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sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Aventura de alunos do Chapitô no Creoula termina hoje com espectáculo na doca de Alcântara


«A aventura dos alunos do Chapitô que desde segunda feira estão embarcados no navio escola Creoula, a juntar aos treinos do circo as rotinas do mar, termina hoje com um espetáculo na doca do cais de Alcântara, em Lisboa.

À beira rio, em entrevista à agência Lusa, a presidente e mentora do projeto Chapitô, Teresa Ricou, garantiu que a tarde vai ser de circo e de festa para mostrar ao público, aos amigos e às famílias o que têm aprendido os alunos durante os últimos anos.

Entre a margem Norte do Tejo e os mastros do Creoula, o público vai poder ver a partir das 18:30 "um patchwork de tudo aquilo que foi feito nestes últimos anos pelos alunos da escola de artes": "Um verdadeiro espetáculo", garante Teresa Ricou. Desde segunda feira que os novos tripulantes do Creoula têm participado em todas as tarefas do navio, da cozinha às limpezas, da vigia à navegação. O balanço, dizem, é positivo. Esta é uma experiência que não vão esquecer.

Ivo Martins, 19 anos, aluno do 3.º ano, veio para o Chapitô "cumprir um sonho", porque sempre gostou "de saltos e macacadas", e porque fazia teatro desde pequeno: "[A experiência no Creoula] foi engraçada, eu nunca tinha andado de barco durante tanto tempo, dormir num barco. Adorei, foi brutal", contou. O jovem artista fez "vigilância, para ver se vinha algum barco ou assim", esteve na cozinha, "a fazer pãezinhos com chouriço" e acha que "correu tudo bem" porque se "safou" de ir para a copa lavar loiça.

Cátia Faleiro, 18 anos, aluna do 3.º ano, veio para o Chapitô seguir um "interesse de sempre" pelo mundo das artes. A experiência no navio tem sido "fantástica", salvo alguns enjoos em alto mar: "Tem sido uma experiência marcante, aprendemos imensa coisa, a trabalhar em grupo, a desenrascarmo-nos sozinhos, como é a vida no mar, como é conhecer pessoas novas", disse.

O espetáculo, que assinala o início do ano letivo no Chapitô, vai ser, à boa moda do Chapitô, "bom e animado, muito animado", diz Ivo. "Divertido e de encher a barriga. Uma experiência marcante, também", acrescenta Cátia.

Da perspetiva da coordenadora, que, diz, "corria atrás do Creoula há mais de 30 anos", esta experiência foi "uma simbiose muito interessante e uma embaixada cultural": "A bordo tivemos a oportunidade de experimentar não só o risco e as alturas, como no circo, mas também navegar, pensar e sentir a solidão do mar", acrescentou.

Para o comandante do navio, Nuno Cornélio, a iniciativa foi uma oportunidade de continuar o trabalho que o Creoula tem feito até aqui para aproximar os mais novos do mar e "a experiência correu muito bem".

Depois do espetáculo, a tripulação de cerca de 50 alunos que agora se encontra a bordo do navio troca com a outra metade dos estudantes que até aqui estavam na escola, e que vão ficar no mar até domingo.

O Chapitô, Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina, é uma Organização Não-Governamental para o Desenvolvimento, e tem estatuto de Instituição Particular de Solidariedade Social».
 
JYF
 
Fonte: [Agência LUSA]. * Fotografia de Raquel Sabino Pereira.

sábado, 7 de junho de 2008

Ciência: Lusoexpedição ruma hoje para mais uma "aventura" no banco de Gorringe

«Lisboa, 06 Jun (Lusa) - Cerca de 30 estudantes universitários, biólogos e oceanógrafos partem hoje numa expedição oceanográfica, a bordo do navio Creoula, em direcção ao banco de Gorringe, para estudar a biodiversidade deste local longínquo, a 500 quilómetros da costa portuguesa.

Os investigadores que integram a Lusoexpedição Olympus 2008, que se realiza este ano pela terceira vez, vão centrar a sua atenção sobre as alterações anuais na flora e fauna destas montanhas submarinas, identificação de novas espécies ou possibilidade de usar venenos produzidos por organismos marinhos na biomedicina, refere a organização num comunicado.

A missão, coordenada pelo vice-reitor da Universidade Lusófona, Manuel Pinto de Abreu, passa também pela caracterização de zonas remotas do mar português, quando se aproxima a data para entregar o projecto que vai permitir expandir o território marinho sobre jurisdição portuguesa nas Nações Unidas (2009).

O banco de Gorringe é um grupo de montanhas actualmente submersas mas que foram outrora verdadeiras ilhas, abrigando espécies únicas no mundo há muito isoladas dos continentes e das outras ilhas actuais.

