata-se do segundo capítulo da expedição do conhecimento proposta pelo projecto promovido pela UP, em parceria com a Universidade de Oviedo (Espanha). Formar e sensibilizar estudantes universitários para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o Mar são os grandes objectivos de uma iniciativa que, em 2006, levou 84 jovens a cumprir o primeiro “caminho marítimo” para a UIM.

A grande novidade desta edição passa pela participação inédita de alunos do ensino secundário. Terminadas que estão as candidaturas para oficiais superiores – entenda-se, universitários -, são dez os estudantes do 11º e 12º anos que, até 22 de Junho, se podem candidatar a fazer parte da tripulação de 74 “marinheiros” das universidades do Porto, de Oviedo e - pela primeira vez - do Algarve que vão subir a bordo do navio-escola “Creoula”. Assim se apresenta o veleiro da Armada Portuguesa reconvertido para possibilitar a vivência de jovens no mar e que, após cruzar os mares da Terra Nova durante 40 anos, volta a ser o centro da “missão UIM”.

Reunida a tripulação e a nau, falta traçar o melhor rumo para uma aventura que, à semelhança do ano passado, vai decorrer durante o mês de Agosto, em dois cursos diferentes. A decorrer de 1 a 14 de Agosto, o primeiro curso arranca na Escola Naval do Alfeite, em Lisboa, devendo os alunos subir a bordo do “Creoula” no dia 5, em pleno porto de Barcelona, para voltar via Palma de Maiorca. Já o segundo grupo reúne-se, a 12 de Agosto, na cidade de Avilés (Astúrias), iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso marcado para o dia 26.
Os dois cursos contam com a participação de estudantes portugueses e espanhóis que vão começar por ter formação em terra. A mesma compõe-se de quatro seminários relacionados com o tema que marca a edição deste ano da UIM: “O Mediterrâneo, um Espaço de Encontro entre Culturas”. Assimilada a teoria, e já a bordo do “Creoula”, os participantes vão complementar a formação itinerante com uma vivência intensiva da lide quotidiana do veleiro. Aqui, os “marinheiros” da UIM poderão trocar experiências para recordar num diário de bordo que, par ao primeiro curso, registará ainda passagens por Ajaccio (Córsega) e Mahón (ilha de Menorca). Já o segundo curso deixará a sua marca em Tânger e Portimão. Todos os estudantes terão também que realizar um projecto final com as suas “conquistas”, a ser entregue, já longe dos mares, a 5 de Novembro.»

In «Ciência Hoje», 2007-06-14
ADENDA: Notícia igualmente divulgada pelo «Barlavento Online» [AQUI]!!...