"Como o impacto humano é muito reduzido devido ao seu isolamento, estes ecossistemas funcionam também como excelentes termos de comparação para a avaliação de outras zonas mais intervencionadas, como as costas de Portugal continental e ilhas", sublinham os organizadores da Lusoexpedição.

A expedição conta com a participação de várias instituições: Universidades Lusófona de Humanidades e Tecnologias, Universidade Fernando Pessoa, Universidades de Lisboa, do Algarve, de Sveiro e dos Açores, Instituto Superior de Psicologia Aplicada, Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves e University of Amsterdam.

O Creoula sai hoje da base naval do Alfeite e regressa ao mesmo sítio no próximo dia 15 de Junho.»

Fonte: Agência Lusa

segunda-feira, 19 de maio de 2008

«Reforço naval do Arquipélago da Madeira no próximo ano - Chefe do Estado-Maior da Armada»

«O chefe do Estado-Maior da Armada garantiu hoje, no Funchal, que a Zona Económica Exclusiva da Madeira será reforçada com meios navais a partir do próximo ano.

O almirante Fernando Melo Gomes, que está no arquipélago no âmbito do programa das comemorações do Dia da Marinha, que este ano decorrem na Madeira, reuniu hoje com os presidentes da Assembleia Legislativa e do Governo Regionais, Miguel Mendonça e Alberto João Jardim, respectivamente. "A Zona Económica Exclusiva da Região Autónoma da Madeira justifica plenamente um reforço dos meios navais que deviam existir disponíveis, o que não tem sido possível com circunstâncias que se prendem com o envelhecimento progressivo da nossa esquadra", afirmou. "Espero que no próximo ano possamos rever esta situação quando aumentarmos ao efectivo os novos patrulhas oceânicos que estão em construção em Viana do Castelo", acrescentou.

Realçou que durante o Verão tem sido feito um esforço para reforçar o dispositivo presente nas águas do arquipélago e que o objectivo é "à medida que o programa se vai desenvolvendo colocar duas novas unidades na região".
Instado a comentar a situação conflituosa que em tempos existiu entre o Governo Regional e o Comando Naval da Madeira, Melo Gomes defendeu que "não podem haver relações tensas entre um órgão de soberania e as Forças Armadas", garantindo que são "questões que estão completamente ultrapassadas e que não se repetirão".
Referindo-se ao veleiro "Blaus VII" apreendido, em 2007, nos mares da Madeira na sequência de uma acção de apreensão de mais de 60 fardos de cocaína em alto mar, admitiu que a embarcação, "entregue à Marinha, está a ser muito útil para os treinos dos oficiais e cadetes", sendo uma situação que o depende da "decisão do poder judicial"
Este ano a Marinha comemora o 510º aniversário da chegada de Vasco da Gama à Índia, uma comemoração que está integrada na celebração dos 500 anos da elevação a cidade do Funchal.
O programa, que se prolonga até 25 de Maio, inclui exposições das actividades da Marinha, baptismos de mar a bordo de viaturas anfíbias e de lanchas, realização de actividades náuticas e desportivas e visitas navais a várias unidades, sendo que estarão no Funchal nove embarcações, entre as quais o navio- escola "Sagres", o navio de treino no mar "Creoula", o submarino "Barracuda" e o navio científico "D.Carlos I".
Os concertos pela Banda da Armada no Porto Santo e no Funchal, que fez deslocar à Madeira 90 dos seus executantes, a cerimónia militar e uma demonstração naval a 24 de Maio são pontos altos das comemorações do Dia da Marinha, que este ano decorrem na região.»
Funchal, 19 de Maio de 2008
Fonte: Agência LUSA

sábado, 24 de novembro de 2007

Marinha evoca 200 anos da partida da Familia Real Portuguesa para o Brasil

(Nascer do Sol retratado por Raquel Sabino Pereira a bordo do Creoula, em Agosto de 2004)

Lisboa, 24 Nov (Lusa) - A Torre de Belém, que há 200 anos assistiu à partida da família real portuguesa para o Brasil fugindo à invasão das tropas francesas de Napoleão Bonaparte, foi hoje cenário da evocação da ocasião, com uma cerimónia militar com as armadas portuguesa e brasileira.

Promovido pela Marinha Portuguesa, o acto contou com a presença dos ministro da Defesa Nacional, Nuno Severiano Teixeira, dos Negócios Estrangeiros, Luís Amado, do chefe de Estado-Maior da Armada portuguesa, almirante José Ribeiro de Melo Gomes, e do comandante-geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil, almirante Álvaro Augusto Dias Monteiro. Durante a cerimónia foram condecorados os Estandartes do Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais do Brasil e do Comando do Corpo de Fuzileiros de Portugal, desfilaram a Banda da Armada, o Bloco de Estandartes Nacionais, o Colégio Militar, a Escola Naval, a Força de Fuzileiros representativa das Brigadas Reais de Portugal e do Brasil (uniformizados à época), e o Batalhão de Fuzileiros.

No Tejo, em frente à Torre de Belém, estiveram fundeados a fragata Niterói da Marinha do Brasil, a fragata portuguesa Álvares Cabral e o navio [Creoula].
O embarque da família real portuguesa para o Brasil teve lugar em 24 de Novembro de 1807, quando tropas invasoras francesas já se encontravam em Abrantes e Napoleão Bonaparte afirmava que a Casa de Bragança tinha deixado de reinar em Portugal. Napoleão conquistara todos os países da Europa, à excepção de Portugal, tendo imposto um bloqueio naval aos portos franceses e ingleses, aos quais apenas a costa portuguesa podia valer. O embarque realizou-se no tempo recorde de 48 horas, implicando a partida do rei D. João I, de toda a família real e da sua corte, com a transferência de mobiliário, arquivos, e toda a volumosa documentação necessária à gestão do Reino, para além de quase todo o tesouro público. A esquadra, apesar de contrariada por ventos contrários, saiu da barra em 29 de Novembro, 18 horas antes da entrada de Junot em Lisboa. Constava de oito naus, quatro fragatas, 12 brigues e uma galeota, acompanhada de 31 navios mercantes com mais de 15.000 pessoas e algumas escunas. Nos 65 navios que zarparam do cais de Belém com 15.000 pessoas a bordo seguiram a família real de D. João I, a corte e as elites científicas, militares e culturais do país, naquela que foi classificada hoje pelo chefe do Estado-Maior da Armada, almirante Fernando Ribeiro de Melo Gomes, como "a maior operação logística jamais realizada em Portugal, que hoje se designa por mobilidade estratégica". Quando o general Junot entrou em Lisboa à frentes das tropas francesas já só conseguiu observar, ao longe, a esquadra portuguesa. Os franceses perdiam assim a primeira cartada: não aprisionavam a família real nem se apoderavam da esquadra portuguesa. Por outro lado, a capital do Reino era transferida para o Brasil, conjugando a governação simultânea do Reino e do Império, retirando aos franceses a legitimidade de se poderem arrogar como novos e legais governantes do país. D. João deixou ordens para que não houvesse resistência aos invasores, evitando o inútil derramamento de sangue e deixou nomeada uma Junta de Governo encarregada de garantir o funcionamento do território com instruções para colaborar com Junot. A invasão francesa prolongou-se de 1807 a 1815.
Fonte: Agência LUSA

terça-feira, 18 de setembro de 2007

«Projecto de intercâmbio leva jovens da UE a bordo do Creoula»

Meia centena de jovens de nove países europeus participam, a partir de hoje, num projecto de intercâmbio que os levará numa viagem, de Lisboa a Portimão, a bordo do veleiro da Marinha de Guerra Portuguesa Creoula.

Promovido pela Associação de Jovens H2O de Arrouquelas, freguesia do concelho de Rio Maior, o projecto «European Citizenship... By the Sea we Learn» envolve 53 jovens com idades compreendidas entre 18 e os 26 anos que vão passar, em Portugal, seis dias no mar e quatro em terra.

Alexandre Jacinto, presidente da direcção da H2O, disse hoje à agência Lusa que o projecto, que conta com o patrocínio da Representação da Comissão Europeia em Portugal, representa um desafio para a associação, que desde há cinco anos se envolveu no programa «Juventude em Acção», promovendo numerosas actividades internacionais. «Colocámos como desafio fazer uma coisa diferente de todas aquelas em que temos participado, pelo que, aproveitando a presidência portuguesa da União Europeia, candidatámos este projecto», que contou com o apoio da Marinha de Guerra Portuguesa, disse.

Os jovens, provenientes de Espanha, Itália, Polónia, Roménia, Hungria, Bulgária, Letónia, Estónia e Portugal, vão ser recebidos quarta-feira pelo presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e pela Comissão Parlamentar de Assuntos Europeus, seguindo-se um passeio pela cidade de Lisboa, onde ficarão até sexta-feira. Nesse dia, os jovens vão juntar-se aos 40 tripulantes do Creoula, ficando a conhecer as tarefas que irão realizar nos seis dias a bordo - limpezas, cozinha, vigilância, operação de equipamentos electrónicos, leme, entre outras, incluindo algumas de carácter pedagógico.
Segundo Alexandre Jacinto, o projecto tem vindo a despertar inúmeras manifestações de interesse, tanto da parte de entidades oficiais como de meios de comunicação social, nomeadamente da EuroNews, que deverá ter uma equipa com os jovens a bordo do Creoula.
A tarde e noite de sábado serão dedicadas a uma «Mostra da Europa», a realizar numa praça de Portimão, onde cada uma das organizações participantes fará uma representação (teatro, dança ou música) de um tema relacionado com a Europa.
A mostra incluirá stands da Europe Direct, da Comissão para a Cidadania e Igualdade do Género/Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades e de várias associações e um workshop sobre o Livro Verde do Mar, com a presença do velejador solitário Ricardo Diniz, nomeado embaixador europeu dos Oceanos.
Os jovens ficarão ainda dois dias no concelho de Rio Maior, onde participarão na aplicação de um inquérito à população, que vai testar o conhecimento de questões europeias, disse.