REVISTA DA ARMADA - Junho de 2007

CELEBRAR O MAR


«O mar é um elemento decisivo da construção de Portugal e da afirmação consciente do ser português. Foi do mar que brotou a alma colectiva que edificou a nossa Pátria, com a convicção íntima de si própria, e o seu carácter vincadamente diferenciado. É o mar que nos permitirá manter um conceito de vida português, distinto, por exemplo, de outros povos amigos com quem partilhamos o projecto político de formação de uma nova Europa.
Todavia, vivemos num estado de insensibilidade colectiva relativamente ao mar! Por isso, é tão débil a noção de que o mar confere ao país uma capacidade de afirmação internacional muito maior do que aquela que decorre da dimensão física do seu território. Por isso, são tão desvalorizadas as ameaças à segurança nacional que, através do mar, encontram um mais fácil acesso. Por isso, se tira tão pouco partido da função do mar enquanto via de comunicação global de pessoas e bens. Por isso, se continua a poluir o mar, em níveis tão elevados, a exercer uma tremenda pressão urbanística sobre os espaços litorais, e a sobreexplorar os recursos marinhos.É a nossa actual indiferença mental relativamente ao mar, que nos impede de percepcionar convenientemente a sua importância para elevar e robustecer Portugal. Este problema é grave, e a sua solução passa, em primeira instância, por um enriquecimento da cultura marítima dos portugueses, porque só ela permitirá desenvolver os níveis de consciência necessários para se entender o real valor do mar para o nosso país.
A cultura marítima, em sentido filosófico, designa a vida intelectual ou o pensamento crítico e reflexivo dos portugueses sobre o mar. Por um lado, compreende o estudo das ciências e das artes ligadas ao mar e, por outro lado, aplica-se à designação de um estado de perfeição intelectual e moral sobre os assuntos do mar, normalmente atingido apenas por algumas elites nacionais.Em sentido sociológico, a cultura marítima traduz o conjunto de estilos, de métodos e de valores materiais que, juntamente com os bens morais relacionados com o mar, foram adoptados pelos portugueses. Neste contexto, abrange quer um acervo de apetrechos e de instrumentos marítimos, quer um conjunto de hábitos corporais ou mentais marítimos, que servem directamente para a satisfação das necessidades de desenvolvimento e segurança dos portugueses.
A contradição aparente entre a natureza psicológica do homem e o facto de que a cultura marítima, em sentido sociológico, transcende o indivíduo, deu origem, entre nós, ao conceito metafísico de mentalidade marítima. Foi este conceito filosófico e artístico, que fez nascer Portugal como pátria de um povo marítimo. No entanto, na actualidade precisa de ser fortalecido, para que, usando o mar, possamos valorizar o que fomos, o que somos e o que queremos ser, e que possamos pensar o mar como elemento fulcral da nossa vida colectiva, em função do qual poderemos conceber e pôr em prática os novos grandes projectos nacionais. Estes, serão assumidos por uma faculdade ou potência interior, em virtude da qual cada português manifestará um desejo, uma intenção, uma pretensão, uma tendência, uma disposição de espírito, ou uma propensão mais ou menos irresistível para a realização de actos de génese marítima. Isto é, cada um de nós determinar-se-á fazer o que lhe compete na óptica do interesse nacional, tendo o mar como referência. Será esta força intangível, vulgarmente designada por vontade marítima nacional e composta por fundamentos espirituais, intelectuais e materiais, que permitirá a mobilização dos portugueses na prossecução daqueles projectos colectivos, garantindo os desempenhos estratégicos que elevarão e robustecerão Portugal.
A Marinha, ao celebrar anualmente o mar a 20 de Maio, evoca a data histórica da chegada de Vasco da Gama a Calecute, e procura fortalecer a mentalidade marítima dos portugueses e animar os fundamentos espirituais, intelectuais e materiais da vontade marítima nacional. Para isso, as nossas cerimónias estimulam os sentimentos, as ideias e as tradições do povo relativamente ao mar, partilhando o acervo tão diversificado do Museu de Marinha, do Aquário Vasco da Gama e do Planetário Calouste Gulbenkian. As iniciativas da Comissão Cultural da Marinha, da Academia de Marinha, da Biblioteca Central da Marinha, da Escola Naval, do Instituto Hidrográfico, da Revista da Armada e da Banda da Armada, divulgam as artes e ciências ligadas ao mar e contribuem para o aperfeiçoamento intelectual e moral dos portugueses sobre os assuntos do mar. A presença dos navios, dos fuzileiros e dos mergulhadores, bem como dos vários organismos da Direcção-Geral da Autoridade Marítima e da Polícia Marítima, têm como propósito fundamental evocar a presença de Portugal no mar.
Ao CELEBRAR O MAR, a Marinha festeja um passado que importa preservar e projectar no futuro que se quer construir, abrindo novas oportunidades à Nação. Porém, mais do que um momento de exaltação corporativa, é sempre uma manifestação inequívoca da perfeita e secular simbiose do País com a sua Marinha.»
In «REVISTA DA ARMADA» (fotografias e texto), edição de Junho de 2007

segunda-feira, 21 de maio de 2007

«Navio de Treino de Mar da Marinha Portuguesa leva a bordo cerca de 90 pessoas»