Frisando a importância da consciencialização das populações para as questões europeias, Alexandre Jacinto referiu a importância da actividade que a H2O tem vindo a desenvolver na criação de dinâmicas numa pequena freguesia (900 habitantes).
Criada há 10 anos, a associação conta com 50 jovens associados, mas «envolve muitos mais nos projectos que promove nas escolas» e nas actividades que realiza no concelho e no distrito de Santarém, adiantou. Enfermeiro militar, Alexandre Jacinto encara o seu envolvimento na vida associativa como um hobby, considerando «um privilégio» contribuir para a formação dos jovens.

Fonte: [Diário Digital]

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Cancelada recepção de hoje dos reis de Espanha a estudantes-marinheiros

«Porto, 21 Ago (Lusa) - A Universidade do Porto reconheceu hoje a impossibilidade de realização da anunciada recepção dos reis de Espanha a universitários-marinheiros ibéricos em viagem a bordo do veleiro "Creoula", que previa para o final da tarde de hoje em Portimão.
A recepção D. Juan Carlos e D. Sofia tinha sido anunciada segunda-feira pela própria universidade, co-organizadora da viagem dos estudantes universitários no navio-escola da Armada Portuguesa. Fonte da Universidade do Porto não clarificou as razões que impossibilitaram o encontro dos monarcas espanhóis com os universitários-marinheiros de Espanha e Portugal.

D. Juan Carlos e a Rainha Sofia estão no Algarve para assistir à regata Breitling MedCup'07.
A fonte da Universidade do Porto revelou, entretanto, que o comandante do "Creoula" vai organizar quarta-feira uma recepção para velejadores da regata Breitling MedCup'07.

Quartenta e três estudantes universitários ibéricos estão a participar, há cerca de duas semanas, numa acção de formação a bordo navio-escola "Creoula", um veleiro da Armada Portuguesa.

Falando segunda-feira à agência Lusa a partir do próprio "Creoula", o docente Sermin Rodrigues, da Universidade de Oviedo, realçou "a valia da ideia de cooperação e fraternidade entre jovens ibéricos" subjacente à iniciativa.

"Aqui não se fala português nem espanhol. Apenas portunhol", afirmou o docente, querendo significar com isto que não há quaisquer barreiras ao "salutar" convívio dos universitários dos dois países. "Não conheço outra experiência similar na Europa para dar uma formação completar a estudantes universitários", assegurou ainda Sermin Rodrigues, sublinhando as "virtudes" do programa como "escola de humanidade", num barco onde é "imprescindível" o espírito de entreajuda.

Os 43 estudantes a bordo do "Creoula", no âmbito da designada "Universidade Itinerante do Mar", são oriundos das universidades portuguesas do Porto e Algarve e espanhola de Oviedo, e terminam sábado a sua missão em Lisboa. Constituem um segundo grupo de universitários a quem foi proporcionada esta aventura à descoberta dos mares, particularmente do Mar Mediterrânico, com passagem pelo porto de Tânger, em Marrocos.

O primeiro grupo, de 40 alunos das mesmas universidades, fez a rota a bordo do "Creoula", entre 17 de Julho e 02 de Agosto. Os universitários começaram por receber uma formação em terra relacionada com o tema "O Mediterrâneo um espaço de encontro entre culturas" e, já no "Creoula", participaram em tarefas quotidianas necessárias à vida a bordo como vigia, navegação, limpeza ou cozinha. "A formação visa a transmissão de informação e de conhecimento sobre diferentes temas relacionados com o mar e a sua importância para o desenvolvimento sustentável da União Europeia", afirma a organização da iniciativa, num comunicado.

Acrescenta que a "abordagem à componente navegação favorece ainda o desenvolvimento de um conjunto de valores e de capacidades - de solidariedade, de trabalho em equipa, de resolução de problemas, de disciplina - que contribuem para preparar os alunos para viver, trabalhar e explorar num mundo cada vez mais com mais competição".

O "Creoula", palco desta afirmação é um veleiro de quatro mastros, navio de instrução da Marinha Portuguesa, construído em 1937 nos estaleiros da CUF. Em 1979 foi adquirido à Parceria-Geral de Pescarias pela Secretaria de Estado das Pescas para se tornar num museu de pesca. Durante os reparos, verificou-se que o casco se apresentava em óptimas condições, pelo que se deliberou que continuaria a navegar, desta feita transformado em Navio de Treino de Mar.»