«Partiu no Domingo de Lisboa e avistou ontem terra, ao largo dos Açores, o Creoula, navio da Armada Portuguesa que leva a bordo cerca de 90 pessoas, numa viagem que integra a Luso Expedição Olympus 2007. Abastecido de água e mantimentos, tem regresso marcado a 1 de Junho. Por Marta Duarte (Jornalista da Agência Lusa)
Mais de 150 toneladas de água, uma tonelada de batatas e 800 quilogramas de carne foram necessários para abastecer o navio Creoula numa viagem de vinte dias entre Lisboa e os Açores, ao abrigo da LusoExpedição Olympus 2007. Desde domingo que cerca de 90 pessoas – 40 tripulantes e 50 instruendos, entre alunos, investigadores e jornalistas –, navegam a bordo do Navio de Treino de Mar da Marinha Portuguesa, rumo à ilha de São Miguel, na região autónoma. A expedição, organizada pela Universidade Lusófona, em Lisboa, reúne investigadores e alunos daquela instituição e das universidades dos Açores, do Algarve e do Porto, que vão fazer mergulhos nos ilhéus das Formigas e no banco de Dollabarat. O objectivo é o de recolher organismos marinhos que tenham interesse para a Indústria e para a Biomedicina, entre outros, que serão analisados num laboratório de campanha na biblioteca do navio, trabalho que se prolongará durante meses.
A aproximação a terra e o regresso da cobertura de rede de telemóvel, ontem de manhã, provocou o alvoroço a bordo, mas apenas alguns membros da tripulação estão autorizados a pisar terra, já que o navio, fundeado frente a Vila Franca do Campo, só atracará hoje no porto de Ponta Delgada. Para esta viagem o navio foi abastecido com mais de 150 toneladas de água doce – para consumo, higiene e confecção de alimentos –, uma tonelada de batatas, 800 quilos de carne, 600 de peixe, 100 litros de azeite e 140 de óleo, entre outros mantimentos. Durante os vinte dias de viagem (o regresso a Lisboa está previsto para o próximo dia 1 de Junho), serão servidas mais de três mil refeições. Toda a logística começou a ser preparada cerca de um mês antes da partida. Com autonomia para navegar durante cerca de duas semanas, a grande limitação do navio é mesmo no que respeita à água, já que não tem capacidade para gerá-la a bordo, sendo necessário abastecer os tanques com água da rede pública. “Por vezes é preciso racionar a água e cortá-la durante certos períodos do dia”, sublinhou o comandante Silva Ramos, acrescentando que sempre que pára em algum porto, o navio é reabastecido.
Com 70 anos feitos recentemente – o Creoula foi pela primeira vez lançado à água em 1937 –, é o último bacalhoeiro português à linha, e chegava a transportar 50 doris (pequenos barcos de madeira).»

sábado, 19 de maio de 2007

CREOULA atraca em Ponta Delgada após 6 dias navegação e enjoos

(Faina de velas a bordo do Creoula, onde decorre a Luso Expedição Olympus 2007 organizada pela Universidade Lusófona)
«Após seis dias de navegação em alto mar, quase dois mil quilómetros percorridos e muitos enjoos, o "Creoula" atracou sábado no porto de Ponta Delgada, Açores, com noventa pessoas a bordo ansiosas por pisar terra firme. Meia centena de alunos e investigadores das universidades Lusófona, dos Açores, do Algarve e do Porto, mais quarenta membros da tripulação saíram domingo de Lisboa com uma missão: chegar à Ilha de São Miguel, nos Açores.

A bordo, os instruendos (aprendizes) participam tal como a tripulação no desempenho das tarefas diárias do navio, não fosse um dos objectivos do "Creoula", utilizado como Navio de Treino de Mar (NTM), aproximar a sociedade civil da vida marítima.

O aviso de alvorada ecoa pelo "Creoula" logo pelas 07h00 e pouco depois todos participam na Faina Geral de Mastros, sempre que é preciso içar, arrear ou alterar a direcção das velas, a que se seguem as limpezas no navio. Além destas tarefas, os aprendizes, à semelhança da tripulação, são divididos em grupos e escalados para trabalhar em regime de "quartos" (durante quatro horas) em tarefas tão variadas como a confecção de alimentos, vigilância ou cálculos de navegação.

A expedição até aos Açores durará ao todo vinte dias e o navio, que está na sua lotação máxima, oferece todas as condições de segurança, segundo garantiu à Lusa o "braço direito" do comandante, Rodrigo Castro.
O navio possui oito jangadas salva-vidas, cada uma com capacidade para vinte pessoas, um total de 160 lugares, o que excede a lotação máxima, que é de 92 pessoas, afirmou o oficial logo no "briefing" de boas-vindas, para tranquilizar os mais receosos. "As jangadas são uma espécie de tendas flutuantes munidas de apetrechos de sobrevivência tais como barras de glucose, água potável selada e até linhas de pesca", que servem para os náufragos "se distraírem" em caso de acidente.
Para Frederico Serradas, aluno do 4º ano do curso de Química da Universidade Lusófona, foi o desafio e a aventura que o fizeram embarcar no "Creoula", experiência que quer aproveitar ao máximo. "Estou a adorar porque todos os dias há algo de novo e mesmo o facto da viagem durar tanto tempo não está a torná-la monótona", sublinha o estudante, de 27 anos.

Para animar as hostes, a organização preparou palestras científicas e passatempos, desde concursos de cultura geral a aulas de ginástica ou de nós e até "workshops" de mergulho. "A nossa principal preocupação tem sido manter a moral das tropas em cima durante a viagem até aos Açores, porque no regresso haverá novidades todos os dias e muito trabalho para fazer", refere Frederico Almada, professor da Lusófona e coordenador da expedição.

Ana Margarida Carvalho, "repetente" nas viagens científicas do "Creoula", aplaude a iniciativa, que diz juntar o "útil ao agradável", pois ao mesmo tempo que está a aprender tem oportunidade de se divertir e conviver com colegas de outros cursos. A aluna do 3º ano do curso de Biologia da Universidade Lusófona vai ter uma frequência prática a bordo do "Creoula" e está entusiasmada com o facto de poder aprender "in loco" matérias habitualmente dadas nas salas de aula.

Durante a viagem de regresso a Lisboa, cuja chegada está prevista para o dia 02 de Junho, os alunos e investigadores envolvidos na missão terão com que se entreter: identificar e analisar o material recolhido durante os mergulhos.
Além dos objectivos científicos, que passam por recolher e analisar organismos marinhos com interesse ao nível da Indústria e Biomedicina, entre outros objectivos, a missão, organizada pela Universidade Lusófona, tem também uma componente pedagógica e de conservação da natureza.»
in «AÇORIANO ORIENTAL», 19-05-2007, por Marta Duarte/Lusa

LusoExpedição 2007 - Rota do "Creoula" é terreno fértil para investigadores

Por Marta Duarte (texto) e Virgílio Rodrigues (fotos), da agência Lusa
Ponta Delgada, 19 Mai (Lusa) - A expedição do "Creoula" até aos Açores é terreno fértil para investigadores de diferentes quadrantes, entre biólogos, cientistas ligados à Oceanografia, Biotecnologia ou Química, cada um centrado na recolha de material específico para o seu estudo.
Em cada mergulho, os investigadores trazem à superfície diferentes espécies de peixes, algas, esponjas e lesmas marinhas, este último grupo analisado depois criteriosamente à lupa no laboratório de campanha montado na biblioteca do navio.

A "LusoExpedição Olympus 2007", organizada pela Universidade Lusófona, reúne cientistas e alunos daquela instituição e das Universidades dos Açores, Algarve e Porto, que vão mergulhar nas águas do Atlântico Norte em busca de material que demorará meses até ser analisado por completo.
É nos ilhéus das Formigas e banco de Dollabarat, ao largo de Santa Maria e São Miguel, que se centrarão boa parte dos mergulhos, mas a chegada aos Açores dois dias antes do previsto permitiu descer logo à água junto ao ilhéu de Vila Franca do Campo.
"Um dos nossos grandes objectivos é perceber como é que as espécies desta zona aqui chegaram, pois sendo as ilhas de origem vulcânica, só terão aparecido quando estas se formaram", refere Frederico Almada, professor da Lusófona e coordenador interino da missão.
Joana Boavida, investigadora da Universidade do Algarve, além de participar nos mergulhos como bióloga, está também a trabalhar a bordo do navio como observadora de aves marinhas para a Sociedade Portuguesa de Estudo das Aves (SPEA).
Munida de binóculos, aparelho de GPS e bloco de notas, é comum vê-la logo pela manhã ou ao final da tarde, momentos mais propícios para a observação, a tirar notas sobre as características e comportamento das aves.
O objectivo é criar uma base de dados nacional, ao abrigo do projecto internacional "Life", para definir áreas importantes para os animais, o que servirá de base à criação de estatutos legais de protecção de reservas ou áreas marinhas.
O interesse de Madalena Humanes, professora de Química na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) é bem diferente: obter amostras de esponjas marinhas cujos componentes possam ser reproduzidos em laboratório para produzir medicamentos.
"A ideia não é retirar todos os componentes que existem em cada espécie, mas conseguir obter pistas para fazer novos fármacos", afirma a investigadora, frisando que isso poderá acontecer apenas no prazo de vinte anos.
Há esponjas que só produzem os componentes com interesse para a Ciência em situação de ameaça, por isso, por vezes, é preciso fazê- lo artificialmente, explica, referindo que as aplicações clínicas podem ir desde a produção de anti-virais a anti-cancerígenos.
Todo o material recolhido é sujeito a triagem, descrito e fotografado a bordo, dando oportunidade aos alunos de vários cursos que participam na expedição de colocar em prática conhecimentos normalmente apenas adquiridos dentro das salas de aula.
Fonte: Agência LUSA