Fonte: Agência LUSA, 2007-08-21, 14h59

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

"Creoula" distinguido em regata internacional como navio que mais contribuiu para intercâmbio de culturas

«Faro, 08 Ago (Lusa) - O "Creoula", Navio de Treino de Mar (NTM) da Armada Portuguesa ganhou o prémio da embarcação que mais contribuiu para o intercâmbio de culturas durante a regata "Tall Ships Race Med 2007", que terminou em Génova, Itália.

O prémio, atribuído pela cidade de Antuérpia, patrocinadora da Sailing Training International (STI), que organiza o evento, é "um dos mais cobiçados", diz a Marinha, em comunicado divulgado hoje.
O "Creoula" foi assim distinguido como o navio que, pela sua "postura, envolvimento e apresentação", mais contribuiu durante todo o evento para a "troca de culturas entre navios, sã camaradagem" e que mais representa o espírito da STI.
Considerado o último bacalhoeiro português, o "Creoula", lançado à água em 1937, arrecadou ainda o prémio que distingue o instruendo - neste caso Marta, de 15 anos -, que mais contribuiu e beneficiou da regata.
A regata, cuja última etapa decorreu entre Toulon e Génova, reuniu 15 países, num total de 50 embarcações, das quais 13 pertencentes à classe A (mais de 40 metros de comprimento).
O "Creoula" dirige-se agora para o porto de Barcelona, cidade onde embarcarão alunos da Universidade Itinerante do Mar, que resulta de uma cooperação entre as universidades de Oviedo e do Porto.»

Fonte: [Agência LUSA]

Em 2007-08-08, 17h07 (mas o Creoula nesta data já estava no Porto de Barcelona...)

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Universidade Itinerante do Mar

Porto, 15 Jun (Lusa) - Dez estudantes do ensino secundário deverão participar, este ano, na Universidade Itinerante do Mar (UIM), uma iniciativa conjunta das universidades do Porto e de Oviedo (Espanha) e da Marinha Portuguesa, anunciou hoje fonte da Universidade do Porto. A UIM é um projecto que vai transformar o navio-escola "Creoula" numa universidade itinerante durante o mês de Agosto.

Esta será a segunda edição do projecto, que visa "formar e sensibilizar estudantes universitários para a relação histórica, cultural, económica e científica entre a Europa e o Mar".

A edição de 2006 contou com a participação de 74 jovens universitários, sendo que este ano a iniciativa abre-se a dez estudantes do secundário. Em comunicado, a Universidade do Porto adianta que alunos dos 10º, 11º e 12º anos poderão candidatar-se a participar nesta UIM até dia 22, para assim integrar uma tripulação de "marinheiros" das duas universidades.

A iniciativa decorrerá, à semelhança do ano passado, em dois cursos diferentes. O primeiro, a decorrer na primeira quinzena de Agosto, arrancará na Escola Naval do Alfeite, em Lisboa, devendo os participantes embarcar no navio-escola no dia cinco, em Barcelona.

O segundo grupo reúne-se a 12 de Agosto, nas Astúrias, iniciando, a partir de Palma de Maiorca, uma viagem com regresso marcado para 26 de Agosto.Os cursos, este ano subordinados ao tema "O Mediterrâneo, um Espaço de Encontro entre Culturas", incluem formação em terra e no mar, sendo que a bordo do "Creoula" os participantes "vão complementar a formação itinerante com uma vivência intensiva da lide quotidiana do veleiro".

Os estudantes do secundário que se queiram candidatar a esta experiência deverão fazê-lo junto da Universidade do Porto, por telefone ou e-mail (educacao.continua@reit.up.pt).O processo de selecção dos candidatos irá ter em conta a aprovação num conjunto de vários exames médicos e todos os estudantes devem saber nadar.»

Fonte: Agência Lusa

sábado, 19 de maio de 2007

LusoExpedição 2007 - Rota do "Creoula" é terreno fértil para investigadores

Por Marta Duarte (texto) e Virgílio Rodrigues (fotos), da agência Lusa
Ponta Delgada, 19 Mai (Lusa) - A expedição do "Creoula" até aos Açores é terreno fértil para investigadores de diferentes quadrantes, entre biólogos, cientistas ligados à Oceanografia, Biotecnologia ou Química, cada um centrado na recolha de material específico para o seu estudo.
Em cada mergulho, os investigadores trazem à superfície diferentes espécies de peixes, algas, esponjas e lesmas marinhas, este último grupo analisado depois criteriosamente à lupa no laboratório de campanha montado na biblioteca do navio.