sexta-feira, 18 de maio de 2007

LusoExpedição 2007 - Mergulhadores começam hoje a recolher material no oceano

A bordo do navio "Creoula", 18 Mai (Lusa) - Duas equipas de investigadores envolvidos na "LusoExpedição 2007" desceram hoje às águas do Atlântico Norte para as primeiras recolhas de material, no âmbito da missão científica organizada pela Universidade Lusófona com destino aos Açores.

Os mergulhos de hoje vão centrar-se na zona em redor do ilhéu de Vila Franca do Campo, frente à ilha de São Miguel, e apenas são possíveis pela chegada do "Creoula" aos Açores dois dias antes do previsto, pois o início dos trabalhos estava programado para segunda-feira.
Cada equipa de biólogos vai ser monitorizada por três mergulhadores profissionais: um que os acompanha na descida, outro que fica à superfície, no semi-rígido, a fazer vigia e outro ainda que fica a bordo do "Creoula" para dar ou receber indicações dos outros membros. "Vamos conseguir fazer mais quatro mergulhos do que o previsto, o que é bom pois serve de treino para os restantes", disse à Lusa a responsável pelos mergulhos, Isabel Alpiarça, do Centro e Escola de Mergulho Nautilus.
Segundo a coordenadora da equipa, estes mergulhos acontecem a uma profundidade menor do que aqueles que irão decorrer a partir de segunda-feira nos ilhéus das Formigas e no banco de Dollabarat, sendo por isso ideais para que os biólogos de adaptem às particularidades do mar dos Açores. Os principais mergulhos - que poderão chegar aos três por dia, o que está dependente das condições meteorológicas -, vão centrar-se na zona que engloba Dollabarat, que se encontra submerso, e as Formigas, uma cordilheira rochosa cuja parte superior está à superfície.
É nesta plataforma, situada ao largo das ilhas de São Miguel e Santa Maria, que vão ser recolhidos os organismos (peixes, algas e esponjas marinhas) que serão identificados e alguns analisados em laboratório. Os ilhéus das Formigas, apesar de terem a parte superior à superfície da água, não servem como local de abrigo, pelo que é necessário tomar precauções redobradas e estar atento a sinais que passam despercebidos à maioria. "Se há um acidente sério, o mergulhador nunca mais é visto e o equipamento de salvamento existente a bordo pode não ser suficiente", frisou João Delgado, um dos membros da equipa profissional de mergulhadores.
Uma das formas de detectar o rasto de um mergulhador, acrescenta, é seguir as bolhas de ar libertadas e a equipa já tem experiência em identificar esses sinais, por isso é que fica sempre um vigia à superfície. Os mergulhos nas Formigas e em Dollabarat podem atingir uma profundidade de 30 a 35 metros e serão feitos em alturas estratégicas do dia: durante o chamado "estofo da maré", período que medeia a transição da maré-cheia para vazia e vice-versa, altura em que a corrente é mais fraca.

MAD. 2007-05-18, 17h30
Fonte: Agência LUSA

LusoExpedição 2007 - Creoula abastecido com toneladas de mantimentos para viagem

Por Marta Duarte (texto) e Virgílio Rodrigues (fotos), da agência Lusa
A bordo do navio "Creoula", Açores, 18 Mai (Lusa) - Mais de 150 toneladas de água, uma tonelada de batatas e 800 quilos de carne foram necessários para abastecer o navio "Creoula" numa viagem de vinte dias entre Lisboa e os Açores ao abrigo da "LusoExpedição Olympus 2007".

Desde domingo que cerca de 90 pessoas - 40 tripulantes e 50 instruendos (aprendizes), entre alunos, investigadores e jornalistas -, navegam a bordo do Navio de Treino de Mar (NTM) da Marinha Portuguesa, rumo à ilha de São Miguel, nos Açores. A expedição, organizada pela Universidade Lusófona, em Lisboa, reúne investigadores e alunos daquela instituição e das Universidades dos Açores, Algarve e Porto, que vão fazer mergulhos nos ilhéus das Formigas e banco de Dollabarat. O objectivo é recolher organismos marinhos com interesse ao nível da Indústria e Biomedicina, entre outros, que serão analisados num laboratório de campanha montado na biblioteca do navio, trabalho que se prolongará depois durante meses.

A aproximação a terra e o regresso da rede de telemóvel, hoje de manhã, provocou o alvoroço a bordo, mas apenas alguns membros da tripulação estão autorizados a pisar terra, já que o navio, fundeado frente a Vila Franca do Campo, só atracará sábado no porto de Ponta Delgada.
Para a viagem, o navio foi abastecido com mais de 150 toneladas de água doce - para consumo, higiene e confecção de alimentos -, uma tonelada de batatas, 800 quilos de carne, 600 de peixe, 100 litros de azeite e 140 de óleo, entre outros mantimentos.
Durante os vinte dias de viagem - o regresso a Lisboa está previsto para dia 01 de Junho -, serão servidas mais de três mil refeições e toda a logística começou a ser preparada cerca de um mês antes da partida.
Com autonomia para navegar durante cerca de duas semanas, a grande limitação do navio é mesmo no que respeita à água, já que o "Creoula" não tem capacidade para gerá-la a bordo, sendo necessário abastecer os tanques com água da rede pública.
"Por vezes é preciso racionar a água e cortá-la durante certos períodos do dia", sublinhou o comandante Silva Ramos, acrescentando que sempre que se pára em algum porto, o navio é reabastecido com o precioso líquido.
Com 70 anos feitos recentemente - o "Creoula" foi pela primeira vez lançado à água em 1937 - este é o último bacalhoeiro português à linha e chegava a transportar cinquenta "doris" (pequenos barcos de madeira) utilizados na pesca do bacalhau. Depois de ter cumprido 37 campanhas de bacalhau, o "Creoula" está há vinte anos ao serviço do Estado português como navio de treino de mar, tendo como principal missão embarcar e aproximar elementos da sociedade civil ao mar. "Somos dos único navios do Estado no mundo que estão abertos à sociedade", afirmou à Lusa o comandante do "Creoula", que dirige os destinos da embarcação há pouco mais de um ano. Construído para navegar nas gélidas águas do Norte, o navio está bem preparado para enfrentar intempéries, saindo para o mar entre Abril e Outubro e ficando, durante o Inverno, atracado em Lisboa.

A próxima grande viagem do "Creoula" programada para este ano vai levar jovens de várias instituições e das Universidades do Porto e Oviedo, em Espanha, à volta do Mediterrâneo, durante dois meses.
MAD. 2007-05-18, 12h44.

Fonte: Agência LUSA

Creoula navega sem dinheiro da Defesa

Símbolo de Portugal nos mares
Creoula navega sem dinheiro da Defesa
por Alexandra Carita

«Todos os anos, por alturas de Fevereiro, o Ministério da Defesa entrega à Marinha a verbas necessárias para manter o Creoula a navegar. Este ano, o dinheiro tarda em chegar.

O Creoula autofinancia-se em 50 por cento, através da diária de 44 euros que cobra a todos os seus passageiros. As verbas aprovadas pelo Ministério da Defesa para o Plano Anual de Utilização do Creoula, o único navio português de treino de mar, ainda não lhe foram entregues. O navio navega neste momento à custa das receitas que gera e com dinheiros provenientes da Marinha para cobrir as suas despesas. Esta situação, diz ao Expresso o secretário de Estado da Defesa, João Mira Gomes, "é do foro interno do ministério", definindo o assunto como "matéria classificada".