A "LusoExpedição Olympus 2007", organizada pela Universidade Lusófona, reúne cientistas e alunos daquela instituição e das Universidades dos Açores, Algarve e Porto, que vão mergulhar nas águas do Atlântico Norte em busca de material que demorará meses até ser analisado por completo.
É nos ilhéus das Formigas e banco de Dollabarat, ao largo de Santa Maria e São Miguel, que se centrarão boa parte dos mergulhos, mas a chegada aos Açores dois dias antes do previsto permitiu descer logo à água junto ao ilhéu de Vila Franca do Campo.
"Um dos nossos grandes objectivos é perceber como é que as espécies desta zona aqui chegaram, pois sendo as ilhas de origem vulcânica, só terão aparecido quando estas se formaram", refere Frederico Almada, professor da Lusófona e coordenador interino da missão.
Joana Boavida, investigadora da Universidade do Algarve, além de participar nos mergulhos como bióloga, está também a trabalhar a bordo do navio como observadora de aves marinhas para a Sociedade Portuguesa de Estudo das Aves (SPEA).
Munida de binóculos, aparelho de GPS e bloco de notas, é comum vê-la logo pela manhã ou ao final da tarde, momentos mais propícios para a observação, a tirar notas sobre as características e comportamento das aves.
O objectivo é criar uma base de dados nacional, ao abrigo do projecto internacional "Life", para definir áreas importantes para os animais, o que servirá de base à criação de estatutos legais de protecção de reservas ou áreas marinhas.
O interesse de Madalena Humanes, professora de Química na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa (FCUL) é bem diferente: obter amostras de esponjas marinhas cujos componentes possam ser reproduzidos em laboratório para produzir medicamentos.
"A ideia não é retirar todos os componentes que existem em cada espécie, mas conseguir obter pistas para fazer novos fármacos", afirma a investigadora, frisando que isso poderá acontecer apenas no prazo de vinte anos.
Há esponjas que só produzem os componentes com interesse para a Ciência em situação de ameaça, por isso, por vezes, é preciso fazê- lo artificialmente, explica, referindo que as aplicações clínicas podem ir desde a produção de anti-virais a anti-cancerígenos.
Todo o material recolhido é sujeito a triagem, descrito e fotografado a bordo, dando oportunidade aos alunos de vários cursos que participam na expedição de colocar em prática conhecimentos normalmente apenas adquiridos dentro das salas de aula.
Fonte: Agência LUSA

sexta-feira, 18 de maio de 2007

LusoExpedição 2007 - Mergulhadores começam hoje a recolher material no oceano

A bordo do navio "Creoula", 18 Mai (Lusa) - Duas equipas de investigadores envolvidos na "LusoExpedição 2007" desceram hoje às águas do Atlântico Norte para as primeiras recolhas de material, no âmbito da missão científica organizada pela Universidade Lusófona com destino aos Açores.

Os mergulhos de hoje vão centrar-se na zona em redor do ilhéu de Vila Franca do Campo, frente à ilha de São Miguel, e apenas são possíveis pela chegada do "Creoula" aos Açores dois dias antes do previsto, pois o início dos trabalhos estava programado para segunda-feira.
Cada equipa de biólogos vai ser monitorizada por três mergulhadores profissionais: um que os acompanha na descida, outro que fica à superfície, no semi-rígido, a fazer vigia e outro ainda que fica a bordo do "Creoula" para dar ou receber indicações dos outros membros. "Vamos conseguir fazer mais quatro mergulhos do que o previsto, o que é bom pois serve de treino para os restantes", disse à Lusa a responsável pelos mergulhos, Isabel Alpiarça, do Centro e Escola de Mergulho Nautilus.
Segundo a coordenadora da equipa, estes mergulhos acontecem a uma profundidade menor do que aqueles que irão decorrer a partir de segunda-feira nos ilhéus das Formigas e no banco de Dollabarat, sendo por isso ideais para que os biólogos de adaptem às particularidades do mar dos Açores. Os principais mergulhos - que poderão chegar aos três por dia, o que está dependente das condições meteorológicas -, vão centrar-se na zona que engloba Dollabarat, que se encontra submerso, e as Formigas, uma cordilheira rochosa cuja parte superior está à superfície.
É nesta plataforma, situada ao largo das ilhas de São Miguel e Santa Maria, que vão ser recolhidos os organismos (peixes, algas e esponjas marinhas) que serão identificados e alguns analisados em laboratório. Os ilhéus das Formigas, apesar de terem a parte superior à superfície da água, não servem como local de abrigo, pelo que é necessário tomar precauções redobradas e estar atento a sinais que passam despercebidos à maioria. "Se há um acidente sério, o mergulhador nunca mais é visto e o equipamento de salvamento existente a bordo pode não ser suficiente", frisou João Delgado, um dos membros da equipa profissional de mergulhadores.
Uma das formas de detectar o rasto de um mergulhador, acrescenta, é seguir as bolhas de ar libertadas e a equipa já tem experiência em identificar esses sinais, por isso é que fica sempre um vigia à superfície. Os mergulhos nas Formigas e em Dollabarat podem atingir uma profundidade de 30 a 35 metros e serão feitos em alturas estratégicas do dia: durante o chamado "estofo da maré", período que medeia a transição da maré-cheia para vazia e vice-versa, altura em que a corrente é mais fraca.

MAD. 2007-05-18, 17h30
Fonte: Agência LUSA

LusoExpedição 2007 - Creoula abastecido com toneladas de mantimentos para viagem

Por Marta Duarte (texto) e Virgílio Rodrigues (fotos), da agência Lusa
A bordo do navio "Creoula", Açores, 18 Mai (Lusa) - Mais de 150 toneladas de água, uma tonelada de batatas e 800 quilos de carne foram necessários para abastecer o navio "Creoula" numa viagem de vinte dias entre Lisboa e os Açores ao abrigo da "LusoExpedição Olympus 2007".

Desde domingo que cerca de 90 pessoas - 40 tripulantes e 50 instruendos (aprendizes), entre alunos, investigadores e jornalistas -, navegam a bordo do Navio de Treino de Mar (NTM) da Marinha Portuguesa, rumo à ilha de São Miguel, nos Açores. A expedição, organizada pela Universidade Lusófona, em Lisboa, reúne investigadores e alunos daquela instituição e das Universidades dos Açores, Algarve e Porto, que vão fazer mergulhos nos ilhéus das Formigas e banco de Dollabarat. O objectivo é recolher organismos marinhos com interesse ao nível da Indústria e Biomedicina, entre outros, que serão analisados num laboratório de campanha montado na biblioteca do navio, trabalho que se prolongará depois durante meses.

A aproximação a terra e o regresso da rede de telemóvel, hoje de manhã, provocou o alvoroço a bordo, mas apenas alguns membros da tripulação estão autorizados a pisar terra, já que o navio, fundeado frente a Vila Franca do Campo, só atracará sábado no porto de Ponta Delgada.
Para a viagem, o navio foi abastecido com mais de 150 toneladas de água doce - para consumo, higiene e confecção de alimentos -, uma tonelada de batatas, 800 quilos de carne, 600 de peixe, 100 litros de azeite e 140 de óleo, entre outros mantimentos.
Durante os vinte dias de viagem - o regresso a Lisboa está previsto para dia 01 de Junho -, serão servidas mais de três mil refeições e toda a logística começou a ser preparada cerca de um mês antes da partida.
Com autonomia para navegar durante cerca de duas semanas, a grande limitação do navio é mesmo no que respeita à água, já que o "Creoula" não tem capacidade para gerá-la a bordo, sendo necessário abastecer os tanques com água da rede pública.
"Por vezes é preciso racionar a água e cortá-la durante certos períodos do dia", sublinhou o comandante Silva Ramos, acrescentando que sempre que se pára em algum porto, o navio é reabastecido com o precioso líquido.
Com 70 anos feitos recentemente - o "Creoula" foi pela primeira vez lançado à água em 1937 - este é o último bacalhoeiro português à linha e chegava a transportar cinquenta "doris" (pequenos barcos de madeira) utilizados na pesca do bacalhau. Depois de ter cumprido 37 campanhas de bacalhau, o "Creoula" está há vinte anos ao serviço do Estado português como navio de treino de mar, tendo como principal missão embarcar e aproximar elementos da sociedade civil ao mar. "Somos dos único navios do Estado no mundo que estão abertos à sociedade", afirmou à Lusa o comandante do "Creoula", que dirige os destinos da embarcação há pouco mais de um ano. Construído para navegar nas gélidas águas do Norte, o navio está bem preparado para enfrentar intempéries, saindo para o mar entre Abril e Outubro e ficando, durante o Inverno, atracado em Lisboa.

A próxima grande viagem do "Creoula" programada para este ano vai levar jovens de várias instituições e das Universidades do Porto e Oviedo, em Espanha, à volta do Mediterrâneo, durante dois meses.
MAD. 2007-05-18, 12h44.

Fonte: Agência LUSA

quarta-feira, 27 de dezembro de 2006

Ciência - Lusoexpedição passa no Bombordo, enquanto se prepara nova edição

Lisboa, 27 Dez (Lusa) - O programa Bombordo exibe sábado um documentário sobre a Lusoexpedição, que levou um grupo de cientistas em busca dos mistérios das ilhas de Gorringe, enquanto se prepara nova edição do evento, desta vez rumo aos cumes submersos dos Açores. O documentário, dividido em dois episódios, retrata a vida a bordo do "Creoula" durante os sete dias de expedição que levou investigadores de várias universidade e um grupo de 35 estudantes até ao Banco de Gorringe, a 500 quilómetros do cabo de São Vicente.