O orçamento para 2007 aprovado para o navio é de 200 mil euros, um valor que proporciona anualmente, a mais de 700 civis, de todos os escalões etários, uma viagem com direito a aprendizagem de conhecimentos de navegação. Permite ainda a realização de expedições científicas e a participação de Portugal em regatas internacionais de grande prestígio.

Segundo fonte oficial do Creoula, este é o primeiro ano em que o Ministério da Defesa, liderado por Severiano Teixeira, deixa de cumprir a obrigação estipulada pelo Decreto-Lei n.º 138/87, de 20 de Março: "Os encargos de manutenção e operação dos navios de treino de mar são suportados por verbas especialmente inscritas no orçamento do Ministério da Defesa Nacional". Adianta a mesma fonte que a disponibilização do dinheiro ocorre por norma em Fevereiro, dois meses antes do navio sair para o mar.

Confrontado com essa informação, o secretário de Estado adianta que, apesar de "não poder precisar quando é que a verba será entregue", o programa do Creoula "é de significativa importância para o país".

Mesmo tendo o Chefe-de-Estado Maior da Armada "decidido financiar, ele próprio, fabricos mínimos no navio", como afirma fonte oficial do Creoula, a falta de verba já impediu o navio de ver instalado um sistema de ar condicionado, extremamente necessário em cobertas de dimensões muito reduzidas e sempre com lotação esgotada, bem como a realização de obras nas casas-de-banho, nada funcionais e muito menos com equipamento adequado à quantidade e natureza dos civis que embarca. A cozinha também apresenta deficiências devido à condensação de vapor.

Nunca tendo dado prejuízo ao Estado, o Creoula autofinancia-se em 50 por cento, através da diária de 44 euros que cobra a todos os seus passageiros. O navio obedece ao sistema de contabilidade pública, entregando obrigatoriamente aos cofres estatais todo o dinheiro que lhe possa sobrar anualmente, não o podendo utilizar em projectos para o ano seguinte. Também contactado pelo Expresso, o Chefe-de-Estado Maior da Armada, Melo Gomes, delegou no seu porta-voz o comentário sobre a matéria: "Não sabemos quando é que a transferência de verbas será feita. Há-de fazer-se o acerto adequado consoante as contas entre o Ministério da Defesa e a Marinha e a disponibilidade da nossa conta-corrente", referiu Fernando Brás de Oliveira. O porta voz do Chefe-de-Estado Maior da Armada conclui, frisando que "a Marinha está a honrar a sua parte que é pôr o navio a navegar e a cumprir as suas missões".

Uma delas, e por se tratar de uma embarcação tão emblemática, é estar presente, domingo, nas comemorações do Dia da Marinha, em Ponta Delgada, mesmo que para isso tenha tido que alterar as datas de uma expedição científica.»

quarta-feira, 9 de maio de 2007

EXPERIÊNCIA NÁUTICA - Aventura náutica a bordo do Creoula

«A associação juvenil Juvemedia volta a promover mais uma aventura a bordo do Creoula. A Tall Ships' Race Mediterrâneo é um projecto internacional, onde 50 jovens de todo o país participam ao lado de mais de 3 mil participantes, num total de 80 veleiros de todo o mundo. O veleiro da Marinha de Guerra portuguesa zarpa a 12 de Julho para uma viagem que passará por Barcelona, Toulon e Génova, estando previsto o regresso a Lisboa, a 4 de Agosto. Com a classificação de "navio de treino de mar", o Creoula proporciona aos tripulantes uma experiência única de prática marinha e de navegação.

Uma verdadeira experiência real da vida no mar. Os participantes fazem parte da guarnição do navio, que é intencionalmente insuficiente, para permitir a participação de todos nas actividades da vida a bordo. As inscrições já estão abertas para aquela que é uma das mais admiradas provas náuticas.
Datas: 12 de Julho a 4 de Agosto.
Preço: 1200 euros. Inclui viagem de ida e volta, pensão completa, programa cultural e desportivo em cada porto de passagem, monitores e seguro.
Condições: ter mais de 15 anos e saber nadar.
Tel. 21 354 27 11»
in «Destak»