Neste grupo de ilhas, agora submersas mas que há 18.000 anos eram visíveis no Atlântico, esconde-se uma enorme riqueza de espécies, ainda pouco explorada, e que os cientistas procuraram conhecer melhor, recolhendo amostras em vários mergulhos até aos 40 metros de profundidade.
Alguns dos picos tinham sido já investigados por meios de amostragem indirecta, como sonar e dragas, mas nunca tinham sido estudados com recurso a amostragens indirectas.
A Lusoexpedição2006 acrescentou 43 por cento de espécies às que já tinham sido registadas no local, incluindo uma esponja que produz um composto com actividade anti-HIV. Só na fase preliminar, numa primeira triagem das amostras recolhidas, o número de espécies que estavam identificadas no Gorringe passou de 164 para 235, incluindo algas, esponjas, anelídeos, moluscos, crustáceos, equinodermes (ouriços), peixes, répteis e aves, e mesmo uma nova espécie para a ciência, um molusco provisoriamente baptizado Calliostoma creoulensis.

A missão foi coordenada por Pinto de Abreu, vice-reitor da universidade Lusófona e responsável pela Estrutura de Missão para a Extensão da Plataforma Continental, e contou com a participação de biólogos marinhos das universidades Lusófona, dos Açores, Algarve, Lisboa e Amesterdão. Decorrem ainda as análises laboratoriais como triagem e identificação dos organismos bentónicos (que vivem no fundo do mar) e extracção de DNA.
Enquanto isso, a próxima expedição está já a ser preparada. Desta vez o objectivo é novamente mergulhar "no meio do nada" e recolher peixes e invertebrados marinhos nos cumes submersos do Banco D. João de Castro, Banco de Josephine e Formigas (nos Açores). Posteriormente, as amostras recolhidas serão estudadas do ponto de vista genético e na perspectiva de purificar e testar alguns dos compostos produzidos pelos organismos em termos de aplicação biomédica e industrial.

O documentário sobre a Lusoexpedição 2006, da autoria do jornalista José Sacavém e do camera Carlos Vaz, passa às 14:00 no canal :2.

RCR.
Fonte: Agência LUSA

quinta-feira, 5 de junho de 2003

«CREOULA: Primeira expedição OCEANÁRIO/ National Geographic aos Açores»


(Fotografia tirada na Horta, em 9 de Agosto de 2005).


Navegar a bordo do antigo bacalhoeiro português "Creoula" durante uma semana é o desafio proposto pela National Geographic e o Oceanário de Lisboa, incluindo a viagem a "obrigação" de colaborar nas tarefas de bordo. A primeira expedição Oceanário/National Geographic aos Açores realiza-se de 12 de Julho a 01 de Agosto, estando já abertas as inscrições para participar nesta viagem, dividida por duas etapas, existindo para cada uma delas uma tripulação diferente.

Os participantes da primeira etapa embarcam no "Creoula" no Parque das Nações na manhã do dia 12 de Julho, rumo a Ponta Delgada, onde deverão chegar cinco dias depois. Nos dias 18 e 19, os tripulantes poderão visitar a cidade de Ponta Delgada. Dia 20, o "Creoula" zarpa para a Horta, onde será feita a observação das baleias. O regresso a Lisboa do primeiro grupo de participantes, num avião da TAP, está previsto para o dia 22 de Julho. Nesse mesmo dia chegará à Horta o segundo grupo de participantes da expedição que começará esta "aventura" a observar as baleias.

Da cidade Horta, o "Creoula" parte para a Praia da Vitória (Ilha Terceira), onde permanecerá durante dois dias. A viagem de regresso para Lisboa tem início no dia 27 de Julho, estando a chegada à Base do Alfeite prevista para o dia 01 de Agosto às 10:00.

A bordo do veleiro, o dia-a-dia dos "lobos do mar" será preenchido com um conjunto de tarefas que terão de ser cumpridas em escalas horárias de trabalho pré-determinadas. Nesta expedição, que tem como objectivo dar a conhecer o habitat das baleias e sensibilizar todos os participantes para a protecção e preservação dos oceanos, poderão inscrever-se todos os cidadãos portugueses com idades compreendidas entre os 18 e os 40 anos.

As inscrições podem fazer-se através do cupão publicado na revista da National Geographic ou por telefone para o Oceanário de Lisboa. O preço da expedição é de 1.350 euros para o público em geral e de 1.250 para os sócios do Clube Oceanário e assinantes da National Geographic, valores que incluem já todas as despesas. O número máximo de participantes para cada uma das etapas é de 51 pessoas.

O antigo bacalhoeiro "Creoula" está hoje em dia transformado em "navio de treino de mar" e tem capacidade para 51 instruendos. O "Creoula" é um lugre (navio de vela normalmente empregue na pesca do bacalhau) de quatro mastros, construído no início de 1937 nos estaleiros da CUF para a Parceria Geral das Pescarias».

Fonte: Agência LUSA. Fotografia de Raquel Sabino Pereira.